“Armário Solidário” transforma desapego em apoio a mulheres vítimas de violência
Enquanto
os números do ReciclaJud mostravam a força da sustentabilidade no Fórum de
Várzea Grande, durante evento realizado nesta semana, uma nova iniciativa foi
lançada com a proposta de ampliar essa corrente do bem. O projeto Armário
Solidário vai arrecadar roupas, calçados, bolsas e acessórios para um bazar
beneficente que terá toda a renda revertida para uma organização que acolhe
mulheres vítimas de violência doméstica.
A
campanha foi apresentada na terça-feira (09), durante a divulgação dos
resultados parciais do ReciclaJud, ação que incentiva integrantes do Poder
Judiciário a coletar e dar a destinação correta a materiais recicláveis. As
doações ao Armário Solidário poderão ser feitas até 9 de setembro em pontos de
coleta instalados no Fórum de Várzea Grande, Tribunal de Justiça de Mato
Grosso, Fórum de Cuiabá e Complexo dos Juizados. As peças arrecadadas passarão
por triagem e curadoria antes da realização do bazar, marcado para o dia 8 de
outubro.
De
acordo com a gestora-geral do Fórum de Várzea Grande, Luciana Tolovi, a
iniciativa reforça o compromisso da comarca com a sustentabilidade e a
responsabilidade social. “Somos muito engajados nessa questão da
sustentabilidade. E, para complementar esse trabalho, entendemos que também era
importante investir em um viés social. Por isso estamos trazendo o Armário
Solidário, com arrecadação de roupas que serão vendidas a preços simbólicos, e
toda a renda será destinada a uma ONG que atende mulheres vítimas de violência
doméstica”, destacou.
O
projeto beneficiará a ONG Lírios – Liga de Reestruturação das Irmãs Ofendidas
em seu Sentimento, instituição que oferece apoio psicossocial gratuito a
mulheres e meninas vítimas de violência doméstica e familiar.
Sustentabilidade
com impacto social
Assessora
de magistrado e agente sustentável da comarca, Jessyka Lindaura explicou que a
ação foi inspirada em uma experiência realizada pelo Tribunal de Justiça e
amadurecida pela equipe local ao longo do último ano. “A gente pegou uma ideia
legal e sustentável que o Tribunal de Justiça realizou em 2023 e conseguimos
estruturar o projeto com mais calma neste ano. O Armário Solidário consiste na
doação de roupas masculinas, femininas, acessórios, bolsas e calçados, que
passarão por curadoria antes da realização do bazar”, explicou.
Segundo
ela, nos primeiros momentos do evento, as vendas serão destinadas
prioritariamente aos colaboradores terceirizados e estagiários, com peças
comercializadas por valores acessíveis, entre R$ 5 e R$ 50.
Jessyka
ressaltou que a escolha da entidade beneficiada também está alinhada ao
propósito social da campanha. “Infelizmente, os índices de violência contra a
mulher ainda são muito altos. Por isso buscamos uma ação que pudesse contribuir
de forma concreta. A ONG desenvolve trabalhos de acolhimento psicológico,
terapias, capacitações e até projetos ambientais, o que também dialoga com a
proposta de sustentabilidade que defendemos”.
Além de estimular a solidariedade, a campanha busca incentivar a economia circular por meio da reutilização de peças em bom estado, transformando o desapego em oportunidade de ajudar quem mais precisa.
Fotos: Ednilson Aguiar
Roberta Penha
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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