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 26/08/2026   15:45   

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Workshop consolida diretrizes do Planejamento Estratégico Participativo 2027-2032

Mulher de camisa rosa gesticula enquanto apresenta um diagrama na tela de projeção sobre o Mapa Estratégico do Poder Judiciário. Em primeiro plano, pessoas assistem de costas.Transformar a missão e a visão de futuro do Poder Judiciário de Mato Grosso em ações concretas, capazes de gerar resultados percebidos pelo cidadão. Com esse propósito, magistrados(as), servidores(as) e equipes técnicas participaram, nos dias 25 e 26 de agosto, do Workshop de Preparação e Pré-validação Executiva do Planejamento Estratégico Participativo (PEP) 2027-2032, realizado na Escola dos Servidores do Poder Judiciário, em Cuiabá.

O encontro integra a construção do planejamento que orientará as ações do Judiciário mato-grossense pelos próximos seis anos e reforça o compromisso institucional com a modernização, a eficiência e a melhoria contínua da prestação jurisdicional. O trabalho busca antecipar desafios, estabelecer prioridades e definir indicadores, metas e projetos que permitam transformar as diretrizes estratégicas em entregas efetivas à sociedade pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Homem de óculos, paletó marinho e camisa listrada fala em pé, com mãos gesticulando. Ao fundo, uma tela de projeção exibe dados sobre metas e o selo CNJ.O coordenador de Planejamento (Coplan), Afonso Vitorino Maciel destacou que o caráter participativo é essencial para que o planejamento represente as necessidades das diferentes áreas da instituição.

“Os workshops permitem olhar para todas as contribuições feitas pelas áreas e reunir os envolvidos na construção do mapa estratégico. Estamos entrando agora em uma etapa importante, que é a transformação desse mapa em indicadores efetivos de resultados. A contribuição de todos é fundamental para consolidarmos o Planejamento Estratégico”, afirmou.

Segundo Afonso, os resultados alcançados pelo Tribunal nos últimos anos demonstram a importância de uma estratégia institucional estruturada, mas também ampliam a responsabilidade para o próximo ciclo. Ele lembrou a evolução do TJMT no Prêmio CNJ de Qualidade, com cinco selos Ouro consecutivos e, posteriormente, a conquista do Diamante.

“O desafio agora é maior. O Tribunal alcançou um patamar de referência em eixos como produtividade, governança, transparência e tecnologia. O objetivo do planejamento é manter esse status e avançar ainda mais, atendendo às exigências de uma sociedade que também aumenta suas expectativas em relação ao setor público”, pontuou.

Retrato de uma mulher de cabelos escuros longos e camisa rosa clara. Ela está posicionada no centro da imagem em um ambiente interno com divisórias de vidro ao fundo.Estratégia para gerar valor público

O PEP 2027-2032 foi lançado no início de 2026 e está sendo construído de forma participativa e colaborativa, com a contribuição de magistrados, servidores, colaboradores e da sociedade. Uma das novidades deste ciclo é a elaboração de um planejamento específico para a gestão de pessoas, com foco no fortalecimento de competências, dimensionamento da força de trabalho e melhoria do ambiente laboral.

A consultora e sócia-diretora da 3GEN, empresa que presta apoio técnico ao Tribunal na condução do trabalho, Aline Veneri explicou que o planejamento permite organizar os esforços institucionais a partir dos resultados que se pretende alcançar.

“O trabalho vai direcionar os esforços do Tribunal para os próximos seis anos e já está alinhado aos macrodesafios do CNJ para esse horizonte. A ideia é gerar cada vez mais valor público para o cidadão, para o jurisdicionado e para a sociedade, atuando de forma integrada com os demais órgãos públicos e fazendo uma execução planejada”, explicou.

Na prática, isso significa identificar antecipadamente os resultados esperados e preparar pessoas, processos, tecnologias, infraestrutura e mecanismos de governança para alcançá-los. O planejamento também deverá considerar mudanças que já impactam o Judiciário, como o crescimento das demandas, a transformação digital, o uso ético de dados e inteligência artificial, a segurança da informação e a necessidade de elevar a produtividade em um cenário de recursos limitados.

Para Aline Veneri, alcançar resultados de excelência é apenas uma parte do desafio. Sustentá-los ao longo dos anos exige capacidade permanente de adaptação. “Conquistar um selo é muito importante, mas o desafio maior é mantê-lo. Quando olhamos para as demandas sociais, para o aumento da entrada de processos e para as mudanças na força de trabalho, percebemos que precisamos nos reinventar e pensar de forma diferente sobre como atingir os desafios que estão postos e aqueles que ainda vão surgir”, ressaltou.

Retrato de uma mulher de cabelos longos escuros e blusa branca de gola alta, sorrindo para a câmera em um corredor com paredes de vidro ao fundo.Planejar uma Justiça em transformação

A secretária-geral do TJMT e juíza auxiliar da Presidência, Anna Paula Gomes Freitas Sansão destacou que o novo ciclo precisa considerar a velocidade das transformações sociais e tecnológicas e, principalmente, como essas mudanças interferem na forma de prestar o serviço jurisdicional.

“O Tribunal tem essa preocupação de se preparar para os próximos seis anos e pensar no que a Justiça precisa entregar ao cidadão. A Justiça de 2020 não é a mesma Justiça de 2027. De lá para cá tivemos uma pandemia, a migração de atividades para o meio eletrônico e outras inúmeras transformações. Agora precisamos garantir que a digitalização também alcance efetivamente o cidadão”, disse.

Segundo a magistrada, o planejamento deve ser suficientemente estruturado para estabelecer um rumo institucional, mas também dinâmico para permitir adaptações ao longo do ciclo.

“A nossa preocupação é acompanhar essa dinamicidade para entregarmos ao cidadão uma Justiça mais rápida, eficaz e célere, que atenda às necessidades do usuário externo, e não apenas aquilo que nós pensamos que ele precisa”, acrescentou.

Homem de paletó azul-marinho, camisa branca e gravata escura com bolinhas fala em entrevista. Foto focada em seu rosto de perfil angular, com fundo claro e desfocado.O juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça, Jorge Alexandre Martins Ferreira também ressaltou que o horizonte de seis anos permite que o planejamento ultrapasse os limites de uma única administração e dê continuidade às políticas institucionais.

“Precisamos fazer um planejamento pensando não somente no hoje. A evolução exige uma visão para um período mais longo, e as ferramentas e o diagnóstico apresentados vão ajudar as próximas administrações no desenvolvimento de uma melhor entrega jurisdicional para a população”, avaliou.

Do planejamento à execução

O Planejamento Estratégico Participativo está estruturado em quatro grandes etapas: diagnóstico estratégico; definição do posicionamento e das diretrizes institucionais; tradução da estratégia em objetivos, metas e projetos; e, por fim, atualização do modelo de governança, com o rebalanceamento estratégico.

O workshop realizado nesta semana concentra-se especialmente na tradução da estratégia. Após a identificação dos principais desafios institucionais, o trabalho avança para a consolidação do mapa estratégico e para a definição de indicadores capazes de demonstrar se os objetivos estão, de fato, sendo alcançados.

Ao final da etapa de tradução, serão refinados os indicadores, estabelecidas as metas e definida a carteira de projetos estratégicos. O modelo de governança também será atualizado para permitir o acompanhamento dos resultados nos níveis operacional, tático e estratégico e possibilitar ajustes e rebalanceamentos ao longo dos seis anos.


Assista à reportagem em vídeo





Ana Assumpção / Foto: Josi Dias

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

imprensa@tjmt.jus.br

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