Mais Júri abrange Cuiabá e comarcas do interior para acelerar julgamentos de crimes contra a vida
O Poder
Judiciário de Mato Grosso realiza até agosto de 2025, 170 sessões do Tribunal
do Júri para julgar crimes contra a vida. As ações ocorrem em Cuiabá e em
comarcas do interior como parte do programa Mais Júri, coordenado pela
Corregedoria-Geral da Justiça, com o objetivo de reduzir o acúmulo de processos
e garantir respostas mais rápidas à sociedade.
A
força-tarefa começou no dia 5 de maio na capital onde estão previstas 76
sessões do Tribunal do Júri no período. No Fórum de Cuiabá são realizados três júris
por dia — dois pelo programa e um da pauta normal. No interior, o mutirão teve
início em Porto Alegre do Norte, com 10 júris já realizados e 54 sessões
previstas até agosto. A partir de agosto, os trabalhos também devem alcançar
Vila Rica e, na sequência, Marcelândia.
“O
programa Mais Júri é uma ação da Corregedoria para garantir que a justiça
chegue de forma mais rápida a quem espera uma resposta do Estado. Estamos
falando de processos que envolvem crimes contra a vida, situações sensíveis que
exigem prioridade. Com o empenho de juízes cooperadores, promotores, defensores e
servidores, estamos atuando para reduzir o acúmulo de casos e promovendo maior
efetividade no sistema de justiça”, afirma o corregedor-geral da Justiça,
desembargador José Luiz Leite Lindote.
Os juízes
cooperadores são magistrados de outras comarcas designados pela Presidência do
Tribunal de Justiça para reforçar o time local. “São juízes com experiência em
júri, que se colocaram à disposição para atuar nessas pautas represadas”,
explicou o juiz auxiliar da Corregedoria e coordenador do programa, Jorge
Alexandre Martins Ferreira.
No
interior, o mutirão começou por Porto Alegre do Norte, onde serão realizados 50
julgamentos até o fim de julho. “Mesmo com a estrutura da comarca sendo menor,
são dois júris diários. Um é presidido pelo juiz titular e o outro por juiz
cooperador”, completou.
Em agosto
o Mais Júri prevê 50 júris em Vila Rica e há previsão de atuação em
Marcelândia, com datas ainda a definir.
A ação é
realizada em parceria com o Ministério Público e a Defensoria Pública, que
também disponibilizaram equipes extras. “Aqui em Cuiabá, por exemplo,
precisamos de dois promotores e dois defensores a mais. Esse trabalho conjunto
é essencial para dar vazão aos processos”, afirmou o magistrado.
Segundo
ele, o programa busca não apenas dar resposta à sociedade, mas também às
vítimas e aos réus. “Muitas pessoas esperam por um desfecho. Seja a condenação
ou a absolvição, o que não pode é o processo ficar indefinidamente pendente”,
completou.
Alcione dos Anjos
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
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