Juiz destaca impacto da entrega do Hospital Central durante assinatura de concessão da unidade

Durante o encontro, realizado
no Palácio Paiaguás, o magistrado enfatizou a relevância da conclusão da obra
para a população mato-grossense e apontou que a inauguração da unidade deve
refletir diretamente na diminuição do número de processos judiciais relacionados
à saúde.
“Estamos falando de um
hospital que deve começar a funcionar ainda este ano e que vai realizar
procedimentos de alta complexidade. Isso representa uma mudança significativa,
pois diversas demandas que hoje chegam ao Judiciário poderão ser resolvidas
diretamente pelo sistema de saúde, com mais agilidade e menos necessidade de
judicialização”, afirmou Agamenon.
O projeto de lei será
submetido à votação na Assembleia Legislativa e prevê a entrega da gestão da
unidade ao Hospital Albert Einstein, referência nacional em excelência
hospitalar. A partir de maio, uma equipe da instituição virá a Cuiabá para
recrutar e treinar os profissionais que atuarão na nova estrutura.
“Toda a gestão ficará sob
responsabilidade do Albert Einstein. Eles vão implantar seus protocolos de
atendimento, capacitar maqueiros, técnicos de enfermagem, enfermeiros, entre
outros profissionais. O atendimento será 100% pelo SUS”, explicou o governador
Mauro Mendes.
Com 98% das obras
concluídas, o Hospital Central está sendo construído pela Secretaria de Estado
de Saúde (SES-MT) e já recebeu mais de R$ 215 milhões em investimentos. A
estrutura original de 9 mil m² foi ampliada para 32 mil m², após ser abandonada
por mais de três décadas.
A unidade terá capacidade
mensal para 1.990 internações, 652 cirurgias, 3.000 consultas especializadas e
1.400 exames. O novo hospital contará com 10 salas cirúrgicas, 60 leitos de UTI
e 230 leitos de enfermaria, somando 290 leitos destinados ao atendimento da
população em casos de alta complexidade.
Entre as especialidades previstas estão cardiologia, neurologia, ortopedia, cirurgia geral, urologia, ginecologia, infectologia, otorrinolaringologia e cirurgia vascular.
Iniciada em 1984, a obra foi interrompida em 1987 e só foi retomada em 2019, com o lançamento de um novo projeto e posterior licitação. A assinatura do contrato de retomada ocorreu em 2020, e desde então, o Governo do Estado trabalha para entregar a unidade.
Flávia Borges / Foto: Josi Dias
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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