Jurista explica vantagens da Nova Lei de Execução
Jurista explica vantagens da Nova Lei de Execução

Para o jurista e doutor
"A palestra do professor doutor foi precedida de uma pesquisa feita entre a magistratura. Ele é o precursor da nova Lei de Execuções, quando há 20 anos, em tese de doutorado pela UFMG, apresentou tema de cumprimento de sentença", afirmou o desembargador Márcio Vidal, presidente da Esmagis-MT. A iniciativa, explicou o desembargador, é semelhante ao trabalho realizado no Japão e na Europa para propiciar aos profissionais de todas as carreiras jurídicas, como advogados, promotores e juízes, uma melhor capacitação e atualização. O tema interessa a todos: "Visão Geral da Execução dos Títulos Extrajudiciais à luz da Lei nº. 11.382, de 06/12/2006".
JUSTIÇA MAIS EFETIVA - O dr. Humberto Theodoro, inicialmente, lembrou o artigo 37 da Constituição Federal que requer do serviço público a submissão aos princípios de moralidade e eficiência. E ressaltou que nos processos de execução é onde se mede a real efetividade do chamado ‘processo justo’.
A nova metodologia apresentada na Lei 11.382/06 tornou mais efetiva a prestação jurisdicional, já que o magistrado hoje pode proferir a sentença e no mesmo documento determinar seu cumprimento, o que não acontecia anteriormente.
Entre os maiores avanços apontados pelo jurista está a unificação dos processos de execução para cobrança de crédito (dívida). Antes, para resultar no cumprimento da sentença, muitas vezes, um mesmo processo gerava cinco ou seis ações. Hoje, o magistrado explicou que a relação é uma só, desde o pedido inicial até a satisfação do direito pleiteado. E com isso o tempo de tramitação dos processos tornou-se mais reduzido.
PENHORA ON LINE – Outras modernizações criadas pela nova Lei já são colocadas em prática no Poder Judiciário de Mato Grosso, entre elas está a penhora on line.
Com a penhora on line o juiz realiza a citação e penhora em duas vias: uma para o devedor pagar a dívida num prazo de três dias e outra autorizando o oficial de justiça a executar essa dívida, caso o devedor não cumpra a determinação anterior. Antes, caso a citação não fosse atendida, era necessário abrir nova ação para buscar a penhora dos bens.
A presença do público em Cuiabá surpreendeu os organizadores. O plenário 1 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, com capacidade para 360 pessoas sentadas, ficou lotado e foi necessário disponibilizar um telão em outro plenário para os convidados acompanharem a explanação do doutrinador.
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Em relação à presença do jurista de renome nacional em Cuiabá, o Subprocurador Geral de Mato Grosso em Brasília, Dorgival Veras de Carvalho, contou que veio da capital federal apenas para acompanhar a palestra. Com 15 anos de experiência na procuradoria geral e outros 15 na advogacia, ele elogiou a iniciativa da Esmagis de Mato Grosso em promover esse tipo de encontro e incentivou que sejam realizados outros.
Os juízes Lídio Modesto da Silva Filho, da comarca de Cuiabá que responde por Santo Antônio de Leverger e José Antônio Bezerra Filho, da comarca de Barra do Garças, também elogiaram a preocupação da Esmagis e consideraram importante esse intercâmbio com os outros profissionais.
Já o advogado José Guilherme Jr, que atua na área há mais de 20 anos, lembrou que depende de cada um dos operadores do direito fazerem ‘funcionar’ a lei. "A mudança quem faz somos nós. A vida é feita de escolhas", finalizou.
Para a juíza Edileuza Zorgetti Monteira da Silva, da 5a Vara Cível de Cuiabá, tudo o que foi explicado está sendo colocado em prática na justiça mato-grossense. "Com a lei já estamos conseguindo realmente cumprir as decisões de execução", salientou a magistrada.
Lídice Lannes
(65) 3617-3393/3394













