Corregedoria e órgão de segurança pública se reúnem para alinhar fluxo das audiências de custódia
A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) se reuniu nesta quinta-feira (13), com representantes da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) para alinhar medidas voltadas ao aprimoramento do fluxo das audiências de custódia no Estado. O encontro foi na sala de reuniões da Corregedoria, em Cuiabá.A reunião estabeleceu um diálogo interinstitucional para cumprimento de decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no Procedimento de Controle Administrativo (PCA) nº 0002445-10.2026.2.00.0000. Ao analisar o funcionamento do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, o CNJ apontou a necessidade de uma matriz estadual que identifique, em cada etapa, o órgão responsável pelo recebimento da pessoa presa, o local, horário, responsável, logística de contingência e a forma de cumprimento das decisões judiciais.
“Nosso objetivo é construir, de forma conjunta com os órgãos envolvidos, um fluxo que seja viável para todas as comarcas e que, ao mesmo tempo, esteja em conformidade com as determinações do CNJ”, afirmou o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote.
O juiz auxiliar da Corregedoria, João Filho De Almeida Portela, destacou que Mato Grosso, por ser um Estado de dimensões continentais, possui realidades muito diferentes, especialmente no interior, e é preciso considerar essas particularidades para chegar a uma solução. “O nosso objetivo é garantir a realização das audiências de custódia com segurança, eficiência e respeito às atribuições de cada instituição e, principalmente, garantindo os direitos humanos e fundamentais das pessoas privadas de liberdade”, disse.
A secretária de Estado de Segurança Pública, coronel PM Susane Tamanho, explicou que o encontro foi importante para avançar na construção de alternativas que permitam compatibilizar a realização das audiências de custódia com as atribuições desempenhadas pelas forças de segurança.
“Estamos tentando melhorar esse fluxo para que o serviço da Polícia Civil possa se concentrar nas atividades operacionais. Hoje, muitas vezes, o policial civil precisa permanecer na custódia e realizar o deslocamento até os locais onde são realizadas as audiências. Por isso, buscamos, junto à Corregedoria, uma solução que torne esse procedimento mais eficiente”, afirmou.
Larissa Klein
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
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