Conciliação: Judiciário dá início a mutirão ambiental com cerca de 300 processos em pauta
Promover a
resolução consensual nas esferas administrativa, cível e criminal em cerca de
300 processos ambientais, bem como recuperar áreas degradadas em Mato Grosso.
Com este objetivo, teve início nesta segunda-feira (15.09), em uma
cerimônia de abertura, a 7ª edição do Mutirão Ambiental de 1º Grau, no Complexo
dos Juizados Especiais, em Cuiabá. A inciativa, que se estende até sexta-feira
(19.09), das 8h às 18h, é promovida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, em
parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) e outras
instituições.
A ação
busca promover a mediação e a conciliação de 279 ações judiciais envolvendo
questões ambientais no estado, sem a necessidade de judicialização, priorizando
acordos que preveem medidas de compensação e recuperação ambiental, além do
pagamento de multas. Dessa forma, os responsáveis por infrações ambientais
assumem compromissos efetivos para reparar os danos causados, fortalecendo a
cultura de responsabilidade socioambiental em Mato Grosso.
O
presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos
(Nupemec), desembargador Mario Roberto Kono de Oliveira destacou que o mutirão
reúne esforços interinstitucionais que oferecem ganhos para todas as partes.
“Uma
ferramenta já consolidada dentro do Sistema Judiciário, que a cada edição
mostra que é possível atingirmos todos os objetivos: preservação do meio
ambiente, a recuperação da área degradada, a solução do problema daquele que
responde o processo sem ficar preso em restrições de ordem judicial ou de
crédito que o impeçam de produzir, por exemplo, e a economia do Estado, que
ganha com a arrecadação, porque você retoma a produtividade”, afirmou.
Para a
secretária da Sema, Mauren Lazzaretti, o mutirão tem impacto direto na
pacificação de cerca de 300 processos de conflitos ambientais. Os processos
selecionados para o mutirão são principalmente de ações de desmatamentos,
atividades sem licença, reposição florestal, entre outras ilegalidades, que
tramitam no âmbito administrativo, em inquéritos civis do Ministério Público e
ações civis públicas já propostas.
“Em nossos
mutirões de conciliação, temos mais de 50% de êxito na solução dos conflitos
analisados. Neste evento vamos regularizar os danos ambientais, corrigir as
infrações realizadas e efetivamente promover a conciliação nos aspectos
administrativos, civis e criminais. É uma oportunidade única para regularizar
todas as pendências e retomar a atividade dentro da legalidade”, pontuou.
O juiz
coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania do Meio
Ambiente (Cejusc Ambiental), Emerson Luís Pereira Cajango, enfatizou o trabalho
das instituições envolvidas no mutirão. “Trabalhamos em conjunto na busca de
fortalecermos a cultura da autocomposição. Desejamos a todos uma semana
frutífera, que possamos encontrar soluções consensuais aos conflitos
ambientais”, disse.
Já o
promotor da 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Cidadania, Miguel
Slhessarenko Junior, destacou que a cada edição o mutirão tem sido cada vez
mais efetivo. “Buscando a resolução de conflitos de uma maneira séria, segura e
pacífica. Precisamos ao máximo garantir acordos para que esses processos tenha
um fim, seja lidando com a parte econômica ou com a ambiental, para que
possamos dar uma satisfação para todos os envolvidos”, afirmou.
O advogado
Jeferson Cavalcante elogiou a iniciativa e destacou que o mutirão está
propiciando a resolução consensual de um processo de desmate de 15 hectares no
município de Novo Mundo. “Esta ação tramita desde 2022, já fizemos um acordo
com o Ministério Público na esfera cível e criminal e agora vamos fazer no
administrativo. Analisamos junto ao cliente que a melhor opção para resolver o
conflito, liberar o maquinário e regularizar a área seria por meio de acordo e
por isso estamos aqui hoje”, argumentou.
Participaram
ainda da cerimônia de abertura a juíza e coordenadora do Nupemec Cristiane
Padim da Silva, o subprocurador-geral de Defesa do Meio Ambiente, Davi Maia
Castelo Branco Ferreira, a titular da Delegacia Especializada de Meio Ambiente,
delegada Lilian Murata, o procurador de justiça e coordenador do Centro de
Apoio Técnico à Execução Ambiental (Caex Ambiental), Gerson Barbosa e a presidente
da Comissão do Meio Ambiente da OAB/MT, Tatiana Monteiro.
Instituições
parceiras - Além
do PJMT e da Sema-MT, participam desta edição do mutirão: Ministério Público do
Estado de Mato Grosso (MPMT); Polícia Judiciária Civil (PJC-MT); Procuradoria-Geral
do Estado (PGE-MT).
As 279
audiências ocorrem simultaneamente em seis salas no Complexo dos Juizados
Especiais, onde magistrados, conciliadores, advogados dos infratores,
representantes da Sema e demais órgãos parceiros atuam de forma integrada.
Larissa Klein / Foto: Josi Dias
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
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