Programa Fazendo Justiça leva cultura e arte às jovens em cumprimento de medida socioeducativa
O funcionamento e a estrutura da indústria do audiovisual de
Mato Grosso foram apresentados para 16 adolescentes em cumprimento de medida
socioeducativa no Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE) de Cuiabá, na
sexta-feira (04 de julho). A atividade integra a 4ª edição do ‘Caminhos
Literários no Socioeducativo: Pelo Direito à Cultura’, do Conselho Nacional de
Justiça (CNJ), que traz a temática “Adolescência em Cena”.
Em Mato Grosso, o evento conta com a adesão do Tribunal de
Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio do Grupo de Monitoramento e
Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), em articulação com o
Sistema Socioeducativo estadual. As atividades presenciais se encerram no
sábado (05 de julho).
A 4ª edição do Caminhos Literários é uma iniciativa do
Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no âmbito do Programa Fazendo Justiça, em
parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e conta com o apoio do Canal Curta!, do Grupo
Companhia das Letras e da Editora Mostarda. As ações ocorrem entre os dias 03 e
09 de julho, com programação nacional e local.
“A cada ano o projeto se renova, e neste, em especial, ele
trouxe um foco mais direcionado para a realidade do estado de Mato Grosso, o
que o torna ainda mais significativo. Tivemos a participação de uma finalista
do Jabuti, um dos principais prêmios literários do país, além de abordagens
sobre cinema, teatro e produção cultural local, o que abre um novo universo de
possibilidades para as adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa”,
explicou a juíza Leilamar Aparecida Rodrigues, da 2ª Vara Esp. Da Infância e
Juventude.
Todo processo de construção de uma obra do audiovisual foi
apresentado pela produtora criativa e executiva Bárbara Varela, da produtora
Paralelo 15.
“Hoje tivemos a oportunidade de realizar uma atividade
voltada à capacitação em audiovisual. Nosso objetivo foi mostrar aos
participantes as diversas possibilidades de atuação no setor, reforçando que,
sim, é possível ingressar, viver e ser feliz trabalhando com cinema e
audiovisual”, pontuou a produtora.
Algumas das possibilidades de trabalho na indústria
audiovisual incluem direção de cena,
atuação, figurino, direção de arte, maquiagem de efeitos especiais, edição,
pós-produção, entre outras. “Trata-se de uma área que une arte, tecnologia,
literatura, sonhos e narrativas, que desperta interesse da juventude. Há um
potencial e é gratificante ver o quanto eles se envolvem e se enxergam nessa
área. Aqui mostramos que há um caminho viável, acessível e próximo, inclusive
aqui em Mato Grosso”, avaliou a Bárbara Varela.
A chance de conhecer a área despertou em *Carla uma
possibilidade de atuar na indústria de audiovisual. “Essa atividade foi muito
importante, não só para mim, mas para todas as meninas que estão aqui. Muitas
nunca tiveram uma chance de ver de perto o que é o audiovisual, nem de saber
que isso pode ser uma profissão de verdade. Essas ações aqui dentro abrem
portas, trazem conhecimento e valores que a gente não tinha acesso antes”,
avaliou a jovem.
No dia 05 de julho, as jovens do CASE de Cuiabá também
receberam a visita da escritora, ceramista, ilustradora e finalista do Prêmio
Jabuti 2022, Paty Wollf, que realizou uma oficina de leitura e artes plásticas.
Paty Wollf é autora do livro “Azul Haiti”, publicado pela Companhia das Letras.
Priscilla Silva
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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