Palestra no TJMT destaca vantagens do Mercado Livre de Energia para consumidores e meio ambiente
A ampliação do acesso ao Mercado Livre de Energia e
seu papel estratégico na transição energética brasileira foram o centro do
debate do Painel 5 – “Energia limpa e
competitividade: o papel do Mercado Livre na transição energética”,
realizado nesta quarta-feira (17 de setembro) durante o 10º Encontro de Sustentabilidade e o 2º Seminário de Mudanças Climáticas, promovidos pelo Tribunal de
Justiça de Mato Grosso (TJMT).
A palestra foi ministrada pela engenheira
eletricista Dayany Oliveira da Costa,
profissional com experiência nos mercados de energia cativo e livre e atuação
voltada para soluções que fortalecem a qualidade dos serviços e ampliam a
confiança no setor elétrico.
Dayany explicou que o Mercado Livre de Energia funciona no Brasil há mais de 20 anos,
mas recentemente passou por uma abertura que transformou o cenário de consumo.
“Desde o ano passado, clientes varejistas podem ingressar nesse ambiente e comprar
energia diretamente de fontes renováveis, com possibilidade de redução
significativa das faturas de energia e desconto na demanda contratada”,
afirmou.
A engenheira destacou ainda que, a partir do
próximo ano, o mercado será aberto para clientes do Grupo B, inicialmente comerciais e industriais, e, a partir de
2027, também para consumidores residenciais. “Essa evolução democratiza o
acesso à energia incentivada e acelera a transição para fontes limpas”,
ressaltou.
Segundo a palestrante, o maior desafio das empresas
que desejam migrar para o Mercado Livre é estruturar a compra de energia com
segurança. “É fundamental encontrar uma comercializadora confiável, cumprir
regras e contratos estabelecidos pela Câmara de Comercialização de Energia
Elétrica (CCEE) e planejar a demanda. No mercado cativo, o cliente depende da
distribuidora. No Mercado Livre, ele assume um papel mais ativo e estratégico”,
explicou.
Entre as vantagens do Mercado Livre, Dayany elencou
economia, previsibilidade e
sustentabilidade, com possibilidade de certificação para empresas que
adquirem energia de fontes renováveis e de conhecer a origem da energia
comprada. Ela comparou o ambiente ao funcionamento de uma bolsa de valores, no
qual os preços oscilam conforme a oferta e a demanda.
Para a engenheira, o movimento representa um marco
para o setor. “O Mercado Livre torna as fontes limpas mais competitivas e traz
uma nova forma de pensar o consumo de energia. É um passo importante para
alcançarmos um modelo energético mais sustentável no país”, concluiu.
O 10º
Encontro de Sustentabilidade e o 2º
Seminário de Mudanças Climáticas são realizados em conjunto pelo Núcleo de Sustentabilidade do TJMT e
pela Escola Superior da Magistratura
(Esmagis-MT), por meio do Eixo Temático de Meio Ambiente.
Roberta Penha / Foto: Josi Dias
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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