TJMT cumpre 100% das metas do CNJ antes do prazo e reforça excelência nos serviços à população
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT)
atingiu, com destaque, 100% das metas estabelecidas pelo Conselho Nacional de
Justiça (CNJ) para o Segundo Grau, antes mesmo do prazo final estipulado. O
desempenho é resultado do comprometimento institucional e da aplicação eficaz
de estratégias de gestão voltadas à celeridade e à qualidade da prestação
jurisdicional.
Entre os destaques, a Meta 01 (julgar mais
processos do que os distribuídos) teve um alcance de 106,05%, enquanto a Meta
02 (julgar processos mais antigos) atingiu 111,10%. A Meta 04, voltada a
julgamentos de crimes contra a administração pública e ações de improbidade
administrativa, registrou 153,85% e 100%, respectivamente. Já a Meta 06, que
trata do julgamento de ações ambientais, obteve 182,82%, e a Meta 08, relativa
a crimes de feminicídio e violência doméstica, registrou 133,33% e 111,11%. Por
fim, a Meta 10, que visa à promoção dos direitos da criança e do adolescente,
também foi superada.
O presidente do TJMT, desembargador José Zuquim
Nogueira, comemorou os números e destacou o trabalho coletivo como elemento
central para o êxito. “O nosso Tribunal de Justiça, o Segundo Grau, cumpriu
todas as metas impostas pelo CNJ. Então, é um motivo de alegria e um motivo
para parabenizar todos os integrantes do nosso Tribunal. O trabalho realmente
foi de cada um dos desembargadores e das suas equipes. Das Câmaras Criminais
isoladas, das Seções, das Turmas. Todos, de alguma forma, contribuíram para
isso. E eu quero parabenizar todos. Indistintamente”, disse.
Entre
os magistrados que contribuíram para esse resultado está o desembargador Lídio
Modesto da Silva Filho, integrante da Quarta Câmara Criminal. Segundo ele, o
desempenho alcançado foi fruto de planejamento, esforço coletivo e uma gestão
estratégica no gabinete.
“Assim
que assumimos, reunimos nossa equipe de trabalho e estabelecemos como meta
operar apenas com os processos distribuídos semanalmente. Para isso, criamos um
sistema interno de controle no gabinete e houve um esforço mútuo entre todos os
servidores para garantir uma dinâmica eficiente voltada ao cumprimento das
metas do CNJ”, relatou o magistrado.
Além
do trabalho individual, houve também articulação conjunta entre os gabinetes da
Quarta Câmara Criminal. “Nos reunimos com os demais gabinetes, sob a
presidência do desembargador Pedro Sakamoto, e posteriormente com o
desembargador Juvenal Pereira da Silva, que manteve esse compromisso. O
desembargador Hélio Nishiyama também, com
pouco tempo de atuação, conseguiu zerar o gabinete. E em cerca de 10 meses de
trabalho, conseguimos zerar nosso estoque e passamos a trabalhar apenas com os
processos da semana”.
Lídio
destacou ainda que o empenho não se restringiu apenas aos gabinetes, mas
envolveu também a secretaria da câmara. “Promovemos reuniões com todos os
servidores, desembargadores e também com a secretaria da Quarta Câmara,
reforçando o esforço coletivo em prol da redução do acervo processual e da
entrega de uma prestação jurisdicional mais célere e eficiente.”
O
magistrado finalizou pontuando que, mesmo em processos mais complexos, como os
de revisão, a agilidade foi mantida. “Envidamos esforços para entregar as
revisões de forma rápida ao relator e incluí-las imediatamente nas sessões. O
resultado que apresentamos hoje é reflexo de muito esforço, dedicação e,
principalmente, do amor ao trabalho de toda a equipe da Quarta Câmara Criminal.
Esperamos continuar nesse caminho”.
Outro
magistrado que também destacou a importância da organização interna e da
atuação colaborativa para alcançar os resultados foi o desembargador Marcos
Regenold Fernandes. Para ele, o desempenho do Tribunal está diretamente ligado
à estruturação eficiente das equipes de assessoria e à uniformização de
práticas dentro das câmaras.
“Primeiramente,
nós somos 100% dependentes de um bom trabalho da assessoria. A nossa assessoria
é bem qualificada. Procuramos treiná-la de acordo com as necessidades da Câmara
e estabelecemos metas internas semanais para cada assessor. Utilizamos um
sistema de distribuição em que todos trabalham com todas as matérias. Assim não
ficamos prejudicados caso algum servidor
saia de férias, por exemplo. Isso evita atrasos no cumprimento das metas”,
disse.
Marcos
Regenold também enfatizou o papel da disciplina interna. “Temos um controle
rígido do que entra e do que sai, o que nos permite manter uma organização
eficiente. Além disso, temos uma excelente interlocução entre os
desembargadores da Câmara, o que contribui para a uniformização dos
entendimentos e, consequentemente, reduz o índice de recorribilidade. Acredito
que temos um dos menores índices nesse aspecto”, afirmou.
