Participantes do FestLabs aprimoram competências sobre laboratórios de inovação com oficinas
Na manhã desta sexta-feira (21),
segundo dia do 6º FestLabs Cuiabá, encontro nacional dos laboratórios de
inovação dos tribunais brasileiros, os participantes puderam aprofundar o
conhecimento e aprimorar suas habilidades para trabalhar como laboratoristas
por meio das oficinas realizadas no evento.
Na oficina “Aferição de Impacto
Estratégico para Laboratórios”, Welkey Costa, coordenador do LabLuz,
laboratório de inovação do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), mostrou como os
laboratórios de inovação podem aferir e mostrar o valor que têm gerado para as
instituições das quais fazem parte. “Essa é uma preocupação genuína para os
laboratórios de inovação porque nós somos uma área nova no Judiciário. Não
havia laboratórios de inovação no Judiciário há 6 anos”, explicou Welkey.
Aos participantes, ele
compartilhou algumas iniciativas do LabLuz, como projetos voltados à linguagem
simples que levaram a uma maior taxa de sucesso das intimações e cumprimentos
de mandados, além de experimentos com uso de chatbots e agentes de inteligência
artificial.
Welkey Costa alertou que, para os
laboratórios de inovação não basta entregar um produto, mas demonstrar o
impacto dessas iniciativas no atendimento às demandas do Judiciário. “A gente
vai medindo sempre o impacto que o produto causa. Eu não trabalho pela
construção de um chatbot, pela construção de um agente ou pela simplificação de
um documento. Eu trabalho para aprender para o Tribunal de Justiça o que aquilo
causa na realidade. [...] E eu estou aproveitando essa festa da inovação que o
TJMT está organizando para difundir essas práticas de lastro em dados porque
quando a gente apenas faz, fica sujeito a opiniões. Mas, quando a gente mede,
eu sei qual era a realidade e consigo comparar entre o antes e depois da
intervenção”, detalha.
Rayandria Santiago, gerente de
projetos do Núcleo de Projetos de Inovação do Tribunal de Justiça de Roraima
(TJRR), participou da oficina buscando aprender a medir o impacto de seu
laboratório dentro da instituição. “Eu espero, com essa oficina, que a gente
consiga aferir resultados de como o laboratório tem atuado dentro da nossa
instituição, de como ele tem impulsionado os nossos projetos inovadores”,
conta.
Segundo Rayandria, o laboratório
de inovação do qual faz parte desenvolve tanto projetos de gestão, quanto de
apoio à gestão. Um deles é o Prêmio de Inovação do TJRR, em que públicos
interno e externo do tribunal são convidados a se juntarem para criar e apresentar
soluções tecnológicas para o Judiciário daquele estado e os ganhadores recebem
prêmio em dinheiro.
Mapa do Lab – Nesta oficina, o
mestre em Educação e servidor público federal Rodrigo Narciso levou os
participantes a fazerem o mapeamento dos seus laboratórios de inovação nas
dimensões de estratégia, entregas, comunicação e aprendizado. “Para que os participantes
possam localizar onde estão as forças e fraquezas de seus laboratórios”, disse.
Outra ferramenta trabalhada na
atividade teve como foco a criação de soluções a partir de projetos reais dos
laboratórios. “É uma forma de impulsionar a inovação em todos os laboratórios
de inovação do Judiciário”, disse Rodrigo Narciso.
Testemunha da evolução dos
laboratórios de inovação no serviço público brasileiro, Rodrigo Narciso destaca
que eles são órgãos que precisam de um tempo de maturação para apresentar
resultados, mas que esses ganhos já são observados. “A própria Rede de Inovação
tem um prêmio de inovação em que a gente vê vários projetos premiados que vêm
do Judiciário. É um prêmio nacional, no qual todos os poderes participam. E
você vê projetos na área de dados, gestão, IA, melhoramento jurisdicionado,
linguagem simples. São vários projetos premiados de laboratórios de inovação de
todo o Judiciário, que têm mostrado a relevância dos resultados que estão sendo
obtidos”, comenta.
Gisele Molinari Fessore, diretora
da Subsecretaria de Comunicação, Conhecimento e Inovação e membro do JusLab da
Justiça Federal de São Paulo, escolheu participar da oficina Mapa do Lab por
acreditar na importância de mapear em que ponto se encontra o laboratório do
qual é integrante há nove anos. “Também acho muito importante aprender com os
colegas, ver os laboratórios que estão nascendo agora. E a escolha do Narciso é
porque ele é uma pessoa muito querida e eu gosto muito das atividades que ele
propõe”, afirma.
Primeiro laboratório de inovação
no sistema de justiça brasileiro, o JusLab foi criado em 2017. “A gente já
passou por várias mudanças, por várias intempéries, por vários momentos de
florescimento, mas nós continuamos firmes e fortes trabalhando com inovação lá
em São Paulo”, relata Gisele.
Para ela, é maravilhoso ver que a
cultura da inovação no Judiciário começou na sua instituição e hoje toma
proporções nacionais. “Tudo começou com uma sementinha lançada lá em São Paulo.
O próprio CNJ desenhou o primeiro LIODS [Laboratório de Inovação e Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável] lá conosco, a primeira Meta 9. Então, a gente tem
muito orgulho de ter participado desse florescimento da inovação no
judiciário”, avalia.
Celly Silva / Foto: Rodrigo Moura
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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