Gestão para resultados deve nortear ações
Gestão para resultados deve nortear ações em comarcas do Estado
| As estratégias e conceitos que influenciam grandes mudanças na forma de administrar foram esmiuçados na palestra Gestão Pública Orientada para Resultados, ministrada pelo professor Armando Cunha, integrante do quadro permanente da Fundação Getúlio Vargas desde 1972 e membro da Academia Brasileira de Ciência da Administração, na manhã desta quarta-feira (29/10), marcando a abertura dos trabalhos no I Encontro de Planejamento e Gestão dos Juízes Diretores de Fóruns de Mato Grosso. | ![]() |
A explanação do professor em relação à necessidade de se construir modelos de gestão pública mais modernos e voltados para a produção de efeitos positivos calcou-se em conceitos de Efetividade e Ética, que norteiam as metas da atual gestão do Poder Judiciário, presidida pelo desembargador Paulo Inácio Dias Lessa. O maior desafio apresentado aos gestores públicos responsáveis pelas comarcas é trazer para a realidade do Judiciário os fundamentos da doutrina da Gestão Para Resultados (GPR), segundo a qual são indispensáveis os esforços de modernização e fortalecimento dos métodos administrativos.
“A gestão pública requer concentração de esforços quanto ao combate ao desperdício, diminuir os custos na provisão de serviços e tudo isso otimizando os recursos”, afirmou o professor. Armando Cunha propôs aos magistrados e gestores a implantação de um novo modelo de gestão, que elege como parte primeira das ações estratégicas a busca dos resultados e a conseqüente tomada de decisões para, posteriormente, pensar no produto a ser entregue e definir os meios a serem aplicados.
Após o encerramento da exposição, o professor da FGV abriu espaço para questionamentos. A juíza diretora do Fórum da Comarca de Cláudia, Virgínia Viana Arrais, externou a preocupação com a continuidade das metas e objetivos administrativos, embora haja a existência legal da alternância de gestores a cada dois anos na direção.
Para esclarecer, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Paulo Lessa, ponderou a atuação do Conselho Nacional de Justiça na mobilização de todas as áreas e unidades judiciárias do país para integrarem o planejamento estratégico nacional, de forma a colocar um fim na interrupção das metas previamente definidas. “É impossível mantermos o mesmo modelo. O que se propõe é um planejamento único e sob a fiscalização do CNJ, garantindo a efetividade dos trabalhos a médio e longo prazos”.
O encontro prossegue neste momento com a palestra do advogado e consultor do Estado da Bahia, José Acácio Ferreira, sobre o Planejamento de Terceirização do Poder Judiciário. O evento se estenderá pelo período vespertino, onde os magistrados apresentarão sugestões e propostas para o planejamento e gestão junto às comarcas.
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