Exposição permanente resgata a história dos Juizados Especiais em Mato Grosso
Documentos, fotografias, equipamentos, publicações
institucionais, telefones antigos e até togas de magistrados passaram a
integrar um espaço dedicado à preservação da memória dos Juizados Especiais de
Mato Grosso. A exposição permanente foi inaugurada segunda-feira (15 de junho),
durante a abertura da III Semana Nacional dos Juizados Especiais, no Complexo
dos Juizados Especiais Desembargador José Silvério Gomes, em Cuiabá.
A iniciativa preserva parte da trajetória dos Juizados
Especiais desde sua implantação no Estado, em 1994, reunindo registros que
ajudam a contar a evolução de um sistema criado para ampliar o acesso da
população à Justiça e que, ao longo de mais de três décadas, se consolidou como
uma das principais portas de entrada do Poder Judiciário.
O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso,
desembargador José Zuquim Nogueira, que atuou por cerca de 17 anos no Juizado
Volante Ambiental (Juvam) em Cuiabá, relembrou os desafios enfrentados na
implantação dos Juizados Especiais e a dedicação de magistrados e servidores
que ajudaram a consolidar o sistema.
“Os Juizados Especiais nasceram de muitos desafios, mas
cresceram pela dedicação e pela visão de pessoas que acreditaram nesse modelo
de Justiça. Ver essa história preservada é uma forma de reconhecer todos que
contribuíram para transformar os Juizados em uma realidade consolidada e
acessível à população”, afirmou o presidente.
O corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador
José Luiz Leite Lindote, parabenizou o presidente do Conselho de Supervisão dos
Juizados Especiais Cíveis e Criminais de Mato Grosso, desembargador Sebastião
de Arruda Almeida, pela ideia de criar a exposição permanente e inaugurar o
espaço durante a III Semana Nacional dos Juizados Especiais, com o intuito de
preservar a trajetória institucional dos Juizados Especiais e aproximar essa
história das novas gerações.
O desembargador Sebastião de Arruda Almeida pontuou que a
exposição preserva a memória institucional dos Juizados e permite que a
sociedade conheça a evolução de um serviço voltado à solução rápida de
conflitos e à ampliação do acesso à Justiça.
“Os Juizados Especiais transformaram a forma de prestar
Justiça em Mato Grosso. Esta exposição resgata essa trajetória, valoriza as
pessoas que ajudaram a construí-la e permite que a sociedade conheça a evolução
de um serviço que, há mais de 30 anos, aproxima o Poder Judiciário do cidadão”,
afirmou.
Acervo preservado ao longo de três décadas
Grande parte do material exposto foi preservada pelo
desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, um dos pioneiros dos Juizados
Especiais em Mato Grosso. Durante a solenidade, ele contou que a criação de um
espaço dedicado à memória dos Juizados era um projeto antigo e que se tornou
possível graças à conservação de documentos, fotografias e objetos reunidos ao
longo de sua trajetória.
“Esse era um sonho que eu tinha há muitos anos. Guardei
materiais desde o início dos Juizados Especiais, em 1994, e hoje eles ajudam a
preservar essa história. Ver esse espaço pronto é motivo de alegria, porque
mostra o quanto os Juizados cresceram e a importância que conquistaram ao longo
do tempo”, declarou.
Para a juíza Valdeci Moraes Siqueira, dirigente do Complexo
dos Juizados Especiais, a exposição também cumpre o papel de apresentar às
novas gerações a realidade enfrentada pelos pioneiros na implantação do
sistema.
“Temos aqui materiais como revistas, fotografias, equipamentos e documentos que mostram como os Juizados foram construídos. É uma forma de preservar essa memória e valorizar o trabalho de todos que se dedicaram à história”, afirmou.
Segundo a magistrada, a exposição reúne apenas parte do acervo disponível e deverá receber novos itens ao longo do tempo. Ela destacou a colaboração de diversas pessoas na construção do espaço, entre elas a servidora e integrante da Comissão de Gestão de Memória do TJMT, Rejane Pinheiro Andrade, que auxiliou na pesquisa, organização e preservação dos materiais históricos que compõem o acervo.
Aberta ao público, a exposição permanente pode ser visitada
por qualquer pessoa que passe pelo Complexo dos Juizados Especiais. O espaço
convida magistrados, servidores, advogados, estudantes e cidadãos a conhecer a
história de um sistema que transformou o acesso à Justiça em Mato Grosso e
continua presente na vida de milhares de pessoas.
Alcione dos Anjos / Foto: Rodrigo Moura
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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