Magistrados participam de reunião de alinhamento na 3ª Semana Nacional dos Juizados
Cerca de 30 juízes e juízas que
atuam nos Juizados Especiais Cíveis e Criminais, na Justiça 4.0 e nas Turmas
Recursais participaram da reunião anual do Conselho de Supervisão dos Juizados
Especiais de Mato Grosso na manhã desta segunda-feira (15), antecedendo a
abertura da 3ª Semana Nacional dos Juizados Especiais 2026, que ocorre durante
a tarde no Complexo dos Juizados Especiais ‘Desembargador José Silvério Gomes’,
em Cuiabá.
A reunião, que segue normativa do
Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi organizada pela Corregedoria-Geral da
Justiça (CGJ-MT) e conduzida pelo desembargador Sebastião de Arruda Almeida,
presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais
de Mato Grosso. Ele destaca que o evento é resultado de muitos anos de trabalho
dos magistrados que atuam nos Juizados Especiais.
“É um evento anual no qual a
finalidade precípua é refletir sobre os Juizados Especiais, como estão, o que
podemos melhorar a respeito. Essa reunião entre os magistrados dos Juizados
Especiais estaduais visa justamente fazermos um alinhamento entre todos os
juízes, trazendo as demandas tanto do interior quanto da região metropolitana,
para nós podermos traçar procedimentos uniformes a respeito de decisões que
impactam a sociedade”, explica.
O desembargador ressalta ainda a
importância dos Juizados Especiais para o cidadão, que encontra soluções
simples e ágeis para problemas que surgem nas relações do dia a dia, como
conflitos de trânsito, relações de consumo, entre outros, por meio, por exemplo,
da conciliação e da mediação. “Nós somos a chamada ‘porta da justiça’. O
Juizado Especial visa atender justamente ao cidadão. São aqueles bens inerentes
diretamente à sua pessoa. Por exemplo, o cidadão que tem um problema de saúde e
precisa urgentemente de uma consulta ou de um exame, o cidadão que teve a sua
geladeira danificada, ou seja, o Juizado é para isso, é para atender qualquer
pessoa, é para o cidadão”.
O juiz Hildebrando da Costa
Marques, da 3ª Turma Recursal, enaltece a iniciativa de reunir os magistrados
atuantes nos Juizados. “Nós sabemos que hoje o Juizado é uma das justiças mais
demandadas do país. É a justiça do cidadão, é a justiça do consumidor, é a
justiça daquele que vê no Poder Judiciário o último recurso para ver o seu
direito satisfeito. E o Juizado tem tido esse papel importantíssimo de dar ao
cidadão o seu direito, o direito básico, o direito comum e com celeridade”.
O magistrado elenca uma série de
entregas que os Juizados Especiais de Mato Grosso têm para apresentar. “Os
nossos Juizados são muito rápidos, os processos tramitam com uma grande
celeridade, com segurança. As Turmas Recursais hoje são definitivas, não são
mais provisórias, têm julgado processos com bastante rapidez, as nossas taxas
de congestionamento são ínfimas. As Turmas têm conseguido atingir o Selo
Diamante do CNJ. Então, são conquistas que os Juizados do Estado de Mato Grosso
têm alcançado e que acredito que têm feito bastante diferença para o cidadão
mato-grossense”.
Conforme o juiz Hildebrando,
esses avanços são fruto de um amadurecimento da postura do Judiciário em
relação aos Juizados. “O Tribunal de Justiça investiu muito nos Juizados, na
tecnologia, em formação das turmas permanentes, colocação de dois juízes por
unidade, onde precisa. A tecnologia tem ajudado bastante. Enfim, todos esses
fatores, além, é claro, do grande comprometimento dos colegas que atuam nos
Juizados Especiais, compreendendo o seu papel de fazer justiça para o cidadão
que precisa. É um conjunto de fatores que faz o sucesso dos Juizados
Especiais”, avalia.
A juíza Patrícia Ceni dos Santos,
do 7º Juizado Especial Cível, afirma que a reunião anual reflete a relevância
que os Juizados Especiais atingiram no âmbito do Judiciário. “A importância de
se reunir os magistrados de Mato Grosso que atuam nessa jurisdição é justamente
para alinhamento de posicionamento, discussão sobre o que a gente pode fazer
para melhorar o nosso sistema de justiça, aplicando mais celeridade, mais
eficiência, a simplicidade que tanto se requer dos Juizados Especiais”.
Ela destaca que a reunião teve a
participação de juízes também do interior, o que reforça a importância do
debate institucional, que dialoga, inclusive, com o cenário nacional, uma vez
que os magistrados que participaram do 57º Fórum Nacional de Juizados Especiais
(Fonaje), realizado no final de maio no Acre, podem compartilhar a experiência
e fazer um paralelo entre as realidades. “O Fonaje deste ano foi, inclusive,
transnacional, com juízes do Peru e da Bolívia, que vieram compartilhar conosco
como funciona a Justiça de lá e a gente pôde ter certeza de que o nosso sistema
de justiça no Brasil é muito bom”, comenta.
Celly Silva / Foto: Lucas Figueiredo
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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