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 18/08/2026   17:55   

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Corrida da Justiça mostra que inclusão também se faz em movimento

Para algumas pessoas, correr sete quilômetros é um desafio esportivo. Mas, para Débora Camila de Oliveira e Sandra Custódio Martins, ambas cegas, participar da 2ª Corrida da Justiça e Cidadania, realizada neste domingo (16) em Rondonópolis,Duas mulheres posam lado a lado exibindo medalhas de participação em prova esportiva, com números de peito identificados. Ao fundo, participantes se aglomeram próximo ao arco de chegada. significou algo ainda maior: ocupar um espaço, ser parte do evento e mostrar que a inclusão também acontece a cada passo. Com a participação de atletas PCDs e a destinação dos recursos das inscrições ao Centro de Reabilitação Louis Braille, a corrida transformou esporte em oportunidade de visibilidade, participação e apoio às pessoas com deficiência visual.

“Eu, como uma pessoa com deficiência visual, fico muito feliz de poder participar ativamente dessa ação. Participar caminhando, correndo, isso de verdade é inclusão. E beneficiar essa instituição para contribuir cada vez mais com a reabilitação social da pessoa com deficiência é muito importante, muito gratificante”, afirmou Débora.

Para Sandra, a participação trouxe um sentimento de pertencimento. “É um sentimento de felicidade, de alegria de poder participar desse momento, de ser ativa nesse momento, de ser incluída, como a Débora falou”.

Recursos para inclusão

Uma mulher sorri durante entrevista concedida a microfone, em via pública tomada por participantes de prova esportiva. Ao fundo, viatura dos bombeiros e público acompanham o evento.A diretora do Centro de Reabilitação Louis Braille, Andréia Damaceno Rodrigues, comemorou a parceria e explicou que os recursos ajudarão a ampliar a estrutura de atendimento da instituição. “Nós, enquanto instituição, estamos muito felizes com essa parceria da Corrida da Justiça e Cidadania, um evento beneficente que vai ao encontro dos trabalhos que a instituição realiza. Esse recurso será destinado para a construção de uma sala de fisioterapia, onde a gente atende pessoas com deficiência visual, desde o bebê até o idoso. Hoje temos 230 pessoas matriculadas na instituição”, destacou.

A entidade é filantrópica e depende de recursos doados para manter os atendimentos e a estrutura. Segundo a diretora, o trabalho desenvolvido é voltado integralmente às necessidades das pessoas com deficiência visual. “Temos a escrita Braille, o Soroban, que é o cálculo matemático, a habilitação e reabilitação visual, aulas de artesanato, aulas de música e atividade física, em que a gente os prepara para a corrida, para a caminhada. Então, são diversos atendimentos voltados para esse público”, explicou Andréia.

A 2ª Corrida da Justiça e Cidadania deixou uma marca que vai além da linha de chegada. Transformou o esporte em espaço de participação, visibilidade e inclusão, ao mesmo tempo em que contribuiu para fortalecer o trabalho de uma instituição dedicada a abrir caminhos para pessoas com deficiência visual.

Roberta Penha / Foto: Assessoria-TJMT

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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