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 13/08/2026   14:15   

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Estudantes de Várzea Grande aprendem sobre direitos, deveres e acesso à Justiça

Foto de uma adolescente de óculos sentada, com camiseta azul marinho do SESI e detalhes verdes, segurando um folheto intitulado "Como Funcionam os Juizados Especiais". Outros estudantes uniformizados estão sentados em cadeiras de auditório ao fundo.Entender que a Justiça está mais próxima do cidadão do que muitas vezes se imagina e reconhecer que atitudes praticadas no ambiente escolar ou nas redes sociais podem ter consequências. Esses foram alguns dos aprendizados dos estudantes do Sesi Escola Várzea Grande durante visita do projeto Nosso Judiciário, realizada na manhã desta quinta-feira (13).

A iniciativa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) promove o diálogo com crianças e adolescentes sobre direitos, deveres, cidadania e acesso à Justiça, abordando situações que fazem parte do cotidiano dos jovens, como bullying, cyberbullying e outras condutas inadequadas no ambiente digital.

Menina adolescente sorridente, com cabelos cacheados, veste um casaco vermelho vivo e segura um folheto do "Poder Judiciário de Mato Grosso" com o título "Como Funcionam os Juizados Especiais". Ela está em pé em um ambiente de corredor com corrimãos de metal.Para Lorena Cristina, de 15 anos, a palestra despertou ainda mais o interesse por uma área que ela já pensa em seguir profissionalmente. “Eu gostei bastante porque fala de uma coisa que eu gosto, que é a parte criminal e da Justiça. É um ramo que quero tentar seguir, então achei muito interessante”, contou.

Ela destacou ainda que os assuntos apresentados também ajudaram a identificar situações presentes na rotina dos adolescentes. “A parte do bullying, do cyberbullying e dos atos infracionais são coisas que às vezes a gente vê acontecendo. Os alunos nem sempre prestam atenção no que acabam fazendo e precisam ter mais cuidado com isso”, avaliou.

Justiça mais próxima

Retrato de um adolescente com óculos e aparelho ortodôntico, sorrindo para a câmera. Ele veste uma camiseta azul marinho do SESI, com gola e mangas verdes, e um colar de corrente com um pingente. Ao fundo, um corredor com corrimãos de metal.Já Felipe Pissatto Peres, de 16 anos, afirmou que a palestra contribuiu para desconstruir a ideia de que recorrer à Justiça é algo distante ou inacessível.

“Eu achei muito importante a gente entender o quão próxima a Justiça está de nós. Existe muito essa visão de que advogado é caro, que fazer um processo é caro, mas há meios para que a gente consiga buscar os nossos direitos como cidadãos”, afirmou.

Para Felipe, conhecer esses caminhos permite que os jovens saibam como agir diante de diferentes situações. “A palestra foi muito importante para conhecer isso, saber quais meios devo seguir, em qual situação devo procurar a Justiça e quando devo procurar ajuda”, completou.

Formação para a vida adulta

Retrato ede uma mulher de óculos, com cabelos cacheados e longos, vestindo uma blusa coral com laço no pescoço e calça cinza. Ela sorri para a câmera com as mãos entrelaçadas. O fundo é um corredor claro com uma grade preta e uma placa amarela de alerta.A coordenadora pedagógica do Ensino Médio do Sesi Escola Várzea Grande, Cássia Balbueno ressaltou que o contato com essas informações contribui para o processo de amadurecimento dos adolescentes.

“Eles estão em processo de construção do conhecimento e de ambientação para a vida adulta. Ainda existem muitos conflitos internos e, quando temos algo que oferece esse suporte para fazerem melhores escolhas e pensarem de forma mais amadurecida, isso é muito pertinente”, explicou.

Segundo a coordenadora, a escola também trabalha para que os estudantes compreendam os limites das próprias atitudes e saibam diferenciar uma brincadeira de uma conduta que pode atingir ou violar os direitos de outra pessoa.

“Eles chegam ao Ensino Médio ainda com aquele perfil de criança, em que tudo é brincadeira. Aqui começamos a trabalhar até onde se trata de brincadeira e a partir de quando aquilo pode ser desrespeitoso, preconceituoso ou até entrar na esfera criminal. Todo auxílio e suporte nesse processo é bem-vindo”, destacou Cássia.

Nosso Judiciário

Imagem de ângulo médio mostrando um homem de camisa branca e calça azul falando ao microfone para um grande público sentado em cadeiras de auditório. A plateia é jovem, composta por estudantes em sua maioria com uniformes azuis e pretos.Implantado em agosto de 2015, o projeto Nosso Judiciário já realizou 170 visitas a escolas de Ensinos Fundamental e Médio da Baixada Cuiabana e alcançou mais de 37,5 mil estudantes.

Por meio das atividades, o TJMT busca aproximar o Poder Judiciário da comunidade escolar, ampliar o conhecimento dos jovens sobre seus direitos e responsabilidades e incentivar atitudes pautadas pelo respeito, o diálogo e pelo exercício da cidadania.

Ana Assumpção / Foto: Josi Dias

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

imprensa@tjmt.jus.br

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