Palestra no FestLabs estimula Judiciário a pensar futuros possíveis e desejáveis
O
futuro do Judiciário começa com a capacidade de perceber sinais que já estão
acontecendo no presente. Foi a partir dessa perspectiva que a palestra
“Futurismo: Explorando Cenários e o Design de Futuros” provocou o público do
FestLabs Cuiabá, nesta quinta-feira (20). A atividade integrou a programação do
primeiro dia do evento, sediado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
A
palestra foi conduzida pelo juiz José Faustino Macedo de Souza Ferreira, do
Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), e pelo especialista em Futurismo e
Design de Futuros, João Guilherme de Melo Peixoto. O conteúdo apresentou o
futurismo como uma ferramenta para pensar os caminhos possíveis para o Poder
Judiciário.
José
Faustino defendeu que o exercício de observar o futuro precisa fazer parte da
rotina. Segundo ele, as transformações acontecem continuamente, mas nem sempre
são percebidas, pois as pessoas não estão acostumadas a procurar esses sinais.
Para o magistrado, mudar essa perspectiva permite começar a construir
transformações reais no Judiciário.
“O
que buscamos nessa palestra foi instigar a plateia a imaginar futuros
possíveis, imagináveis e desejáveis para o Poder Judiciário. Então, foi uma
palestra no sentido de provocar o público a ter esse exercício diário de
identificar sinais e, a partir disso pensar e implementar futuros reais para a
melhoria dos serviços do Judiciário”, explicou o magistrado.
Já
o palestrante João Guilherme reforçou que pensar o futuro não deve ser uma
atividade restrita à iniciativa privada. Para ele, os tribunais também precisam
refletir sobre o que desejam construir e quais decisões tomadas hoje podem
ajudar a chegar ao objetivo estabelecido. Outro ponto destacado por ele foi a
importância de não construir esse futuro de forma isolada.
Segundo
o especialista, pessoas, instituições e diferentes setores da sociedade
precisam participar desse processo, já que as soluções desenvolvidas pelo
Judiciário têm impacto direto na vida da população. A ideia é evitar que a
inovação fique limitada aos muros das instituições e aproximá-la dos problemas
reais enfrentados pela sociedade.
“Se
pensarmos esse futuro a partir de uma perspectiva unitária, será um trabalho
que não vai muito longe. É importante que essa construção nos nossos tribunais
faça a conexão entre esses universos. Dessa forma teremos impactos
significativos e criaremos para o Judiciário futuros que resolvam problemas
reais de pessoas reais”, argumentou João Guilherme.
FestLabs
– é o encontro nacional dos laboratórios de inovação do Poder Judiciário,
reunindo magistrados, servidores, pesquisadores e terceiros para discutir o
futuro da Justiça, apresentar projetos inovadores e se aprofundar em como
tecnologia, dados e inteligência artificial potencializam soluções de impacto
para o cidadão.
A sexta edição do evento, sediada em Cuiabá, é fruto de uma construção interinstitucional coordenada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), o Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (TRT 23) e a Seção Judiciária Federal de Mato Grosso, contando com apoio técnico e institucional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
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Bruno Vicente / Foto: Josi Dias e Rodrigo Moura
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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