Novo espaço do Cejusc de 2º Grau amplia acolhimento e incentivo à conciliação no TJMT
Resolver
um conflito nem sempre significa esperar por uma sentença. Muitas vezes, a
solução pode nascer do diálogo, da escuta e da disposição das partes em
construir um entendimento. Com essa proposta, o Centro Judiciário de Solução de
Conflitos e Cidadania (Cejusc) de 2º Grau do Tribunal de Justiça de Mato Grosso
(TJMT) passa a contar com um espaço próprio, ampliado e preparado para receber
os cidadãos que buscam uma solução consensual para suas demandas.
O
ambiente foi apresentado nesta quinta-feira (05) pelo desembargador Sebastião
de Arruda Almeida, coordenador do Cejusc de 2º Grau e presidente do Conselho de
Supervisão dos
Juizados Especiais. A estrutura conta com salas de acolhimento,
de reunião e de realização de audiências de conciliação, planejadas para
proporcionar mais conforto, privacidade e tranquilidade aos participantes.
Segundo o desembargador Sebastião, a proposta vai além da ampliação física. O objetivo é fazer com que as pessoas que chegam ao Judiciário se sintam acolhidas e compreendam que o trabalho desenvolvido pelo Cejusc não se limita à resolução de processos, mas busca solucionar conflitos e promover a pacificação social.
“Quem vem bater às portas do Judiciário, via de regra, tem uma pendência
judicial e chega emocionalmente abalado. Com esses espaços, queremos mostrar
que estamos preocupados não apenas em resolver o processo, mas em solucionar o
problema da pessoa, atender aos interesses dela e dar condições para que
construa, junto com a outra parte, um acordo que seja bom para ambos”,
explicou.
O
magistrado também destacou que a conciliação é um caminho importante para
reduzir a litigiosidade e fortalecer a participação dos cidadãos na construção
das próprias soluções. “Um acordo satisfaz a pessoa, enquanto o processo
satisfaz apenas o serviço prestado pelo Poder Judiciário. A sentença diz quem
tem razão, mas será que resolve o problema social entre as partes? Por isso,
buscamos construir consensos que atendam aos interesses de todos”, ressaltou.
Estrutura
e reconhecimento
Presidente
do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec),
o desembargador Mário Kono destacou que a estrutura física é fundamental para o
desenvolvimento das atividades do Cejusc, que precisa oferecer condições
adequadas tanto para os servidores, quanto para as pessoas atendidas.
Ele
explicou que a conciliação e a mediação também são importantes na segunda
instância, mesmo quando já existe uma decisão judicial, pois ainda podem
ocorrer novos recursos e prolongamento da demanda. “Mesmo estando em Segundo
Grau, onde já existe uma decisão em Primeiro Grau, as partes podem buscar
soluções conjuntas, inclusive utilizando essa decisão como referência. Isso
permite respostas mais céleres, menos onerosas e que atendam de forma mais
efetiva às necessidades dos envolvidos”, afirmou.
Para
o desembargador, a mudança representa também uma transformação na forma de
prestar a Justiça, tornando o cidadão cada vez mais participante das decisões
que envolvem seus próprios interesses. “É necessário ter uma prestação
jurisdicional mais rápida, menos onerosa e participativa, já que a parte
participa das suas próprias decisões. Ter um local próprio, com estrutura
adequada e técnicas de arquitetura e decoração voltadas à receptividade, é
muito importante”, pontuou.
Humanização
e escuta
A
coordenadora do Nupemec, juíza Cristiane Padim, também ressaltou que a
estrutura acolhedora contribui diretamente para a humanização do atendimento e
para a construção de
soluções mais adequadas a cada situação.
Segundo
ela, o espaço favorece o diálogo e permite que os envolvidos se sintam à
vontade para expressar suas necessidades e compreender os interesses da outra
parte. “Um espaço mais acolhedor permite um atendimento mais humanizado e faz
com que as pessoas se sintam mais olhadas e acolhidas. Vai além de números ou
de uma audiência. Estamos em busca de uma solução que realmente atenda aos
interesses dos envolvidos. A escuta efetiva é fundamental para a pacificação
social”, destacou.
Agradecimento
a quem fez acontecer
Ao
apresentar o novo ambiente, o desembargador Sebastião de Arruda Almeida fez
questão de reconhecer o trabalho das pessoas que contribuíram para a
concretização do projeto. Ele agradeceu ao presidente do Nupemec, desembargador
Mário Kono, pelo apoio institucional, e aos servidores que participaram das
melhorias e adaptações do espaço.
Entre
os agradecimentos, destacou especialmente a esposa, Célia Regina Marques de
Freitas, servidora efetiva do Poder Judiciário de Mato Grosso, que teve
participação importante
na organização e na estruturação do novo espaço do
Cejusc de 2º Grau.
O
magistrado também mencionou a dedicação dos demais profissionais envolvidos no
trabalho. “Quero agradecer aos servidores que ajudaram e trabalharam para que
chegássemos a esse resultado. Agradeço especialmente à minha esposa, Célia
Regina, que também se dedicou muito a esse espaço, e a todos que contribuíram.
Foi um trabalho de muita dedicação, com o envolvimento de várias equipes. Fica
aqui meu reconhecimento e uma nota de elogio a todos vocês”, declarou.
Roberta Penha / Foto: Josi Dias
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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