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 26/08/2026   16:04   

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Quatro iniciativas da Justiça mato-grossense são reconhecidas pelo CNJ com Selo Judiciário Inovador

Quatro projetos desenvolvidos pelo Poder Judiciário de Mato Grosso (TJMT) receberam o "Selo Judiciário Inovador”, concedido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O “Projeto Hannah – Inteligência Artificial a serviço da responsabilidade humana” recebeu o Selo na categoria Tecnologia Judicial Inovadora – Ideias Inovadoras, enquanto as “Oficinas de Escuta Cidadã – construção participativa do Planejamento Estratégico 2027–2032 do TJMT” obteve o reconhecimento na categoria Gestão Judicial Inovadora – Ideias Inovadoras.

Já o projeto “Justiça Acessível – Série Entenda a Sua Audiência” foi premiado na categoria Serviços Judiciários Inovadores para os Usuários – Ideias Inovadoras. Por sua vez, a “LexIA - Plataforma de Inteligência Artificial Generativa do TJMT” obteve o 1º lugar na categoria Tecnologia Judicial Inovadora com Resultados Comprovados.

O Selo Judiciário Inovador foi concedido pelo CNJ dentro da 3ª edição do Prêmio de Inovação do Poder Judiciário, como forma de incentivar e reconhecer iniciativas transformadoras, colaborativas e replicáveis desenvolvidas por magistrados (as), servidores (as), equipes multidisciplinares, laboratórios de inovação e demais atores envolvidos na construção de um Judiciário mais eficiente, acessível e orientado às necessidades da sociedade.

Para a juíza coordenadora do Laboratório de Inovação do TJMT – InovaJusMT, Joseane Quinto Antunes, o Selo reforça a visão de que “o Judiciário precisa olhar para além do processo e pensar também em como os seus serviços são percebidos e vivenciados pela população. Aprimorar a Justiça passa por ouvir o cidadão, identificar dificuldades reais e buscar soluções simples que gerem valor público”.

Conheça as iniciativas do TJMT vencedoras do Selo Judiciário Inovador:

Juiz Gerardo Humberto concede entrevista à TV.Jus. ele é um homem de olhos e cabelos escuros, usando camisa branca, gravata listrada azul e marrom e terno cinza escuro. Atrás dele há uma estante com livros.

Projeto Hannah – Trata-se de uma inteligência artificial totalmente desenvolvida pela Vice-Presidência do TJMT para atuar no juízo de admissibilidade de recurso especial e que, nos próximos dias, também será utilizada em recurso extraordinário.

O grande diferencial da ferramenta é que ela mapeia todo o processo de trabalho do juízo de admissibilidade. “Nós estabelecemos critérios e a Hannah trabalha a partir de um modelo de IA agêntica. Então, ela consegue ler o processo, compreender o processo, relacionar temas, por exemplo, de precedentes, uma jurisprudência dominante e, a partir de critérios pré-estabelecidos, ela chega a uma conclusão”, explica o juiz auxiliar da Vice-Presidência do TJMT, Gerardo Humberto Alves da Silva Júnior.

Desembargadora Nilza Maria é uma mulher loira, com uma blusa estampada, e fala com a expressão séria para um microfone com a logo da TVJUS

A vice-presidente do TJMT, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho apontou a concessão do Selo Judiciário Inovador ao projeto Hannah como motivo de orgulho. “Estamos muito orgulhosos pela valorização que o CNJ deu ao nosso projeto da Hannah como um projeto inovador. Isso nos deixa muito satisfeitos por saber que o que nós fizemos alcançou o objetivo de transmitir essa tecnologia para todos os outros tribunais. O projeto Hannah já foi nacionalizado pelo CNJ e nós temos sido procurados para fazer o treinamento em outros tribunais, como os TJs da Bahia, do Acre, do Pará, do Maranhão, do Espírito Santo, de Minas Gerais, entre outros”, informa.

Desembargador Luiz Octávio Saboia Ribeiro em um terno escuro e gravata listrada, está em pé e fala em um microfone, com uma projeção ao fundo.

LexIA – A plataforma de inteligência artificial generativa foi totalmente desenvolvida no TJMT para apoiar magistrados e servidores na análise de processos e na elaboração de minutas, com integração ao Processo Judicial Eletrônico (PJe). O objetivo é utilizar a tecnologia para tornar o trabalho mais ágil e eficiente, com garantia da segurança, da governança dos dados e, principalmente, da supervisão humana.

