'Justiça Sem Fronteiras' reafirma compromisso da Justiça de MT com as populações longínquas
A faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia, em Mato Grosso,
será o cenário de uma iniciativa inédita do Programa Justiça Comunitária do
Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A “Expedição Justiça Sem Fronteiras” será
realizada de 1º a 9 de julho, na região sudoeste do Estado. A ação reforça o
compromisso da atual gestão, presidida pelo desembargador José Zuquim Nogueira,
que é “Justiça Presente, Cidadania Preservada”, levando a Justiça onde as
pessoas estão.
A Expedição Justiça Sem Fronteiras nasce com o compromisso de levar, além dos serviços judiciais, ações voltadas à saúde, cidadania, educação, cultura, orientação jurídica e integração comunitária, com respeito às especificidades sociais e territoriais da região fronteiriça.
O movimento reúne esforços dos poderes executivos estadual e municipal, entidades privadas, o Exército Brasileiro e, pela primeira vez, a Polícia Federal. As famílias que vivem em comunidades dos municípios de Cáceres, Porto Esperidião e Vila Bela da Santíssima Trindade serão as beneficiadas nesta expedição.
A Expedição reforça a identidade
Programas e ações já consolidadas pelo Tribunal integram atividades que serão realizadas nos locais, como os programas Pai Presente e Padrinhos da Comissão Estadual de Adoção (CEJA) do TJMT, e audiências para solução de conflitos. “Levaremos os nossos serviços de mediação, conciliação, questões fundiárias, previdenciárias, do Direito de Família e registro tardio na certidão de nascimento, para citar alguns, que são algumas das ações realizadas com nossos parceiros”, cita o juiz coordenador da Justiça Comunitária e da Expedição Justiça Sem Fronteira, José Antônio Bezerra Filho.
Força-tarefa
A força-tarefa da Expedição fará com que a Justiça e o Estado estejam presentes na Agrovila Nova Esperança (Cáceres) e nos distritos Vila Picada (Porto Esperidião) e Santa Clara de Monte Cristo (Vila Bela da S. S.). Os locais foram escolhidos após o Judiciário de Mato Grosso, com o apoio do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), percorrer as comunidades longínquas do Estado. Durante as visitas, foram identificadas as necessidades e ausências às quais as populações estão submetidas. “Fizemos uma análise e verificamos a carência de tudo”, revela o magistrado.
O trabalho, organizado pela Justiça Comunitária da Justiça Estadual, é uma ação integrada de cidadania que reúne esforços de agentes de entidades como a Defensoria Pública Estadual (DPE), Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Receita Federal e a Justiça Federal e Estadual.
Desafio
A predominância da dupla cidadania da população é uma das peculiaridades da região fronteiriça, que desafia a Expedição. “É aquela dupla cidadania, população chiquitana (indígena) e população brasileira-boliviana. Será um grande desafio levar serviços, cidadania, Justiça a essas populações”, avalia o magistrado.
A expectativa é atender todos os locais que anseiam por assistências básicas. “Há uma demanda muito grande reprimida nessas localidades, a qual, com o esforço de todos, iremos levar serviços e todo tipo de alento para minimizar a angústia de quem vive nelas”, completa.
Cronograma de atendimento
A primeira edição da Expedição sairá de Cuiabá no dia 1º de julho com destino à Cáceres, onde serão atendidos os moradores da Agrovila Nova Esperança (dia 02 de julho).
No dia seguinte, o comboio segue para o município de Porto Esperidião, para a ação no Distrito de Vila Picada, nos dias 04 e 05 de julho.
O último trecho da expedição será no distrito de Santa Clara de Monte Cristo, em Vila Bela da Santíssima Trindade, nos dias 07 e 08 de julho. O retorno para Cuiabá será no dia 9 de julho. Todos os atendimentos da ação serão realizados em dois períodos, das 8h às 11h30 e das 13h às 17h.
“Quando levamos esses serviços a essas comunidades concretizamos a presença do Estado e reafirmamos que, para o Poder Judiciário não existe distância, ele chega a todas as populações distantes”, finaliza o juiz José Antônio Bezerra Filho.
A Expedição cumpre o papel institucional da Justiça Comunitária, de atuar proativamente na promoção da Justiça e cidadania, ao garantir que mesmo os mais distantes tenham voz e acesso aos seus direitos.
Priscilla Silva
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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