Juíza arrecada livros para reeducandos de Aripuanã
Juíza arrecada livros para reeducandos de Aripuanã
Foi realizada no Fórum de Aripuanã uma exposição de casinhas de madeira feitas pelos reeducandos da cadeia pública da cidade, além de outros objetos de artesanato. Segundo a juíza titular da comarca, Aline Luciane Quinto, todos os produtos expostos foram vendidos. Ela mesma comprou casinhas em miniatura para incentivar o trabalho dos reeducandos. A atividade faz parte da programação da semana estadual da ressocialização.
As peças são feitas sem a utilização de objetos cortantes, apenas com instrumentos alternativos. Os objetos foram levados pelo diretor da cadeia pública, com as anotações dos nomes e o valor de comercialização. A renda é revertida em prol dos reeducandos.
A exposição aconteceu na última quarta-feira (29 de agosto). No período da manhã a magistrada explanou, às autoridades municipais e à comunidade, os detalhes do Projeto RecuperAÇÃO, implantado pela Corregedoria Geral da Justiça de Mato Grosso. Aripuanã fica a
No período da tarde a palestra foi na própria cadeia pública. A juíza Aline Quinto falou sobre ressocialização e explicou sobre o provimento publicado recentemente pelo corregedor Geral da Justiça, desembargador Orlando de Almeida Perri, que concede a remição de pena aos reeducandos que quiserem estudar. Os reeducandos aproveitaram para tirar dúvidas e se expressaram sobre as ações do Poder Judiciário. Disseram-se satisfeitos ao perceber que estão sendo atendidos pela Justiça.
Para estimulá-los a estudar, a magistrada lançou uma campanha de arrecadação de livros que serão destinados à instalação de uma biblioteca na cadeia. Centenas de publicações já foram arrecadadas. O próximo passo será buscar parcerias para oferecer cursos, já que a maioria dos reeducandos é analfabeta. Uma enfermeira também falou sobre prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.
Vagas – A juíza Aline Quinto explicou que a cadeia de Aripuanã possuía apenas duas celas, com vagas para oito pessoas. E quando chegou à comarca havia cerca de 60 pessoas detidas. A cidade era atendida pela comarca de Colniza, onde a situação da cadeia pública não era diferente.
A magistrada determinou, então, a interdição das duas unidades prisionais e há cerca de um ano foram construídas novas cadeias em cada cidade. Em Aripuanã hoje estão detidas 26 pessoas e a capacidade é para 60 reeducandos.
“Eles não tinham lugar para banho de sol. Tinha que requisitar toda a estrutura da polícia militar local para levá-los para fora. Hoje eles têm lugar próprio e um campo de futebol. Muitos presos provisórios quando precisam ser transferidos para presídios quando são condenados, entram com solicitação pra não sair”, comentou a juíza.
Lídice Lannes
(65) 3617-3393/3394











