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 20/08/2026   14:47   

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Acadêmicos de Nova Mutum transformam visita ao TJMT em aula prática sobre o Direito

Um homem de camisa azul conversa com um grupo de pessoas em um ambiente interno. Ao fundo, uma parede exibe diversos retratos emoldurados.O que antes podia parecer distante dos livros e das salas de aula ganhou forma, voz e movimento nesta quarta-feira (19). Para 33 acadêmicos de Direito da Faculdade de Nova Mutum (Famutum), município localizado a 264 quilômetros de Cuiabá, a visita ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) foi a oportunidade de acompanhar de perto o funcionamento da Justiça e transformar teoria em experiência prática.

Os estudantes, do 6º ao 10º semestres, participaram do projeto Nosso Judiciário, que recebe instituições de ensino na sede do Tribunal, em Cuiabá. Durante a visita guiada, o grupo acompanhou uma sessão de julgamento, conheceu as dependências do prédio e o Espaço Memória. Ao final, foi recebido pela desembargadora Clarice Claudino da Silva, que conversou com os acadêmicos sobre a carreira jurídica, mediação, conciliação e justiça restaurativa.Uma mulher de cabelos grisalhos, veste blusa estampada e colar de pérolas. Ela olha para frente, tendo ao fundo uma parede com persianas em tons avermelhados.

A desembargadora destacou a importância de aproximar os futuros operadores do Direito da realidade do Poder Judiciário. “Eu gostaria muito de despertar em cada um dos acadêmicos, dos futuros juízes, dos futuros promotores e advogados, que sempre pensassem que nós dependemos de uma mudança cultural em relação ao litígio, à litigância no Brasil”, afirmou.

Para Clarice Claudino, os jovens podem ser protagonistas de uma nova forma de lidar com os conflitos. “Incentivar as pessoas ao diálogo bem promovido, bem estruturado é fundamental. Primeiro para a litigância ser contida, controlada, mas o principal de tudo é ensinar e fazer com que as pessoas tenham o estímulo ao diálogo”, ressaltou.

Portas abertas

A magistrada também falou sobre o papel do projeto Nosso Judiciário na aproximação entre a Justiça estadual e a sociedade. “Eu vejo nela (a aproximação) a porta de comunicação com a sociedade por meio dos acadêmicos, de uma forma que todos percam aquela sensação de que o Poder Judiciário é distante, de que não tem como conhecer a rotina dos desembargadores, dos juízes. Essa é uma prova de que nós estamos de portas abertas”, pontuou.

Uma mulher de cabelos longos e claros veste blazer azul-claro e colar dourado. Ela olha para frente, tendo ao fundo uma parede escura e iluminação amarelada.A coordenadora do curso de Direito da Famutum, Roselaine Wahlbrinck Jauer reforçou que a experiência ajuda justamente a desmistificar a ideia de um Judiciário inacessível, especialmente para estudantes que vêm do interior do estado. “Esse projeto, essa oportunidade aproxima o acadêmico do Poder Judiciário, da instituição, desmistificando essa distância entre o Poder Judiciário e a sociedade, o mundo acadêmico, os novos operadores do Direito”, avaliou.

Segundo ela, a visita permite que os estudantes conheçam de perto a estrutura e a rotina do Tribunal e percebam novas possibilidades para a futura atuação profissional. “Ele (o acadêmico) também cresce profissionalmente, entendendo que é capaz de chegar aqui, que também vai encontrar, na profissão dele, um Poder Judiciário aberto, disposto a ouvi-lo”, completou.

Teoria e prática

Para os acadêmicos, a experiência deixou marcas que devem acompanhar a trajetória profissional. A estudante Ana Clara de Lima Albuquerque, do 6º semestre, contou que a visitaUma mulher de cabelos escuros e cacheados, presos para trás, veste blusa clara e sorri enquanto olha para o lado. Ao fundo, há quadros e uma parede com retratos. superou suas expectativas e renovou sua motivação para continuar no curso. “O que me chamou a atenção foram várias coisas, tanto a sessão de julgamento, como o Memorial do Judiciário, o que me motivou mais ainda a permanecer dentro do Direito. Eu pude perceber que o Direito é uma ciência viva e que precisa ser sempre estudada”, afirmou.

Ana Clara também destacou a importância de acompanhar o trabalho desenvolvido na segunda instância. “Só pelo fato de eu estar presente e verificar o trabalho dos desembargadores já é uma motivação para seguir nos estudos. É uma oportunidade de saber que existem várias carreiras possíveis dentro do próprio Direito”, observou.

Já para Magno Alexandre de França Dias, do 10º semestre, a visita representou uma verdadeira imersão na profissão que está prestes a exercer. “Na academia a gente fica muito naUm homem de cabelos curtos, barba e óculos veste camisa social branca e olha atentamente para o lado. Ao fundo, há uma parede com quadros. parte teórica e hoje foi uma verdadeira aula na prática. Isso foi de grande enriquecimento para mim. Vou levar uma bagagem incrível que, com certeza, vai me ajudar na minha vida profissional”, disse.

Em sua primeira visita ao TJMT, Magno afirmou que a experiência ajudou a desfazer a curiosidade sobre como funciona o Tribunal. “A gente tinha sempre essa dúvida, esse mistério de como era o TJ. É um ambiente incrível. Quem é acadêmico e tiver a oportunidade de vir, venha conhecer”, convidou.

Além das atividades realizadas durante a visita, os estudantes receberam exemplares do Glossário Jurídico, editado e publicado pelo TJMT, como mais uma ferramenta de apoio à formação acadêmica.

 

Roberta Penha / Foto: Rodrigo Moura

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

imprensa@tjmt.jus.br