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 21/08/2026   14:58   

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Participantes do FestLabs aprimoram competências sobre laboratórios de inovação com oficinas

Foto horizontal em plano aberto que mostra uma grande sala com dezenas de pessoas sentadas em volta de mesas redondas, participando de uma oficina do FestLabs. Ao fundo, aparece um telão e o instrutor, em pé, falando ao microfone.Na manhã desta sexta-feira (21), segundo dia do 6º FestLabs Cuiabá, encontro nacional dos laboratórios de inovação dos tribunais brasileiros, os participantes puderam aprofundar o conhecimento e aprimorar suas habilidades para trabalhar como laboratoristas por meio das oficinas realizadas no evento.

Na oficina “Aferição de Impacto Estratégico para Laboratórios”, Welkey Costa, coordenador do LabLuz, laboratório de inovação do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), mostrou como os laboratórios de inovação podem aferir e mostrar o valor que têm gerado para as instituições das quais fazem parte. “Essa é uma preocupação genuína para os laboratórios de inovação porque nós somos uma área nova no Judiciário. Não havia laboratórios de inovação no Judiciário há 6 anos”, explicou Welkey.

Aos participantes, ele compartilhou algumas iniciativas do LabLuz, como projetos voltados à linguagem simples que levaram a uma maior taxa de sucesso das intimações e cumprimentos de mandados, além de experimentos com uso de chatbots e agentes de inteligência artificial.

Foto horizontal que mostra Welkey Costa, coordenador do laboratório de inovação do Tribunal de Justiça do Ceará, da cintura pra cima, falando ao microfone e gesticulando. ele é um homem alto, pardo, de cabelo liso e preto, usando camiseta preta estampada e óculos de grau.Welkey Costa alertou que, para os laboratórios de inovação não basta entregar um produto, mas demonstrar o impacto dessas iniciativas no atendimento às demandas do Judiciário. “A gente vai medindo sempre o impacto que o produto causa. Eu não trabalho pela construção de um chatbot, pela construção de um agente ou pela simplificação de um documento. Eu trabalho para aprender para o Tribunal de Justiça o que aquilo causa na realidade. [...] E eu estou aproveitando essa festa da inovação que o TJMT está organizando para difundir essas práticas de lastro em dados porque quando a gente apenas faz, fica sujeito a opiniões. Mas, quando a gente mede, eu sei qual era a realidade e consigo comparar entre o antes e depois da intervenção”, detalha.

Rayandria Santiago, gerente de projetos do Núcleo de Projetos de Inovação do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), participou da oficina buscando aprender a medir o impacto de seu laboratório dentro da instituição. “Eu espero, com essa oficina, que a gente consiga aferir resultados de como o laboratório tem atuado dentro da nossa instituição, de como ele tem impulsionado os nossos projetos inovadores”, conta.

Foto horizontal que mostra Rayandria Santiago, gerente de projetos do Núcleo de Projetos de Inovação do Tribunal de Justiça de Roraima, do busto pra cima, em pé, sorrindo pra foto. Ela é uma mulher jovem, de longos cabelos castanhos e lisos, usando camisa branca.Segundo Rayandria, o laboratório de inovação do qual faz parte desenvolve tanto projetos de gestão, quanto de apoio à gestão. Um deles é o Prêmio de Inovação do TJRR, em que públicos interno e externo do tribunal são convidados a se juntarem para criar e apresentar soluções tecnológicas para o Judiciário daquele estado e os ganhadores recebem prêmio em dinheiro. 

 

Mapa do Lab – Nesta oficina, o mestre em Educação e servidor público federal Rodrigo Narciso levou os participantes a fazerem o mapeamento dos seus laboratórios de inovação nas dimensões de estratégia, entregas, comunicação e aprendizado. “Para que os participantes possam localizar onde estão as forças e fraquezas de seus laboratórios”, disse.

Foto horizontal que mostra Rodrigo Narciso conduzindo oficina no FestLabs. Ele aparece da cintura pra cima, gesticulando e falando ao microfone. Ele é um homem pardo, de cabelo preto, liso e preto, usando camiseta roxa do FestLabs, óculos de grau e crachá do evento. Outra ferramenta trabalhada na atividade teve como foco a criação de soluções a partir de projetos reais dos laboratórios. “É uma forma de impulsionar a inovação em todos os laboratórios de inovação do Judiciário”, disse Rodrigo Narciso.

Foto horizontal em plano aberto que mostra uma sala com várias pessoas sentadas em volta de mesas redondas, participando de uma oficina do FestLabs Cuiabá. Em meio às mesas, aparece o instrutor, em pé, falando ao microfone, usando camiseta roxa.Testemunha da evolução dos laboratórios de inovação no serviço público brasileiro, Rodrigo Narciso destaca que eles são órgãos que precisam de um tempo de maturação para apresentar resultados, mas que esses ganhos já são observados. “A própria Rede de Inovação tem um prêmio de inovação em que a gente vê vários projetos premiados que vêm do Judiciário. É um prêmio nacional, no qual todos os poderes participam. E você vê projetos na área de dados, gestão, IA, melhoramento jurisdicionado, linguagem simples. São vários projetos premiados de laboratórios de inovação de todo o Judiciário, que têm mostrado a relevância dos resultados que estão sendo obtidos”, comenta.

Gisele Molinari Fessore, diretora da Subsecretaria de Comunicação, Conhecimento e Inovação e membro do JusLab da Justiça Federal de São Paulo, escolheu participar da oficina Mapa do Lab por acreditar na importância de mapear em que ponto se encontra o laboratório do qual é integrante há nove anos. “Também acho muito importante aprender com os colegas, ver os laboratórios que estão nascendo agora. E a escolha do Narciso é porque ele é uma pessoa muito querida e eu gosto muito das atividades que ele propõe”, afirma.

Foto que mostra Gisele Molinari, diretora da Subsecretaria de Comunicação, Conhecimento e Inovação e membro do JusLab da Justiça Federal de São Paulo do busto pra cima, sorrindo. Ela é uma senhora branca, de cabelo curto, cacheado e castanho claro, usando blusa verde estampada e cardigan preto.Primeiro laboratório de inovação no sistema de justiça brasileiro, o JusLab foi criado em 2017. “A gente já passou por várias mudanças, por várias intempéries, por vários momentos de florescimento, mas nós continuamos firmes e fortes trabalhando com inovação lá em São Paulo”, relata Gisele.

Para ela, é maravilhoso ver que a cultura da inovação no Judiciário começou na sua instituição e hoje toma proporções nacionais. “Tudo começou com uma sementinha lançada lá em São Paulo. O próprio CNJ desenhou o primeiro LIODS [Laboratório de Inovação e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável] lá conosco, a primeira Meta 9. Então, a gente tem muito orgulho de ter participado desse florescimento da inovação no judiciário”, avalia.

Celly Silva / Foto: Rodrigo Moura

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

imprensa@tjmt.jus.br

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