Ferramenta com resultados comprovados, a LexIA já analisou mais de 465 mil processos, com cerca de 1.500 usuários habilitados em 129 unidades judiciárias e aproximadamente 7 mil requisições diárias.

Para o presidente do Comitê de Governança de Inteligência Artificial do TJMT, desembargador Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro, o sucesso da LexIA, ao ficar em 1º lugar no Prêmio de Inovação do Judiciário e ser nacionalizada pelo CNJ, pode ser atribuído à sua utilidade concreta, resultados mensuráveis e governança.

“Para o TJMT, isso representa mais do que um prêmio. Representa a demonstração de que um tribunal de médio porte, no Centro-Oeste brasileiro, pode produzir tecnologia de excelência e oferecer solução para todo o sistema de Justiça. É motivo de orgulho e, na mesma medida, de responsabilidade: a partir do momento em que a ferramenta deixa de atender apenas Mato Grosso, deixamos de pensar só na nossa realidade local”, afirma.

Retrato de um homem de cabelos escuros, de óculos, vestindo paletó escuro sobre camisa de listras roxas e brancas, posicionado em frente a uma parede de vidro.

Oficinas de Escuta Cidadã – Iniciativa construída em parceria pelo Laboratório de Inovação do TJMT – InovaJusMT e a Coordenadoria de Planejamento do TJMT (Coplan) com o objetivo de ampliar a participação cidadã na fase de diagnóstico do planejamento estratégico do Poder Judiciário de Mato Grosso para o período 2027-2032, no qual foram ouvidos diversos segmentos da sociedade mato-grossense, por meio de aplicação de questionário em dinâmicas de grupos, em eventos presenciais.

“Foram três dias com seis oficinas separadas, no sentido de segmentar o público e, ao mesmo tempo, colher sugestões para o planejamento, principalmente no que diz respeito à percepção deles com relação à Justiça mato-grossense”, lembra o coordenador de Planejamento, Afonso Maciel.

Para ele, o Selo Judiciário Inovador é recebido com muita satisfação “porque nós trouxemos uma nova ferramenta de gestão para essa fase de diagnóstico de planejamento e mostra a importância, primeiro, de comunicação entre as áreas do tribunal na construção de uma proposta para o cidadão e, em especial, também de ouvir o cidadão mato-grossense com relação às suas dores, às suas dificuldades no dia a dia com o trabalho da justiça”.

Série Entenda a Sua Audiência – Realizado numa parceria entre o InovaJusMT e a Coordenadoria de Comunicação do TJMT (CCOM), trata-se de uma série de vídeos elaborados com uso de inteligência artificial com o objetivo de explicar ao cidadão como funciona uma audiência judicial. A iniciativa ajuda o cidadão que passa por esse momento a entender o que vai acontecer, qual é o seu papel e como se preparar, melhorando sua experiência como usuário dos serviços da Justiça e contribuindo para uma prestação jurisdicional mais eficiente e humanizada.

Foto em plano fechado que mostra a juíza Joseane Quinto, uma mulher branca, de cabelos longos e escuros, vestindo blazer azul sobre camiseta roxa. Ela olha diretamente para a câmera.

“O principal ganho do Entenda Sua Audiência foi aproximar a Justiça do cidadão, tornando mais simples e compreensível um momento que muitas vezes gera dúvidas, insegurança e ansiedade: a audiência”, comenta a juíza Joseane Quinto Antunes.

Para o coordenador de Comunicação do TJMT, jornalista Álvaro Marinho, o reconhecimento da série de vídeos “Entenda Sua Audiência” reforça a importância da comunicação pública. “Fazer comunicação no setor público consiste em garantir o direito das pessoas à informação e ao pleno exercício de sua cidadania, aproximando-as das instituições públicas. Com essa parceria com o InovaJusMT, conseguimos melhorar a experiência de quem participa de uma audiência pública, enfrentando medos, ansiedade, mitos e tabus que, muitas vezes, pairam em torno do Judiciário. Isso, para nós, representa uma grande conquista”, afirma.

A juíza Joseane Antunes reforça que as parcerias realizadas pelo InovaJusMT com a Coplan e com a CCOM foram essenciais por mostrar que não se faz inovação de forma isolada. “A inovação acontece quando diferentes áreas, conhecimentos e experiências se conectam em torno de um mesmo propósito. E, felizmente, no nosso Tribunal temos encontrado magistrados e servidores dispostos a inovar, colaborar e transformar ideias em soluções concretas. Embora tratem de temas distintos, os dois projetos partem da mesma preocupação: gerar valor público e produzir impacto real na prestação jurisdicional”, defende.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

imprensa@tjmt.jus.br

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