Tecnologia avança, mas futuro do trabalho ainda depende do humano, defende Piero Franceschi
Se
as máquinas aprendem cada vez mais rápido, repetem tarefas sem se cansar e
avançam sobre atividades antes exclusivamente humanas, o que, afinal,
continuará sendo trabalho de gente? A provocação abriu a programação da tarde
do segundo dia do 6º FestLabs Cuiabá 2026, nesta sexta-feira (21), com a
palestra “O Trabalho de Ser Humano”, ministrada por Piero Franceschi, CEO da
StartSe.
Ao
longo da apresentação, o palestrante fez uma reflexão sobre o modelo de
trabalho baseado em repetição, controle e produtividade extrema e defendeu que,
diante do avanço da inteligência artificial, serão cada vez mais importantes
características genuinamente humanas, como a criatividade, a capacidade de
enfrentar desafios, tomar decisões em cenários de incerteza e criar sentido. “O
que vai diferenciar, na verdade, é o humano com vontade. Vontade de desafiar,
de descobrir, de dialogar. Então, seja qual for a área dele, o humano com
vontade é o humano que vai ser o último emprego do mundo”, afirmou Franceschi.
Além
da repetição
Para
o CEO da StartSe, a automação deve assumir cada vez mais tarefas mecânicas,
repetitivas e baseadas em dados. Nesse cenário, o desafio das
organizações é
liberar as pessoas para atividades que exijam pensamento crítico, inovação e
capacidade de criar novos caminhos. “Temos a inteligência no seu máximo e o
humano, talvez, no seu lugar mais frágil. As tecnologias são incríveis hoje,
mas cedo ou tarde elas são commodities”, observou.
Segundo
ele, preservar o espaço humano no mundo tecnológico exige mais do que apenas
aprender a utilizar novas ferramentas. É preciso manter a disposição para
questionar, experimentar e transformar. “O papel de qualquer área na sociedade
hoje é criar um lugar que os humanos tenham a sua máxima potência exercida”,
destacou.
Novos
olhares
Franceschi
também ressaltou a importância de eventos como o FestLabs para ampliar
perspectivas e estimular a troca de experiências. Para ele, o contato com
práticas, mercados e visões diferentes ajuda profissionais e instituições a
romperem com a lógica de fazer sempre as mesmas coisas. “Eventos como esse são
bons porque a gente olha lateralmente, transversalmente, podendo aprender com
outras práticas, outros mercados, outras perspectivas e voltar diferente”,
afirmou. “Acho que o grande ponto é: todo mundo vem pra cá, mas volta
diferente”, finalizou.
Roberta Penha / Foto: Josi Dias e Rodrigo Moura
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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