Palestra destaca papel dos grupos reflexivos no enfrentamento à violência contra a mulher
Ações
capazes de prevenir a violência doméstica estiveram em debate na Capacitação de
Facilitadores do Programa de Reflexão e Sensibilização para Autores de
Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. O encontro foi promovido pelo
Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Coordenadoria Estadual
da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT).
A
atividade reuniu magistrados, servidores, psicólogos, assistentes sociais e
representantes de instituições parceiras na Escola dos Servidores do Poder
Judiciário. O objetivo foi apresentar ferramentas e conhecimentos que auxiliem
na criação e fortalecimento de grupos reflexivos voltados a homens envolvidos
em episódios de violência doméstica e familiar.
Um
dos destaques da programação foi a palestra “Formação em Masculinidades e
Metodologias de Grupos Reflexivos de Gênero para Homens Autores de Violência
contra a Mulher”, ministrada por Yan Ribeiro Ballesteros. Segundo ele, a
palestra teve como objetivo compartilhar metodologias modernas utilizadas no
trabalho de escuta e responsabilização dos autores de violência.
“Fui
convidado pelo Cemulher para trazer um pouco da nossa expertise e experiência
nesse processo de criação, de facilitação e supervisão de grupos. Fico muito
feliz e honrado com essa oportunidade, já esperando ver os frutos que vão
surgir a partir desse evento organizado pelo Judiciário de Mato Grosso”,
afirmou o palestrante e diretor-geral do Instituto Casa da Palavra.
Ainda
de acordo com Yan, a violência doméstica deve ser compreendida como uma grave
violação dos direitos humanos. Nesse contexto, os grupos reflexivos surgem como
uma estratégia que evita a culpabilização da mulher, ao mesmo tempo em que
estimula os autores de violência a reconhecer os próprios atos e construir
novas formas de relacionamento, sem minimizar a responsabilidade.
“O
trabalho dos grupos reflexivos serve justamente para possibilitar que esses
homens saibam ouvir o não de uma mulher sem usar a violência. Então, falamos
sobre o uso da masculinidade associada à violência e a oportunidade de
construção de outros caminhos, inserindo esses homens no laço social sem que a
violência seja utilizada como resposta”, pontuou.
Canais
de denúncia:
180
- Todo território nacional
181
- Estado de Mato Grosso
197
- Polícia Civil
190
- Polícia Militar
Delegacia
Especializada de Defesa da Mulher:
(65)
3901-4277
WhatsApp
para denúncias- 8408-7983
Plantão
24h de Violência Doméstica e Sexual: (65) 3901-4254
Bruno Vicente
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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