Projeto Interligue Já alcança 93% de acordos e fortalece saneamento ambiental em Cuiabá
A 6ª edição do Mutirão de Conciliação do Projeto Interligue
Já encerrou suas atividades com índice de 93,18% de efetividade conciliatória,
consolidando a iniciativa, que completa dois anos de atuação, como uma
importante ferramenta de promoção do saneamento básico e da preservação
ambiental em Cuiabá.
Realizado entre os dias 8 e 12 de junho, durante a Semana da
Pauta Verde 2026, o mutirão resultou na formalização de 314 acordos para
regularização da ligação de imóveis à rede pública de esgotamento sanitário.
Todas as audiências são realizadas por videoconferência.
A iniciativa é do Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT),
por meio do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania Ambiental
(Cejusc Ambiental) da Comarca de Cuiabá, em parceria com o Ministério Público
do Estado de Mato Grosso (MPMT), a concessionária Águas Cuiabá e o Núcleo
Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do PJMT.
Durante os cinco dias de mobilização, foram pautados 551
procedimentos referentes a imóveis localizados nos bairros Jardim das Américas,
Duque de Caxias I, Bosque da Saúde, Quilombo e Santa Rosa, além de casos
remanescentes de mutirões anteriores. Das 337 audiências realizadas, 314
resultaram em acordo e apenas 23 terminaram sem composição.
Os números representam um avanço em relação à edição
anterior, realizada em março deste ano. O total de acordos passou de 271 para
314, enquanto as ausências caíram de 253 para 214. A taxa de efetividade
conciliatória cresceu de 90,64% para 93,18%.
O coordenador do Núcleo de Meio Ambiente do Tribunal de
Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador Rodrigo Roberto Curvo, afirmou que
os resultados do projeto evidenciam o potencial da conciliação para promover
mudanças concretas na sociedade. Disse ainda que a ligação correta dos imóveis
à rede pública de esgoto é uma medida que beneficia toda a coletividade.
“Quando o esgoto recebe o tratamento adequado, reduzimos a
contaminação de rios e córregos, prevenimos doenças e promovemos mais qualidade
de vida para a população. O Projeto Interligue Já demonstra que, por meio do
diálogo e da cooperação entre as instituições e os cidadãos, é possível avançar
na efetivação de políticas públicas essenciais para o desenvolvimento
sustentável de Cuiabá”, avaliou o desembargador.
Para o gestor-geral do Cejusc Ambiental, Samir Oliveira, os
resultados demonstram que o projeto vem cumprindo seu papel de promover
soluções consensuais e ampliar a conscientização da população sobre a
importância da conexão dos imóveis à rede de esgoto.
“Os mutirões têm apresentado resultados cada vez mais
expressivos, não apenas pelo número de acordos firmados, mas também pelo
alcance social e ambiental da iniciativa. Percebemos que muitas pessoas
procuram o Cejusc espontaneamente para regularizar seus imóveis após tomarem
conhecimento do projeto, o que evidencia o fortalecimento da cultura da
conciliação e da responsabilidade ambiental”, explicou.
O Projeto
Criado há dois anos, o Projeto Interligue Já reúne
instituições públicas e privadas em uma atuação integrada voltada à ampliação
das ligações à rede coletora de esgoto. Conforme dados da concessionária Águas
Cuiabá, desde o início do projeto, a carga poluidora que deixa de ser lançada
diariamente nos rios e córregos da capital passou de 14 para 20 toneladas por
dia, refletindo os avanços alcançados na regularização dos imóveis.
A adesão da população tem sido um dos principais fatores
para o sucesso do Projeto Interligue Já. Dados do Cejusc Ambiental mostram que
90% dos participantes das audiências realizadas em 2025 firmaram acordos para
regularizar a conexão de seus imóveis à rede pública de esgoto. Os resultados
também foram confirmados pelas vistorias técnicas após as conciliações, que
registraram índices de regularização de 93% no bairro Grande Terceiro, 91% no
Jardim Aclimação e 90% no Santa Rosa II.
Como funciona o Mutirão Interligue Já
Como um imóvel é incluído no projeto?
A concessionária identifica imóveis que possuem rede pública
de esgoto disponível, mas ainda não estão conectados a ela. Esses casos são
encaminhados ao Ministério Público, que instaura um procedimento e o envia ao
Cejusc Ambiental para tentativa de solução consensual.
O que acontece depois?
O proprietário é convidado para uma audiência de conciliação
no Cejusc Ambiental. Participam representantes da concessionária, do Município,
da agência reguladora e do Ministério Público.
Qual é o objetivo da audiência?
Orientar o morador, esclarecer dúvidas e construir uma
solução viável para regularizar a ligação do imóvel à rede de esgoto.
Por que é feito um acordo?
Muitos proprietários precisam de prazo para executar a obra
ou possuem dúvidas técnicas sobre a interligação. O acordo registra os
compromissos assumidos e estabelece um prazo para que a adequação seja
realizada.
Quem paga pela obra?
A adequação das instalações internas do imóvel é
responsabilidade do proprietário, que deve contratar um profissional de sua
confiança para realizar a conexão à rede coletora.
Como a regularização é comprovada?
Após a conclusão da obra, a concessionária realiza uma
vistoria técnica e emite um laudo que atesta a regularidade da interligação.
Quais os benefícios do acordo?
A solução consensual evita a judicialização e contribui para
a ampliação do saneamento básico. Com mais imóveis conectados à rede de esgoto,
há ganhos para a saúde pública, para o meio ambiente e para a qualidade de vida
da comunidade.
Próximos mutirões
Duas novas edições já estão previstas para o segundo
semestre de 2026: de 14 a 18 de
setembro e de 14 a 18 de dezembro. A expectativa é de ampliar o
atendimento a novos bairros e dar sequência aos resultados ambientais e sociais
obtidos pelo projeto.
Marcia Marafon
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br











