Juízes criminais de Mato Grosso participam do 2º Mutirão Processual Penal do Plano Pena Justa
Magistrados
com competência criminal em Mato Grosso participam, durante o mês de junho, do
2º Mutirão Processual Penal do Plano Pena Justa, promovido pelo Conselho
Nacional de Justiça (CNJ). A iniciativa ocorre entre os dias 1º e 30 de junho
em todo o país e tem como objetivo reavaliar processos criminais e de execução
penal à luz da legislação vigente e das decisões dos tribunais superiores.
A
participação do Poder Judiciário de Mato Grosso foi comunicada aos magistrados
por meio de ofício conjunto da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-TJMT) e do
Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo
(GMF-TJMT), orientando as unidades judiciárias sobre os temas que deverão ser
analisados durante o mutirão.
Os
trabalhos serão realizados pelos próprios juízes e juízas nas unidades com
competência criminal, que deverão revisar processos previamente identificados
de acordo com os critérios estabelecidos pelo CNJ.
Nesta
edição, o mutirão terá como foco cinco temas prioritários: a reavaliação das
prisões cautelares de gestantes, mães e mulheres responsáveis por crianças ou
pessoas com deficiência; a análise de decisões de monitoração eletrônica
aplicadas a pessoas com transtorno mental submetidas a medidas de segurança; a
revisão de prisões preventivas com excesso de prazo; a verificação de
incidentes vencidos e processos com penas extintas ou prescritas registrados no
Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU); e a análise de casos que
possam ser alcançados pelos decretos de indulto natalino de 2024 e 2025.
Segundo
o CNJ, os mutirões processuais penais integram as ações do Plano Pena Justa,
política nacional criada para enfrentar problemas estruturais do sistema
prisional brasileiro. A realização de revisões processuais periódicas busca
garantir o cumprimento da legislação, aprimorar a gestão do sistema penal e
assegurar os direitos das pessoas privadas de liberdade.
Realizados
desde 2008, os mutirões processuais penais promovidos pelo CNJ já reavaliaram
milhares de processos em todo o país. Na edição anterior, mais de 127 mil
processos foram analisados, resultando em cerca de 44 mil alterações
processuais.
Os resultados do mutirão serão consolidados e encaminhados ao Conselho Nacional de Justiça ao final dos trabalhos.
Com informações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
Alcione dos Anjos
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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