Consulta pública sobre metas do Judiciário é aberta e TJ convida sociedade para gestão participativa
Tribunais de Justiça de todo o país iniciam neste mês um
novo ciclo de escuta ativa da sociedade. Entre os dias 9 e 30 de junho, estará
disponível um formulário nacional de consulta pública para a definição das
Metas Nacionais do Poder Judiciário para 2026, etapa fundamental do processo de
gestão participativa coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O objetivo é reunir percepções da população, magistrados,
servidores, membros do Ministério Público, Defensoria Pública e demais atores
do sistema de justiça sobre os temas prioritários para o próximo ano. A
consulta parte das propostas preliminares reunidas no documento PIME (Proposta
Inicial das Metas do Judiciário), elaborado com base nos macrodesafios da
Estratégia Nacional do Poder Judiciário 2021-2026, instituída pela Resolução
CNJ nº 325/2020.
“Todos os anos o CNJ conduz esse processo de escuta
nacional, no qual os tribunais envolvem a sociedade e os órgãos parceiros para
avaliar e contribuir com as metas propostas. A participação é essencial para
validar os rumos estratégicos que estamos tomando”, explica Anderson Cristiano
Neisse, gerente de Estatística e Gestão Estratégica da Coordenadoria de
Planejamento do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Segundo Neisse, a pesquisa leva cerca de 10 minutos para ser
respondida e contém de 15 a 20 perguntas, que abordam a relevância e a
aderência das metas aos objetivos estratégicos do Judiciário. Um exemplo de
foco é a meta voltada à violência doméstica e feminicídio. “Faz sentido para a
população esse caminho? Ou é preciso um novo olhar? A consulta é uma forma
concreta de entendermos essas percepções”, destaca.
Além da participação na consulta nacional, o TJMT também
realizará uma consulta pública estadual, voltada especificamente à definição
das metas do Poder Judiciário de Mato Grosso. Essa etapa ocorrerá em julho, com
data a ser divulgada, e será precedida por audiências públicas que já vêm sendo
promovidas pelo Tribunal. “Essas audiências geram propostas que subsidiam uma
segunda rodada de escuta, exclusiva para o planejamento estratégico do TJMT”,
acrescenta o gerente.
A consulta pública representa um dos pilares da governança participativa adotada pelo Judiciário brasileiro, buscando alinhar os objetivos institucionais às reais necessidades da sociedade.
Josiane Dalmagro
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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