Mutirão em São Félix agiliza julgamento de casos de violência contra a mulher

Ao todo, foram
pautadas 14 audiências, das quais 11 foram realizadas, resultando em nove
julgamentos e cinco condenações. A mobilização foi conduzida pelo juiz da Comarca,
Luís Otavio Tonello dos Santos, com a atuação do promotor de Justiça Thiago
Tortelli, do defensor público Robson Cleiton de Souza Guimarães, além de
servidores, advogados e demais profissionais do sistema de justiça.
De acordo com o
magistrado, o mutirão reforça o compromisso do Judiciário com a proteção dos
direitos das mulheres e com o combate à impunidade. “A mobilização também
representa uma importante oportunidade para fortalecer a rede de enfrentamento
à violência de gênero na região, promovendo a escuta qualificada das vítimas, o
devido processo legal e, quando necessário, o encaminhamento para medidas
protetivas”, afirma o juiz Luís Otavio Tonello dos Santos.
A ação está alinhada à
Meta 8 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que orienta os Tribunais a
priorizarem o julgamento de processos que envolvam violência doméstica. Segundo
o juiz, o esforço concentrado não apenas contribui para a meta, mas também
impacta diretamente a percepção das vítimas em relação ao sistema de justiça.
“Elas percebem que a Justiça realmente funciona, pois houve o julgamento do
caso em um tempo razoável. Isso gera um fortalecimento da confiança no
Judiciário. Além disso, conseguimos encaminhar as vítimas que necessitam a
programas de assistência do governo”, concluiu.
Para o Ministério
Público, os mutirões de audiências em casos de violência doméstica e familiar
contra a mulher são de fundamental importância estratégica. “A prioridade
absoluta é a vítima, que encontra na celeridade da justiça um amparo ao seu
sofrimento. Ganham, também, a sociedade, com o fortalecimento da percepção de
justiça, e o próprio sistema judicial, que se torna mais eficiente. Louvamos a
iniciativa do Poder Judiciário e defendemos sua expansão a todas as Comarcas de
Mato Grosso. Mesmo diante de um cenário com excesso de processos e desafios
logísticos, a execução desses mutirões é a prova de um compromisso inabalável.
Uma justiça ágil para a mulher vítima de violência não é apenas um avanço
processual; é um imperativo de dignidade e o meio mais eficaz para evitar que o
processo se torne, ele próprio, mais um fator de vitimização”, avaliou o
promotor de Justiça substituto Thiago Matheus Tortelli.
O defensor público da comarca, Robson Cleiton de Souza Guimarães, também elogiou a iniciativa. “Avalio de forma bastante proveitosa esses três dias intensos de trabalho. Parabenizo o Judiciário, na pessoa do juiz Luís Otavio, pela atuação irretocável e humanizada com as partes, principalmente com as vítimas”, afirmou.
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
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