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 21/08/2026   14:16   

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Explicando Direito esclarece como funciona a estrutura do Poder Judiciário brasileiro

Arte de divulgação de podcast Explicando Direito, disponível no Spotify. No lado direito, a foto de uma mulher sorrindo, identificada como Juíza Gabriela de Oliveira. O tema do episódio é "Conheça a Estrutura do Poder JudiciárioComo o Poder Judiciário está organizado? Quem pode revisar uma decisão judicial? E por que alguns processos chegam aos tribunais superiores? Esses foram alguns dos temas abordados pela juíza substituta Gabriella Andressa Moreira Dias de Oliveira, responsável pela 1ª Vara da Comarca de Juína, em mais uma edição do podcast Explicando Direito.

Durante a entrevista concedida à jornalista Elaine Coimbra, a magistrada explicou que o Judiciário brasileiro é dividido entre as justiças Estadual e Federal, além de contar com ramos especializados, como a Justiça do Trabalho, a Justiça Eleitoral e a Justiça Militar. Segundo ela, os casos que não se enquadram nas competências da Justiça Federal são analisados pela Justiça Estadual.

A juíza também esclareceu como funciona o sistema de instâncias e a possibilidade de revisão das decisões judiciais. “No primeiro grau, o juiz decide sozinho e, caso haja recurso, o recurso vai para o segundo grau. No segundo grau, haverá uma apreciação por um colegiado, e esse colegiado é composto por desembargadores.”

Outro ponto destacado foi a diferença entre uma decisão tomada por um magistrado de primeira instância e os julgamentos realizados pelos tribunais. Enquanto o juiz profere sua decisão individualmente, os desembargadores analisam os recursos de forma colegiada, formando maioria para definir o resultado.

Além dos magistrados, a entrevistada lembrou que a estrutura do Poder Judiciário envolve diversos profissionais responsáveis por garantir o funcionamento do sistema e o cumprimento das decisões judiciais. Entre eles estão técnicos administrativos, analistas judiciários, oficiais de justiça e especialistas como peritos, médicos e contadores.

A conversa também abordou o papel do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF). Gabriella explicou que apenas situações específicas, previstas na Constituição, podem chegar a essas cortes. “Os tribunais superiores são chamados de cortes especiais. Só casos muito específicos chegam lá.”

Segundo a magistrada, essa seleção permite que os tribunais superiores se concentrem em temas de grande relevância jurídica, social e econômica para o país.

Ao final do programa, a juíza deixou uma mensagem aos estudantes de Direito que desejam seguir carreira na magistratura. Ela ressaltou a

importância da dedicação aos estudos e da sensibilidade para compreender as diferentes realidades vividas pela população. “A magistratura exige da gente muito estudo. Tanto antes quanto durante o exercício. E ela exige também sensibilidade.”

Clique neste link para ouvir o programa na página do Tribunal de Justiça de Mato Grosso no Spotify. 

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail esmagis@tjmt.jus.br ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Lígia Saito

Assessoria de Comunicação da Esmagis - MT

imprensa@tjmt.jus.br

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