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 21/08/2026   17:22   

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Tecnologia avança, mas futuro do trabalho ainda depende do humano, defende Piero Franceschi

Se as máquinas aprendem cada vez mais rápido, repetem tarefas sem se cansar e avançam sobre atividades antes exclusivamente humanas, o que, afinal, continuará sendo trabalho de gente? A provocação abriu a programação da tarde do segundo dia do 6º FestLabs Cuiabá 2026, nesta sexta-feira (21), com a palestra “O Trabalho de Ser Humano”, ministrada por Piero Franceschi, CEO da StartSe.

Ao longo da apresentação, o palestrante fez uma reflexão sobre o modelo de trabalho baseado em repetição, controle e produtividade extrema e defendeu que, diante do avanço da inteligência artificial, serão cada vez mais importantes características genuinamente humanas, como a criatividade, a capacidade de enfrentar desafios, tomar decisões em cenários de incerteza e criar sentido. “O que vai diferenciar, na verdade, é o humano com vontade. Vontade de desafiar, de descobrir, de dialogar. Então, seja qual for a área dele, o humano com vontade é o humano que vai ser o último emprego do mundo”, afirmou Franceschi.

Além da repetição

Para o CEO da StartSe, a automação deve assumir cada vez mais tarefas mecânicas, repetitivas e baseadas em dados. Nesse cenário, o desafio das organizações é liberar as pessoas para atividades que exijam pensamento crítico, inovação e capacidade de criar novos caminhos. “Temos a inteligência no seu máximo e o humano, talvez, no seu lugar mais frágil. As tecnologias são incríveis hoje, mas cedo ou tarde elas são commodities”, observou.

Segundo ele, preservar o espaço humano no mundo tecnológico exige mais do que apenas aprender a utilizar novas ferramentas. É preciso manter a disposição para questionar, experimentar e transformar. “O papel de qualquer área na sociedade hoje é criar um lugar que os humanos tenham a sua máxima potência exercida”, destacou.

Novos olhares

Franceschi também ressaltou a importância de eventos como o FestLabs para ampliar perspectivas e estimular a troca de experiências. Para ele, o contato com práticas, mercados e visões diferentes ajuda profissionais e instituições a romperem com a lógica de fazer sempre as mesmas coisas. “Eventos como esse são bons porque a gente olha lateralmente, transversalmente, podendo aprender com outras práticas, outros mercados, outras perspectivas e voltar diferente”, afirmou. “Acho que o grande ponto é: todo mundo vem pra cá, mas volta diferente”, finalizou.

 

Roberta Penha / Foto: Josi Dias e Rodrigo Moura

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

imprensa@tjmt.jus.br

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