Estudantes de Várzea Grande aprendem sobre direitos, deveres e acesso à Justiça
Entender que a Justiça está mais próxima do cidadão do que muitas vezes se imagina e reconhecer que atitudes praticadas no ambiente escolar ou nas redes sociais podem ter consequências. Esses foram alguns dos aprendizados dos estudantes do Sesi Escola Várzea Grande durante visita do projeto Nosso Judiciário, realizada na manhã desta quinta-feira (13).A iniciativa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) promove o diálogo com crianças e adolescentes sobre direitos, deveres, cidadania e acesso à Justiça, abordando situações que fazem parte do cotidiano dos jovens, como bullying, cyberbullying e outras condutas inadequadas no ambiente digital.
Para Lorena Cristina, de 15 anos, a palestra despertou ainda mais o interesse por uma área que ela já pensa em seguir profissionalmente. “Eu gostei bastante porque fala de uma coisa que eu gosto, que é a parte criminal e da Justiça. É um ramo que quero tentar seguir, então achei muito interessante”, contou.Ela destacou ainda que os assuntos apresentados também ajudaram a identificar situações presentes na rotina dos adolescentes. “A parte do bullying, do cyberbullying e dos atos infracionais são coisas que às vezes a gente vê acontecendo. Os alunos nem sempre prestam atenção no que acabam fazendo e precisam ter mais cuidado com isso”, avaliou.
Justiça mais próxima
Já Felipe Pissatto Peres, de 16 anos, afirmou que a palestra contribuiu para desconstruir a ideia de que recorrer à Justiça é algo distante ou inacessível.“Eu achei muito importante a gente entender o quão próxima a Justiça está de nós. Existe muito essa visão de que advogado é caro, que fazer um processo é caro, mas há meios para que a gente consiga buscar os nossos direitos como cidadãos”, afirmou.
Para Felipe, conhecer esses caminhos permite que os jovens saibam como agir diante de diferentes situações. “A palestra foi muito importante para conhecer isso, saber quais meios devo seguir, em qual situação devo procurar a Justiça e quando devo procurar ajuda”, completou.
Formação para a vida adulta
A coordenadora pedagógica do Ensino Médio do Sesi Escola Várzea Grande, Cássia Balbueno ressaltou que o contato com essas informações contribui para o processo de amadurecimento dos adolescentes.“Eles estão em processo de construção do conhecimento e de ambientação para a vida adulta. Ainda existem muitos conflitos internos e, quando temos algo que oferece esse suporte para fazerem melhores escolhas e pensarem de forma mais amadurecida, isso é muito pertinente”, explicou.
Segundo a coordenadora, a escola também trabalha para que os estudantes compreendam os limites das próprias atitudes e saibam diferenciar uma brincadeira de uma conduta que pode atingir ou violar os direitos de outra pessoa.
“Eles chegam ao Ensino Médio ainda com aquele perfil de criança, em que tudo é brincadeira. Aqui começamos a trabalhar até onde se trata de brincadeira e a partir de quando aquilo pode ser desrespeitoso, preconceituoso ou até entrar na esfera criminal. Todo auxílio e suporte nesse processo é bem-vindo”, destacou Cássia.
Nosso Judiciário
Implantado em agosto de 2015, o projeto Nosso Judiciário já realizou 170 visitas a escolas de Ensinos Fundamental e Médio da Baixada Cuiabana e alcançou mais de 37,5 mil estudantes.Por meio das atividades, o TJMT busca aproximar o Poder Judiciário da comunidade escolar, ampliar o conhecimento dos jovens sobre seus direitos e responsabilidades e incentivar atitudes pautadas pelo respeito, o diálogo e pelo exercício da cidadania.
Ana Assumpção / Foto: Josi Dias
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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