O
desembargador pontuou ainda a preocupação em manter coerência nas decisões.
“Quando há divergência entre decisões anteriores e atuais, naturalmente isso
gera mais recursos. Por isso, buscamos constantemente identificar situações que
possam gerar conflito jurisprudencial e alinharmos nossas decisões para manter
a consistência”.
Por
fim, ele também destacou o compromisso da Câmara com o atendimento aos
advogados e o envolvimento em outras frentes do Judiciário. “Procuramos atender
os advogados, o máximo possível, conciliando os dias de sessão, que podem
chegar a quatro por semana, com os atendimentos. Também mantemos diálogo com a
Presidência e a Corregedoria, e participamos de mutirões. Recentemente,
ajudamos na área de Direito Público, mesmo sendo de outra especialidade”.

“Muito trabalho. Eu estou com uma assessoria bem
ajustada. Não foi fácil chegar nesse patamar. A gente faz divisão de matérias,
dá prioridade às liminares, procura não deixar processo mais de 30 dias
concluso. Se possível, devolvemos com 25 dias.”
Ela também enfatizou a contribuição da nova câmara
da qual faz parte, instalada no fim de fevereiro de 2024.
“Nossa Câmara está com um ano. Instalamos com a
desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, eu e o desembargador Luiz Octávio Saboia.
Agora com o desembargador Márcio Vidal na presidência e o desembargador Jones
Gattass, somos uma Câmara bastante afinada. Conseguimos julgar muitos processos
semanalmente. É um trabalho colaborativo”.
“A minha média de processos tramitando aqui é 200.
Se bem que metade deles já estão prontos para ir para pauta. Já estão
preparados para a pauta semanal, que temos de forma virtual e híbrida. Eles vão
sendo colocados de acordo com o fluxo da TI, e a outra metade nós estamos
trabalhando neles”.
A coordenadora judiciária do TJMT, Rose
Pincerato, celebrou o resultado e destacou que o êxito é fruto de um trabalho
cooperativo envolvendo diversas frentes do tribunal, com especial
reconhecimento ao empenho dos gabinetes dos desembargadores, cujas equipes têm
atuado com dedicação e compromisso no cumprimento das metas e na busca contínua
pela excelência na prestação jurisdicional.
“Para chegar hoje e comemorar 100% das
metas atingidas no Segundo Grau, antes do prazo previsto, foi preciso o empenho
de um time altamente engajado. É um trabalho a muitas mãos, que começa lá no
Dejaux com a classificação dos processos, segue até o gabinete dos
Desembargadores para receberem a decisão e termina com a atuação das
Secretarias realizando o cumprimento das decisões e a baixa tempestiva dos
autos”, explicou Pincerato.
Para facilitar esse acompanhamento e
garantir a eficiência na gestão, o TJMT implantou um robusto sistema de
monitoramento de dados em tempo real, com dashboards estratégicos, táticos e
operacionais, atualizados a cada quatro horas, em média.
“Essas ferramentas nos permitem
acompanhar o desempenho quase em tempo real e agir rapidamente diante de
qualquer gargalo. Também mantemos rankings internos, relatórios mensais e
reuniões periódicas de acompanhamento com os gabinetes, além de um plano de
trabalho e relatórios individualizados aos Desembargadores, sempre que
preciso”, afirmou Rose.
Ela também destacou o papel fundamental
do Departamento de Processamento Eletrônico, Inteligência de Dados e Negócios
(DPIN), criado recentemente para profissionalizar ainda mais o controle das
metas e apoiar as decisões estratégicas com base em dados precisos. “A
estruturação desse setor trouxe especialistas que contribuem para o
monitoramento contínuo, permitindo ações mais assertivas. Esse trabalho técnico
e estratégico fez a diferença”.
Outro diferencial, na visão da gestora,
que contribuiu diretamente para os resultados foi o uso de inteligência
artificial (IA) nos gabinetes, especialmente na elaboração de minutas de
decisões, o que aumentou significativamente a produtividade e a qualidade das
entregas jurisdicionais. “Temos painéis que mostram a correlação entre o uso da
IA e o crescimento na quantidade de julgamentos. A adoção dessa tecnologia
pelos Gabinetes é uma das grandes aliadas na conquista desses índices”.
Com a totalidade das metas alcançadas
antes do prazo, o TJMT fortalece sua posição para o Prêmio CNJ de Qualidade do
ano de 2026, consolidando seu compromisso com uma justiça célere, eficiente e
de excelência. “O resultado de hoje é motivo de comemoração e reconhecimento.
Demonstra que o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso está comprometido
com a inovação, a gestão estratégica e, sobretudo, com a entrega de uma justiça
efetiva para a sociedade”, finalizou.
Flávia Borges
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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