Nosso Judiciário leva conhecimento a alunos da Escola Estadual Paciana Torres Santana
O funcionamento do Sistema de Justiça, leis que regem o país
e os direitos e deveres dos cidadãos brasileiros foram temas abordados durante
a visita do Programa Nosso Judiciário, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso
(TJMT), à Escola Estadual de Ensino Fundamental Paciana Torres Santana, de
Cuiabá. O encontro ocorreu nesta quinta-feira (24 de abril), quando 130 alunos
participaram de uma manhã de aprendizado e interação.
A iniciativa faz parte do compromisso do TJMT na promoção da
educação para a cidadania, levando o conhecimento jurídico para dentro da sala
de aula e contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes de seus
direitos e deveres.
O diretor da escola, Robson Pereira dos Santos, destacou a
importância da iniciativa para a comunidade escolar: "Solicitamos a presença
do Nosso Judiciário com o objetivo de esclarecer alunos e professores sobre
temas cruciais ligados à Justiça e às leis, como a do bullying. Muitas vezes,
os estudantes praticam atos sem ter a real dimensão de sua gravidade ou o
conhecimento de que já existe legislação específica sobre o assunto.
Acreditamos que a vinda de representantes do Poder Judiciário para compartilhar
esse conhecimento enriquece a formação dos nossos alunos e de toda a comunidade
escolar."
O servidor Neif Feguri, palestrante, explicou
que, atendendo a um pedido da coordenação da escola, foram abordados temas
geralmente trabalhados com alunos do Ensino Médio: "Conversamos sobre a
relevância do Poder Judiciário, explicando as funções de um juiz, de um desembargador,
o que são um fórum e um tribunal. Introduzimos conceitos como a Justiça
Restaurativa e a Defensoria Pública. Atendendo a uma demanda específica da
escola, também abordamos questões como o bullying e o ciberbullying,
ressaltando que a Lei nº 14.811 de 2024 tipifica o ciberbullying como crime
hediondo."
Os conhecimentos adquiridos durante a visita impactaram os
estudantes. Eduarda Fernanda Machado Cambuí compartilhou que o que mais lhe
chamou a atenção foi saber que a Justiça pode ser gratuita. "Aprendi hoje
que, para quem não tem condições financeiras, a Justiça pode ser gratuita. E
também, que a Defensoria Pública oferece assistência jurídica com advogados
para que possamos buscar nossos direitos."
Pedro Henrique Arruda valorizou o aprendizado sobre direitos
e deveres, especialmente em relação à criminalização da homofobia: "Gostei
muito de aprender sobre a homofobia e que a lei protege as pessoas LGBTQIA+. É
importante saber que todos merecem respeito e que a homofobia é crime."
A estudante Isabeli Ribeiro da Silva demonstrou interesse
pelo funcionamento dos Juizados Especiais. "Descobri que podemos acionar o
Juizado Especial em diversas situações, como em acidentes de carro, por
exemplo. Lá, um conciliador pode nos ajudar a chegar a um acordo amigável para
cobrir os prejuízos, evitando um processo judicial."
Além das palestras ministradas, os alunos receberam
exemplares da cartilha informativa "Como funcionam os Juizados
Especiais", um material didático elaborado pelos servidores Neif Feguri e
Antônio Cegati.
Criminalização do bullying
A Lei nº 14.811/2024 criminaliza o bullying e o
cyberbullying, definindo-os como crimes de intimidação sistemática no Código
Penal. A lei prevê pena de multa para bullying em ambiente físico e reclusão de
dois a quatro anos, além de multa, para cyberbullying. A lei também endurece as
penas para crimes contra crianças e adolescentes, como sequestro e indução à
automutilação, que passam a ser considerados crimes hediondos.
Como solicitar a visita/palestra
O Judiciário tem parceria com a Secretaria de Educação do
Estado (Seduc), que indica quais unidades devem receber a palestra. Entretanto,
representantes de estabelecimentos de ensino, públicos ou privados, podem solicitar
a visita/palestra.
O programa vai às instituições, mas também recebe
instituições na sede do Tribunal de Justiça, em Cuiabá. Na visita guiada,
acadêmicos de Direito têm a oportunidade de acompanhar uma sessão de
julgamento, conhecer as dependências do prédio e, para finalizar a visita, são
sempre recepcionados por um magistrado (a) para uma conversa descontraída, no
Espaço Memória. Eles também recebem o Glossário Jurídico, editado e publicado
pelo TJMT.
Para agendar uma visita ao Palácio da Justiça de Mato Grosso ou a instituições de ensino, basta telefonar para (65) 3617-3032/3516.
Marcia Marafon / Foto: Josi Dias
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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