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 03/11/2026   18:37   

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TJMT abre Semana da Conciliação com incentivo ao diálogo e à pacificação social

Mulher de camiseta branca com logo azul conduz sessão de conciliação em mesa oval, com advogado de terno, jovem de camisa do Senai e duas pessoas de costas.Uma conversa pode evitar um processo, encurtar caminhos e, principalmente, resolver problemas que uma sentença nem sempre consegue solucionar. É com essa proposta que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) abriu, nesta terça-feira (3), a 21ª Semana Nacional da Conciliação. A iniciativa, realizada no Complexo dos Juizados Especiais de Cuiabá, mobiliza o Judiciário em todo o estado até sexta-feira (6), com audiências voltadas à construção de acordos e à pacificação social.

Promovida anualmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a campanha reúne tribunais de todo o país para incentivar o diálogo como alternativa à judicialização. Em Mato Grosso, as audiências são realizadas pelos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) de todas as comarcas.

Homem de cabelos curtos, paletó bege e camisa azul-petróleo fala ao microfone, com bandeiras ao fundo e outras pessoas atrás dele.O presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), desembargador Mário Kono, destacou que a conciliação representa uma forma mais democrática de participação das pessoas na resolução de seus próprios problemas. “É muito mais rápido, muito mais prático, menos oneroso e mais eficiente. O objetivo continua sendo mostrar a todo o sistema de Justiça que vale a pena apostar nesse método”, afirmou. O magistrado também lembrou que o TJMT conquistou, neste ano, reconhecimento nacional pelo desempenho na utilização de soluções autocompositivas, com o primeiro lugar na XVI edição do Prêmio Conciliar é Legal, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Homem de terno azul e gravata vermelha fala ao microfone em um evento. Ao fundo, bandeiras institucionais e pessoas atentas.O supervisor dos Juizados Especiais, desembargador Sebastião de Arruda Almeida, ressaltou que a conciliação vai além de encerrar um processo: busca solucionar efetivamente o problema das pessoas. “Para nós, do Poder Judiciário, o mais fácil é dar uma sentença. Mas isso vai resolver o problema? Vai trazer a efetiva pacificação social? É justamente essa solução que a conciliação e a mediação podem proporcionar”, destacou.

O desembargador também anunciou iniciativas para ampliar a divulgação da cultura da conciliação, incluindo ações junto a faculdades e à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), com o objetivo de aproximar os futuros profissionais do Direito dos métodos consensuais.

Diálogo aberto a todos

A coordenadora do Nupemec, juíza Cristiane Padim da Silva, explicou que a Semana Nacional da Conciliação é uma oportunidade para que as pessoas busquem soluções tanto para conflitos que já chegaram à Justiça quanto para situações queMulher de cabelos cacheados e loiros, com camiseta branca e colar, é entrevistada por microfone da TJMT TV diante de painel do evento. ainda não se transformaram em processos judiciais. “Conciliação quer dizer diálogo, conversa, construção de uma solução. É uma oportunidade para sentar, conversar e buscar uma solução que atenda a todos”, explicou.

A magistrada reforçou que não é necessário ter um processo em andamento para procurar o Judiciário. O interessado pode acessar o site do TJMT, selecionar o Cejusc de sua comarca e buscar orientações para iniciar uma tentativa de conciliação.

No Complexo dos Juizados Especiais de Cuiabá, a expectativa é realizar mais de mil audiências durante a semana. Segundo a gestora do Cejusc dos Juizados, Raniele Farias, osMulher de cabelos longos e pretos, óculos e camiseta branca com colar é entrevistada por microfone da TJMT TV, em frente a painel do evento. atendimentos abrangem diferentes tipos de conflitos, como questões de vizinhança, cobranças e relações de consumo. “É importante frisar que as pessoas podem buscar a conciliação independentemente de ter um processo judicial. Quando as partes dialogam e decidem juntas o que querem, o resultado costuma ser mais proveitoso para todos”, explicou.

Raniele também lembrou que a conciliação não se limita à campanha. Os Cejuscs permanecem disponíveis durante todo o ano, com atendimento presencial e virtual.

Empresas recebem Selo Amigo dos Juizados

Dois troféus do Selo Amigo dos Juizados Especiais, categoria Bronze 2026, com bases pretas identificadas com as marcas Claro e Energisa.A solenidade de abertura também marcou a entrega do Selo Amigo dos Juizados Especiais à Energisa Mato Grosso e à Claro S/A. As duas empresas são as primeiras a aderir publicamente ao programa, assumindo o compromisso de priorizar o diálogo e a solução consensual dos conflitos com os consumidores.

Mulher de cabelos castanhos fala ao microfone vestindo blusa clara. Ao fundo, pessoas desfocadas em ambiente interno com bandeiras.A diretora do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje), Shusiene Machado, explicou que a iniciativa busca aproximar empresas e cidadãos, reduzindo a judicialização e facilitando a resolução de demandas. “É uma forma de ter um olhar mais atento ao cidadão, diminuir os litígios e facilitar o diálogo para chegar a um acordo. É uma maneira de entregar à sociedade uma solução mais rápida e consensual”, afirmou.

O selo prevê quatro níveis de reconhecimento: bronze, prata, ouro e diamante, conforme o desempenho das empresas em critérios como acordos homologados, atendimento ao consumidor, capacitação de colaboradores e redução de novos processos. A primeira classificação oficial será realizada em janeiro de 2027. Neste primeiro momento, as empresas receberam o selo de adesão ao programa.

Homem de cabelos cacheados, barba grisalha, terno preto e gravata azul, com microfone de lapela, posa em evento com bandeiras e convidados ao fundo.Representando a Energisa Mato Grosso, o gerente jurídico Marcelo Reberte de Marque destacou a parceria com o Tribunal de Justiça e a importância de buscar soluções que preservem a relação entre empresa e consumidor. “Ficamos muito felizes com esse reconhecimento. Há bastante tempo trabalhamos em parceria com o Tribunal de Justiça, principalmente em pautas concentradas de conciliação. Buscamos resolver as questões o mais rápido possível para que possamos continuar nossa relação com o cliente”, afirmou.

Acordo traz previsibilidade

Mulher sorridente, de óculos de armação quadrada, cabelo preso e colete verde listrado, posa ao lado de bandeiras e de banner do evento de 2026.A importância da conciliação também é reconhecida por quem participa diretamente das audiências. A advogada Gleice Ellen de Brito, que acompanhava uma audiência envolvendo uma questão de direito do consumidor, avaliou que o acordo oferece mais segurança e rapidez para as partes. “Eu acho ótimo, porque tudo o que você consegue resolver por meio de acordo traz previsibilidade, certeza e uma solução rápida”, comentou.

A advogada contou que já participou de outras audiências de conciliação, inclusive na edição anterior da campanha. Mesmo quando não há acordo, considera que o encontro permite conhecer a posição da outra parte e compreender melhor os caminhos possíveis para solucionar o conflito.

 

Roberta Penha / Foto: Rodrigo Moura

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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