Especialista aborda logística reversa, economia circular e responsabilidade compartilhada

“Eu atuo há 25 anos nessa jornada e o
tema da sustentabilidade deixou de ser só de ambientalista. É um tema de hoje,
é um tema de sobrevivência! Ou a gente preserva ou a gente não estará aqui
amanhã! O impacto é imediato”, afirmou Soler, dando como exemplos os reflexos
do calor extremo na safra em Mato Grosso e as inundações no Rio Grande do Sul,
em 2024, onde o impacto das reconstruções foi de quase R$ 100 bilhões, ao passo
que apenas R$ 6 bilhões deve valor estavam segurados.
Destacando que dos 5.570 municípios
brasileiros, cerca de 2,5 mil ainda destinam todos os seus resíduos sólidos
para os lixões, Fabrício Soler chamou a atenção para a realidade vivida por
milhares de catadores de materiais recicláveis. “O que mais me preocupa são os
seres humanos que esperam pegar o material pra vender, que pegam comida nesse
ambiente. Não dá pra dizer que essas pessoas vivem”, comenta, lamentando a
falta de mobilização social para enfrentar essa realidade.
Ultrapassando o impacto social, o
palestrante ressaltou ainda o impacto ambiental, decorrente do chorume que vai
parar no solo e atinge o lençol freático. “Nós temos um desafio enorme no
Centro-Oeste. Temos que avançar porque é inadmissível!”, asseverou.
Ao apontar que quase metade dos resíduos
sólidos produzidos no Brasil são orgânicos, em sua maioria restos de alimentos,
Fabrício Soler defendeu que as pessoas tenham a consciência de pelo menos
separarem os lixos secos dos molhados. “Isso é o mínimo. Ter dois lugares: seco
e molhado, reciclável e não reciclável. O reciclável leva para um ponto de
coleta. Vamos fazer a nossa parte de cidadão gerador e poluidor”, convocou.
Além das atitudes individuais, o
palestrante abordou a necessidade de disciplinar regras para os grandes
geradores de resíduos sólidos, ou seja, estabelecimentos comerciais. “O que é o grande gerador? Bar, restaurante,
hotel, estabelecimento comercial, escola. Não pode colocar o resíduo pra coleta
municipal. Tem que pagar prestador de serviço pra coletar, transportar e
destinar. Gerou mais de dois sacos de lixo por dia? Paga a conta! O município
cuida do domiciliar. Os grandes geradores têm que custear os seus resíduos”,
disse, defendendo a tarifa do lixo.

Durante a palestra, a presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargadora
Serly Marcondes Alves, atuou como mediadora, defendendo a política de
sustentabilidade dentro das instituições públicas “Temos que mudar a nossa
política, temos que mudar a nossa cultura. Não é possível não se incomodar com
a poluição da água, do ar, não é possível utilizar papel de forma irresponsável
e inconsciente”, disse.
A palestra completa pode ser conferida na canal TJMT Eventos no YouTube.
Celly Silva / Foto: Rodrigo Moura
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
Notícias Relacionadas
09/10/2026 18:12
TJMT leva experiência de sustentabilidade de Mato Grosso a encontro nacional
27/08/2026 12:28
Judiciário debate sustentabilidade, eficiência e responsabilidade ambiental em Cuiabá
28/08/2026 15:50
Participantes de evento nacional conhecem programa CompensaJud e plantam mudas em VG











