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 22/09/2025   14:42   

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“Future Law: O Judiciário em Perspectiva” é debatido na quarta edição do Diálogos Digitais

O futuro da Justiça brasileira foi o tema da quarta edição do Diálogos Digitais, realizada na manhã desta sexta-feira (22 de setembro) pelo Laboratório de Inovação do TJMT (InovaJusMT). Com o tema “Future Law: O Judiciário em Perspectiva”, o encontro reuniu magistrados, servidores e parceiros da rede de inovação para discutir transformação digital, futurismo e metodologias de inovação aplicadas à Justiça.

A abertura do evento foi conduzida pela juíza Joseane Carla Quinto Antunes, coordenadora do InovaJusMT, que destacou a importância do encontro como espaço de reflexão sobre os caminhos da Justiça estadual e federal.

“A ideia deste encontro foi trazer pessoas proeminentes na área de inovação e transformação digital para que possamos compartilhar e compreender para onde o Poder Judiciário está caminhando”, afirmou.

O juiz José Faustino Macêdo de Souza Ferreira, de Pernambuco, proferiu a palestra central, convidando os participantes a refletirem sobre um cenário futuro da Justiça. “Imagine um balcão de atendimento que não existe apenas fisicamente, mas que está na palma da mão de qualquer cidadão, a qualquer hora. Imagine decisões judiciais compreensíveis para todos, provas digitais analisadas em segundos e caminhos de solução antes mesmo de um conflito se tornar processo”.

Ele defendeu que os tribunais construam repertórios de futuros possíveis e desejáveis, analisando sinais que antecipam mudanças. “No Tribunal de Justiça de Pernambuco, percebemos sinais de que o trabalho de alguns profissionais seria impactado pelo processo eletrônico. Só quando ignoramos esses sinais é que enfrentamos crises e temos que correr para requalificar pessoal e otimizar recursos. O futuro não espera. Precisamos agir a partir dos sinais que recebemos hoje”.

O futurismo judicial, segundo Faustino, não se limita à tecnologia. Ele citou exemplos de inovação em gestão e processos, como laboratórios multidisciplinares que tratam de programas complexos antes da decisão final. “Não é tecnologia, é experiência do usuário, empatia e prototipagem de soluções. Inovação é método aplicado a problemas reais, garantindo maior efetividade das políticas públicas e judiciais”.

O juiz ressaltou ainda que a inovação é a ponte entre o presente e o futuro desejado. “Sem inovação, o Tribunal se torna um barco à vela, conduzido pelo vento das circunstâncias externas. Precisamos colocar motor nesse barco e definir para onde queremos ir”.

Complementando, João Guilherme de Melo Peixoto destacou que a inovação deve ser percebida como competência cotidiana, e não apenas como um ato disruptivo: “Já existem resultados que mostram que laboratórios de inovação permitem construir soluções testadas, embasadas em dados e evidências, e com participação direta de quem é impactado pelas políticas. Isso amplia a efetividade e a assertividade das decisões”.

Entre os exemplos apresentados, Faustino citou iniciativas do Tribunal de Pernambuco, como o “Ideias”, um hub de inovação que combina formação, produtos e eventos. Por meio de maratonas de inovação (jams), sprints focais e incubação de protótipos, o tribunal consegue transformar ideias em soluções implementáveis. 

Flávia Borges

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

imprensa@tjmt.jus.br

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