Concurso de redação promove mudança cultural
TJMT promove conscientização de alunos para a adoção

Os preconceitos em torno da adoção, os vários tipos de famílias existentes no mundo e a felicidade de ser um filho adotado foram os enfoques adotados pelos cinco estudantes vencedores do II Concurso de Redação do Poder Judiciário de Mato Grosso. Para o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Paulo Inácio Dias Lessa, a iniciativa da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), vinculada à Corregedoria-Geral da Justiça, demonstra que a união de esforços produz os melhores resultados.
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O desembargador parabenizou os participantes que aceitaram o convite em debater o assunto, dando sua parcela de contribuição na construção de uma sociedade mais justa. Lembrou aos presentes que esta é mais uma iniciativa do Poder Judiciário na garantia dos direitos das crianças, especialmente das que esperam a adoção. Citou outros projetos que foram desenvolvidos e também geraram sucesso e reconhecimento social, como o “Pequeno Cidadão”, “Padrinhos, Pais Solidários” e o projeto “Pré-Natal da Adoção”. |
O concurso de redação foi realizado com estudantes do quinto ao nono ano do ensino fundamental de 13 escolas das redes pública e particular e também instituições de Cuiabá. Ao todo, foram analisadas 90 redações. A banca examinadora, formada por três professores de Língua Portuguesa e uma psicóloga especialista em questões familiares, levou em consideração, além da capacidade de redigir um bom texto, a criatividade e a abordagem do assunto.
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“Sou criada por meus pais adotivos, a minha vida junto a deles é muito boa, ainda que tendo certos preconceitos por parte de várias pessoas, nada me deixa mais feliz do que falar que sou filha do coração”, escreveu a adolescente Marine Rodrigues Tamarine Betarglia, que estuda no 6º ano do Centro Educacional Maria Auxiliadora (CEMA), e recebeu como prêmio uma TV 29 polegadas.
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Para o coordenador das Promotorias das Varas Especializadas da Infância e Juventude, promotor José Antonio Borges Pereira, iniciativas como a do Poder Judiciário, servem para desmistificar a adoção. Para ele, colocar o tema em discussão através de um concurso de redação, envolvendo crianças e adolescentes, é uma das estratégias para promover uma mudança cultural da sociedade.
A juíza titular da Primeira Vara da Infância e Juventude de Cuiabá, Cleuci Terezinha Chagas, afirmou que nunca se discutiu tanto a adoção. “Os portões e portas de abrigos e orfanatos nunca se abriram tanto para visitas de crianças, adolescentes e escolas ávidos por conhecer a realidade destas crianças que aguardam para ter o sagrado direito de ter um lar, ser respeitado”, ressaltou.
Para a secretária-geral da Ceja, Lindacir Rocha, a promoção de concurso de redação envolvendo escolas, alunos e pais é mais uma das estratégias adotadas no sentido de ver transformada a realidade das crianças institucionalizadas. Uma professora também foi sorteada para ganhar um prêmio. Maria Teresinha Konopatzki, do Colégio Salesiano Santo Antonio, foi a premiada com um fim de semana em uma pousada, com direito a acompanhante.
A cerimônia de premiação foi realizada na tarde desta quarta-feira (08/10) e contou com a participação do vice-presidente da Ceja, desembargador Sebastião de Moraes Filho; o juiz auxiliar da Corregedoria, Jones Gattass Dias, representando o corregedor-geral, desembargador Orlando de Almeida Perri; a secretária municipal de educação adjunta de Cuiabá, Filomena Almeida Monteiro; os pais, diretores, professores e alunos.
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OUTRAS PREMIAÇÕES – A aluna Daianne Queiroz Capistrano, do 5º ano da Escola Cooperar, escreveu que “Existe também outro tipo de família, formada pela adoção. Se iremos adotar uma criança, não precisamos escolher por cor da pele, cor dos olhos ou dos cabelos, mas sim escolher uma criança que você pode lhe oferecer amor, carinho e etc...” |
| Outro aluno premiado foi Thomaz Henrique Simione Costa, do 7º ano do Colégio Salesiano Santo Antônio, também sorteado para ganhar uma TV 29 polegadas. “Os filhos são o coroamento da família. (...) São muitos os motivos que podem levar um casal a adotar uma criança: por não conseguirem ter filhos biológicos, ou, mesmo tendo, deseja adotar. Tanto num caso quanto no outro, adotar é um grande ato de amor.” | ![]() |
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O aluno André Luiz de Freitas Spinosa, do 8º ano do mesmo colégio, sorteou um computador. Escreveu: “Com esperança de serem adotadas, as crianças abandonadas ou em situações de risco, agarram-se a ela como um único sonho para sua vida (...). Devemos pensar que o amor não tem tamanho, cor ou raça, mas, intensidade que você pode doar.” |
| Já a aluna Rebeca Sâmala dos Santos Rocha, 9º ano, da Fundação Bradesco discorreu sobre a necessidade do fim dos preconceitos para que todas as crianças tenham direito a uma família. “É preciso ter mais amor ao próximo, ser mais solidário, pois adotar é um ato de coragem e dedicação, sem preconceito, e com total responsabilidade por aquele novo ser que entra na família e passa a fazer parte dela para sempre”, escreveu. | ![]() |
Poder Judiciário de Mato Grosso
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