Corregedoria apresenta modelo de governança fundiária em Fórum Fundiário Nacional
A experiência do Poder Judiciário de Mato Grosso na
estruturação da governança fundiária no Estado foi apresentada nesta
quinta-feira (5), durante o 10º Fórum Fundiário Nacional, realizado
paralelamente ao 98º Encontro Nacional de Corregedoras e Corregedores da
Justiça (Encoge), em Maceió (AL). O fórum é um espaço dedicado ao
compartilhamento de experiências e ao debate de políticas públicas relacionadas
à regularização fundiária.
A juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato
Grosso (CGJ-MT), Myrian Pavan Schenkel, foi a responsável por apresentar o
modelo de governança fundiária desenvolvido no estado, que integra instituições
e descentraliza a busca por soluções para questões relacionadas à propriedade e
à ocupação de terras.
Segundo a magistrada a trajetória de estruturação do modelo
mato-grossense foi iniciada em 2011, com a criação da Comissão Estadual de
Assuntos Fundiários e Registros Públicos (CAF/MT). A iniciativa estabeleceu um
espaço de diálogo entre diferentes instituições para discutir questões
relacionadas à ocupação, à propriedade e à regularização de terras.
Em 2014, foi criado as Comissões de Assuntos Fundiários de
âmbito municipal, atualmente presentes nas 79 comarcas de Mato Grosso.
Vinculadas às Diretorias dos Foros, essas comissões reúnem representantes de
diferentes instituições para identificar problemas fundiários urbanos e rurais,
analisar dificuldades e construir soluções adequadas às particularidades de
cada região. Em 2020, a Corregedoria regulamentou as atribuições, composição e
funcionamento das comissões com o Provimento nº37/2025 – CGJ-MT.
“A criação das comissões municipais permitiu aproximar as
instituições das realidades locais e descentralizar o diálogo sobre as questões
fundiárias. Esse trabalho conjunto é fundamental para identificar os obstáculos
existentes e construir caminhos que contribuam para a regularização fundiária,
respeitando as particularidades de cada comarca”, destacou a juíza.
Myrian ressaltou que as comissões não realizam diretamente a
regularização fundiária, mas atuam na construção de um ambiente favorável à sua
realização, por meio de articulações entre instituições e da busca conjunta por
soluções.
Com a criação das comissões estaduais e municipais e a
instituição dos Programas Solo Seguro Amazônia e Solo Seguro Favela pelo
Conselho Nacional de Justiça (CNJ) surgiu a necessidade de integrar e coordenar
as ações desenvolvidas pela Corregedoria. Nesse contexto, em 2024, foi criado o
Núcleo de Governança de Terras e Regularização Fundiária (Nugoterf), por meio
do Provimento nº 16/2024.
“Entre suas atribuições estão à orientação de consultas, a
articulação entre as instituições envolvidas e a validação de ações e
deliberações, com o objetivo de garantir uniformidade e coerência às
iniciativas desenvolvidas em Mato Grosso”, detalhou Myrian Pavan.
A apresentação da juíza auxiliar integrou o painel “Do
diálogo à solução: O Fórum Fundiário Nacional como indutor de governança,
cooperação e pacificação social”, mediado pelo desembargador Anderson Máximo de
Holanda, do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). Além de Mato Grosso, o painel
reuniu representantes das Corregedorias do Pará, Paraná, Santa Catarina e
Pernambuco, que compartilharam boas práticas desenvolvidas em diversas regiões
do país, como programas permanentes de regularização, capacitações, estatísticas,
entre outros.
Encontros nacionais – O 98º Encontro Nacional de
Corregedoras e Corregedores da Justiça do Brasil (Encoge) e o 10º Fórum
Fundiário Nacional ocorrem até 6 de novembro, em Maceió (AL). Os eventos reúnem
representantes das Corregedorias de Justiça de todo o país para compartilhar
experiências, discutir boas práticas e propor melhorias nos serviços judiciais
e extrajudiciais.
Além da juíza auxiliar, Myrian Pavan Schenkel integram a
comitiva mato-grossense o atual corregedor-geral da Justiça, desembargador José
Luiz Leite Lindote, a corregedora eleita para o biênio 2027-2028,
desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos, o juiz auxiliar, Jorge Alexandre
Martins Ferreira e a servidora Luana de Souza Ferreira.
Larissa Klein
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
Notícias Relacionadas
11/09/2026 14:22
Corregedoria realiza correições em Colniza, Cotriguaçu e Aripuanã
08/10/2026 07:53
Projeto “Nosso Judiciário” leva estudantes de Direito da Unemat para dentro da rotina do TJMT
08/10/2026 18:21
Helena Maria Bezerra Ramos é eleita corregedora-geral da Justiça para biênio 2027-2028











