Consultor do Prêmio Innovare avalia Programa Verde Novo, do Poder Judiciário de Mato Grosso
O Programa Verde Novo é uma das
iniciativas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) selecionadas na categoria Juiz, pelo
Prêmio Innovare, uma das maiores premiações da Justiça brasileira, na qual é classificado
pela segunda vez. E nesta quinta-feira (31 de julho), o gestor executivo do programa de recuperação de florestas
urbanas, desembargador Rodrigo Curvo, e o coordenador do Verde Novo, Sérgio Savioli, receberam o consultor do Prêmio Innovare em
Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Nivaldo Romko, para quem apresentaram todo o
histórico, funcionamento e resultados das ações de distribuição e plantio de
mudas.
Criado em 2017, quando ainda era
vinculado ao Juizado Volante Ambiental (Juvam) de Cuiabá, o Verde Novo já
realizou 856 ações em mais de 130 bairros da região metropolitana e em três
comarcas, sendo boa parte dos eventos feitos em parceria com escolas, atingindo
diretamente cerca de 8,8 mil estudantes. Em toda essa trajetória, já houve a distribuição
e plantio de 233 mil mudas de plantas frutíferas e nativas do Cerrado, o que já
possibilitou o sequestro de 5,8 toneladas de carbono da atmosfera.
O programa conta com a parceria
permanente de oito empresas e, de forma eventual, mais de 30 instituições da iniciativa
privada já fizeram parceria com o Verde Novo. Por meio dessas junções de
esforços e do voluntariado de pessoas que se disponibilizam a colaborar nos
plantios, o programa não gera custos adicionais ao Poder Judiciário e cumpre os
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 11 e 13, que tratam,
respectivamente, sobre tornar as cidades mais inclusivas, seguras e resilientes
e sobre o combate à mudança do clima e seus impactos. Conheça mais sobre o programa clicando aqui.
Com a visita ao TJMT, o consultor do
Prêmio Innovare buscou verificar se o programa Verde Novo atingiu os objetivos
para efeitos de premiação. “Nós viemos para
conhecer a efetividade prática do projeto, os dados estatísticos, o material de
campo, conhecer as emoções que deram origem. No caso, aqui, já é uma prática
perene, que vem de muitos anos, se renovando e inovando. A conclusão é a
melhor possível porque a gente percebe realmente que é um projeto que se mantém
ao longo dos anos e, com responsabilidade, vem atendendo aos elementos da sua
idealização e se renovando a cada ano, trazendo uma efetividade daquilo que foi
proposto para a população cuiabana”, disse o consultor Nivaldo Romko.
De acordo com o desembargador Rodrigo
Curvo, uma das características exigidas pelo Prêmio Innovare e que o Programa
Verde Novo atende plenamente é a replicabilidade. “A prova disso é que outros
tribunais já buscaram conhecer o Verde Novo e o seu potencial. E sempre com o
intuito de reproduzir as ações de conscientização pública pela preservação do
meio ambiente nos tribunais e nos demais ramos da Justiça. O Verde Novo tem sim
esse potencial. O Fórum Nacional de Magistrados Ambientais do Conselho Nacional
de Justiça já demonstrou interesse, por meio da conselheira do CNJ, Daniela Madeira,
em conhecer a fundo o Programa Verde Novo com esse objetivo de levar para
outros poderes e outros ramos da justiça brasileira”, disse.
Rodrigo Curvo destaca ainda os números alcançados desde a criação do programa. “Os dados que conseguimos são sempre muito estimulantes e demonstram que estamos no caminho certo. Em 2017, Cuiabá figurava como a vigésima capital em cobertura arbórea. E em 2025, com base em dados do IBGE, já houve uma evolução mais do que significativa, da vigésima colocação, passamos para a oitava colocação entre as capitais em cobertura arbórea de vias das cidades. Isso demonstra, na prática e com dados concretos, a contribuição do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Programa Verde Novo, para a melhoria da qualidade de vida da população”, avalia.
Sobre o Prêmio Innovare
Criado em 2004, o Prêmio Innovare é promovido pelo Instituto Innovare
com o apoio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), da Secretaria Nacional de
Justiça do Ministério da Justiça, da Advocacia-Geral da União e de entidades
representativas da magistratura, Ministério Público, Defensoria Pública e
advocacia. A iniciativa tem como foco identificar e disseminar boas práticas
que modernizam, tornam mais ágeis, acessíveis e efetivos os serviços do
Judiciário.
Em 2025, o prêmio está em sua 22ª edição e reúne 702 práticas inscritas
em sete categorias: Tribunal, CNJ, Juiz, Ministério Público, Defensoria
Pública, Advocacia e Justiça e Cidadania. Os critérios de avaliação incluem:
eficiência, celeridade, qualidade, criatividade, praticidade, ineditismo,
exportabilidade, satisfação do usuário, alcance social, abrangência
territorial, acesso à Justiça e desburocratização.
As práticas selecionadas são visitadas por consultores especializados, que analisam indicadores, impactos sociais e possibilidades de replicação. As vencedoras serão conhecidas em dezembro, em cerimônia no Supremo Tribunal Federal (STF), e integrarão o banco nacional de boas práticas do Instituto Innovare.
Leia também:
Conselheira do CNJ conhece iniciativas sustentáveis do Poder Judiciário de Mato Grosso
Celly Silva / Foto: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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