Corrida da Justiça mostra que inclusão também se faz em movimento
Para
algumas pessoas, correr sete quilômetros é um desafio esportivo. Mas, para
Débora Camila de Oliveira e Sandra Custódio Martins, ambas cegas, participar da
2ª Corrida da Justiça e Cidadania, realizada neste domingo (16) em
Rondonópolis,
significou algo ainda maior: ocupar um espaço, ser parte do
evento e mostrar que a inclusão também acontece a cada passo. Com a
participação de atletas PCDs e a destinação dos recursos das inscrições ao
Centro de Reabilitação Louis Braille, a corrida transformou esporte em
oportunidade de visibilidade, participação e apoio às pessoas com deficiência
visual.
“Eu,
como uma pessoa com deficiência visual, fico muito feliz de poder participar
ativamente dessa ação. Participar caminhando, correndo, isso de verdade é
inclusão. E beneficiar essa instituição para contribuir cada vez mais com a
reabilitação social da pessoa com deficiência é muito importante, muito
gratificante”, afirmou Débora.
Para
Sandra, a participação trouxe um sentimento de pertencimento. “É um sentimento
de felicidade, de alegria de poder participar desse momento, de ser ativa nesse
momento, de ser incluída, como a Débora falou”.
Recursos
para inclusão
A
diretora do Centro de Reabilitação Louis Braille, Andréia Damaceno Rodrigues,
comemorou a parceria e explicou que os recursos ajudarão a ampliar a estrutura
de atendimento da instituição. “Nós, enquanto instituição, estamos muito
felizes com essa parceria da Corrida da Justiça e Cidadania, um evento
beneficente que vai ao encontro dos trabalhos que a instituição realiza. Esse
recurso será destinado para a construção de uma sala de fisioterapia, onde a
gente atende pessoas com deficiência visual, desde o bebê até o idoso. Hoje
temos 230 pessoas matriculadas na instituição”, destacou.
A
entidade é filantrópica e depende de recursos doados para manter os
atendimentos e a estrutura. Segundo a diretora, o trabalho desenvolvido é
voltado integralmente às necessidades das pessoas com deficiência visual.
“Temos a escrita Braille, o Soroban, que é o cálculo matemático, a habilitação
e reabilitação visual, aulas de artesanato, aulas de música e atividade física,
em que a gente os prepara para a corrida, para a caminhada. Então, são diversos
atendimentos voltados para esse público”, explicou Andréia.
A
2ª Corrida da Justiça e Cidadania deixou uma marca que vai além da linha de
chegada. Transformou o esporte em espaço de participação, visibilidade e
inclusão, ao mesmo tempo em que contribuiu para fortalecer o trabalho de uma
instituição dedicada a abrir caminhos para pessoas com deficiência visual.
Roberta Penha / Foto: Assessoria-TJMT
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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