Dia do Estagiário: Judiciário acolhe sonhos e entrega profissionais de excelência à sociedade
Quando
iniciou seu estágio no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a primeira sensação
de Mariana Eduarda Barbosa Santiago foi “assustadora” por não saber o que viria
pela frente. Quase um ano depois, prestes a se formar em Direito, a estagiária
da 1ª Câmara de Direito Privado passa segurança ao falar de sua rotina de
tarefas, que incluem comunicação entre instâncias, intimações para preparo de
pagamento, conferência de acórdãos de acordo com suas classificações, entre
outras.
“Tive
o privilégio de trabalhar num setor muito bom, onde a minha supervisora me deu
todo o apoio que eu precisava para exercer as demandas, conciliando os
conteúdos que eu tenho na faculdade com o que a gente aplica aqui no Tribunal
de Justiça”, afirma Mariana. Segundo
ela, o convívio com todos os servidores é harmonioso, fazendo-a se sentir
acolhida e sem receios de admitir o que ainda precisa aprender. “Eles são
sempre muito prestativos pra nos ensinar, desde o início do estágio até chegar
aqui”, conta, lembrando que também já estagiou no Núcleo de Juizados Especiais
Cíveis.
“É uma
experiência muito enriquecedora, de modo geral, porque a gente tem contato
direto com todas as partes, seja Ministério Público, seja advogado ou
desembargador. Antigamente, eu tinha a visão de que para conversar com o
desembargador só era possível vindo aqui, mas não, eu posso marcar um despacho
com ele, encaminhar um memorial ou algo nesse sentido”, diz.
Mariana
Eduarda destaca ainda que, antes do estágio, não tinha o mesmo olhar
profissional que possui hoje sobre o trâmite de um processo judicial, desde a
distribuição até a sentença. “Se eu for advogar, eu não vou ficar perdida sobre
como é feito um pedido de destaque, como é feito um pedido pra sustentação
oral. Então, esse processo de analisar o trâmite de um recurso acredito que
está sendo suprido de forma excepcional”, avalia.
Neste
Dia do Estagiário, Mariana Eduarda recomenda aos estudantes que têm interesse
em viver essa experiência no Tribunal “se agarrar a essa oportunidade porque é
um órgão excepcional para qual seja a área que nós estudantes de Direito
queiramos exercer”.
“Do
estagiário ao juiz, somos todos servidores da Justiça”
O
estágio de Direito na 4ª Vara Criminal de Rondonópolis (212 km ao sul de
Cuiabá) representou um impulso a mais para que Israel Tibes Wense de Almeida
Gomes perseguisse seu sonho de se tornar juiz. Aos 18 anos, ele deu seus
primeiros passos na carreira e aprendeu observando aqueles que já exerciam o
cargo que ele tanto desejava.
“Pude
testemunhar de perto a dedicação dos servidores, com destaque à juíza com quem
trabalhei, Dra. Tatyana Lopes, e ao gestor judiciário José Aparecido Ferreira,
com quem também aprendi muito naquele período. O maior aprendizado que levo
daquele período é a importância de atuar com sensibilidade. Cada processo
carrega uma vida, uma história, e não deve ser tratado como mero número. Do
estagiário ao juiz, somos todos servidores da Justiça e estamos ali para servir
o jurisdicionado. Essa empatia é, até hoje, o que considero mais essencial na
função”, afirma o magistrado.
Após
participar do estágio na Comarca de Rondonópolis, Israel Tibes continuou
trabalhando no Judiciário estadual. Ao se formar, em 2017, ele partiu para
Querência (945 km a nordeste de Cuiabá), onde atuou como assessor de juiz e se
aprimorou ainda mais, até conquistar o sonho de ser empossado juiz, em janeiro
deste ano. Atualmente, ele está lotado na Vara Única de Brasnorte (588 km de
Cuiabá).
“Sinto-me
profundamente grato por essa trajetória, que começou no estágio e hoje se
consolida na magistratura. A mensagem que deixo é que os estudos mudam vidas.
Com foco, dedicação e resiliência, é possível alcançar qualquer cargo ou
posição. Permaneço à disposição para auxiliar no que puder os estudantes que
hoje trilham o mesmo caminho que um dia percorri”, declara o juiz Israel Tibes.
“Aquela
porta que se abriu mudou minha vida”
Uma
coisa é colocar em prática o que se aprende na teoria, mas para Victor Hugo
Santos Nogueira, assessor especial da Coordenadoria de Gestão de Pessoas, o
estágio no Tribunal de Justiça representou uma revolução em sua forma de
enxergar o Direito, sua carreira e a Justiça como um todo. “A experiência
despertou em mim o senso de responsabilidade, produtividade e compromisso com o
trabalho, mas, principalmente, mostrou-me que minha dedicação não produzia
efeitos apenas de ordem pessoal ou individual: ela repercutia diretamente nos
processos judiciais e, consequentemente, na vida de muitas pessoas”, reflete.
Entre
2017 e 2018, enquanto estagiava, Victor Hugo afirma que se tornou uma pessoa
mais responsável, equilibrada e madura profissionalmente. Mais do que isso, ele
avalia que seu maior ganho foi aprender a ser mais humano e até mesmo feliz.
“Foi um período muito especial da minha vida, do qual guardo excelentes
recordações e amizades que cultivo até hoje. Talvez o maior aprendizado tenha
sido compreender que o Direito não se resume aos livros, às leis e aos
processos. Ele é feito, sobretudo, de pessoas”, comenta.
Ao
olhar para onde tudo começou em sua jornada profissional, Victor Hugo sente um
misto de gratidão e orgulho, principalmente por voltar a trabalhar no Tribunal
de Justiça, desde 2020, como assessor comissionado. “Sou imensamente grato a
Deus, em primeiro lugar, e aos meus então superiores, Karine Moraes Giacomeli
de Lima e Matheus Henrique Freire de Amorim, pela oportunidade que me
concederam. Aquela porta que se abriu mudou minha vida de uma forma que eu
jamais poderia imaginar. A partir dali, conquistei sonhos, construí minha
família e vivi experiências que transformaram profundamente a minha vida”, diz,
emocionado.
A
forte relação com o Tribunal faz Victor Hugo continuar se empenhando para
integrar, de forma efetiva, os quadros da instituição. Aos estudantes que estão
em busca de um estágio para dar seus primeiros passos na carreira, seja ela
qual for, Victor Hugo aconselha: “Dedique-se, seja responsável e faça o seu
trabalho com seriedade, mesmo quando ninguém estiver olhando. Saiba que alguém
vê o seu trabalho - e alguém também percebe quando ele não é feito. Aprenda o
máximo que puder, dedique-se muito e aproveite cada oportunidade para crescer”.
Ele
destaca ainda que, acima de tudo, o estagiário aproveite o caminho. “Curta cada
momento, cada aprendizado, cada amizade e cada desafio. O estágio passa rápido,
mas aquilo que você aprende e as pessoas que conhece podem permanecer com você
por toda a vida”.
Celly Silva
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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