Mutirão de Conciliação Bancária abre caminho para acordos e solução de dívidas
O
diálogo pode encurtar caminhos que, muitas vezes, se prolongariam por meses ou
até anos na Justiça. Com essa proposta, o Poder Judiciário de Mato Grosso
iniciou nesta segunda-feira (24) o Mutirão de Conciliação Bancária, que segue
até sexta-feira (28), oferecendo a consumidores e instituições financeiras a
oportunidade de buscar acordos para solucionar pendências de forma mais rápida
e consensual.
A
mobilização é realizada pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de
Solução de Conflitos (Nupemec), com audiências virtuais conduzidas de forma
integrada pelo Cejusc dos Juizados Especiais - Estadual, Cejusc Virtual
Estadual e Cejusc de Segundo Grau. A ação contempla processos envolvendo
dívidas de cartão de crédito, cheque especial, empréstimos, crédito consignado,
financiamentos e outras pendências bancárias.
Atendimento
virtual
No
Cejusc Virtual Estadual, responsável pela operacionalização do mutirão, 104
processos previamente selecionados pelas instituições financeiras serão objetos
de negociação. A unidade organiza desde a pauta e a designação das sessões, até
as intimações e a realização das audiências.
A
gestora do Cejusc Virtual Estadual, Carla Souza Campos destaca que o formato
on-line facilita o acesso da população à Justiça, especialmente em um estado de
grandes dimensões territoriais. “Com a audiência on-line, essas pessoas podem
participar de onde estiverem, utilizando celular, computador ou outro
equipamento com acesso à internet, sem a necessidade de grandes deslocamentos”,
afirmou.
Mais
diálogo
Nos
processos dos Juizados Especiais, as audiências são conduzidas pelo Cejusc dos
Juizados Especiais - Estadual, com possibilidade de atendimento de processos de
qualquer comarca de Mato Grosso. Serão 73 processos atendidos neste mutirão.
Para
a gestora Raniele Silva Farias, a conciliação permite ao cidadão negociar
diretamente com a instituição financeira e buscar uma solução para o conflito
de forma mais rápida e com menos desgaste. A concentração das audiências
durante o mutirão também amplia a capacidade de atendimento e contribui para a
redução do acúmulo de processos. “Ao concentrar as audiências em um período
determinado e em formato virtual, o mutirão amplia a capacidade de realização
de sessões de conciliação, permitindo tratar um volume maior de processos em
menos tempo e com alcance em todo o estado”, explicou.
Acordo
também no recurso
A
possibilidade de conciliação permanece mesmo quando o processo já chegou ao
Segundo Grau. Nesses casos, o Cejusc de Segundo Grau atua como facilitador do
diálogo entre as partes, buscando identificar demandas que ainda possam
resultar em uma solução consensual.
A
gestora Marilza Fleury ressalta que um acordo pode evitar novos recursos e
reduzir o tempo de espera por uma decisão definitiva. “Mais do que buscar
números, a mobilização pretende estimular acordos viáveis, equilibrados e
capazes de solucionar definitivamente os conflitos”, pontuou.
A
ação integra uma mobilização nacional promovida pelo Fórum Nacional da Mediação
e Conciliação (Fonamec), em parceria com a Federação Brasileira de Bancos
(Febraban), instituições financeiras e com apoio do Conselho Nacional de
Justiça (CNJ). Além dos processos já judicializados, a iniciativa também
possibilita a tentativa de conciliação antes do ajuizamento de uma ação, por
meio da Reclamação Pré-Processual.
Roberta Penha
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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