Mutirão garante depoimento especial e destrava 183 processos na Vara de Violência de Rondonópolis
O primeiro mutirão de
depoimento especial, realizado na Vara de Violência Doméstica e Familiar contra
a Mulher de Rondonópolis, terminou com depoimentos realizados em 183 processos.
Em alguns processos, foram feitos mais de um depoimento especial.
Depoimento especial é
a escuta feita em ambiente seguro e com técnicas adequadas à idade. Além de
atender a uma demanda urgente da unidade judicial, o mutirão contribuiu
diretamente para o cumprimento da Meta 8 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ),
relacionada à celeridade em casos de violência doméstica, feminicídio e medidas
protetivas, e fortalece a atuação do Judiciário no enfrentamento à violência sexual
infantojuvenil.
O mutirão foi
realizado entre os dias 19 e 23 de maio, em alusão ao Maio Laranja, mês
dedicado ao combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.
A ação foi definida a partir de correição realizada em março deste ano, quando
a juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), Anna Paula Gomes de
Freitas, e sua equipe identificaram um represamento significativo de processos
que dependem desse tipo de procedimento.
A fila de audiências
da unidade estava agendada até maio de 2026, com quase duas centenas de
procedimentos aguardando o depoimento especial, etapa fundamental para o
andamento processual e para a proteção das vítimas e/ou testemunhas desse tipo
de ação.
Espaço adequado: as salas de escuta foram preparadas para
garantir o acolhimento e a privacidade das vítimas, respeitando os parâmetros
técnicos exigidos para o procedimento.
De acordo com a juíza
auxiliar da CGJ, a ação foi muito produtiva e contou com a voluntariedade de
juízes, promotores e defensores públicos. Foram 10 equipes, cada uma composta
por juiz, promotor, defensor público e entrevistadores capacitados no Protocolo
Brasileiro de Entrevistas Forenses (psicólogos e assistentes sociais).
“Conseguimos atingir nosso objetivo de promover a celeridade processual, graças
ao envolvimento de magistrados, defensores públicos e promotores”, destacou a
juíza.
Participaram como
juízes cooperadores, de forma remota, os magistrados: Luiz Aparecido Bortolussi
Júnior (Cuiabá), Gleide Bispo dos Santos (Cuiabá), Marcos Faleiros da Silva
(Cuiabá), Tatiane Colombo (Cuiabá), Francisco Ney Gaíva (Cuiabá), Pedro Davi
Benetti (Rondonópolis), Edson Carlos Wrubel Junior (Itaúba), Djessica Giseli
Kuntzer (Pontes e Lacerda), Patrícia Bedin (Tapurah) e Tabatha Tosetto (Novo
São Joaquim).
Assessoria de Comunicação
CGJ-MT
corregedoria.comunicacao@tjmt.jus.br
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