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 19/06/2008   16:40 

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Juízes debatem projetos

      Juízes de Mato Grosso debatem projetos para infância

 

 

            Magistrados que atuam nas varas da infância e juventude de comarcas de Mato Grosso se reuniram durante todo o dia de hoje (19/06), na Escola dos Servidores do Poder Judiciário, em Cuiabá, para debater os projetos voltados para crianças e adolescentes. No período da tarde foram apresentados os trabalhos desenvolvidos pelos juízes junto à sociedade, como o Pequeno Cidadão, que visa promover o reconhecimento da paternidade de menores que não têm os nomes dos pais na certidão de nascimento. Várias comarcas já fizeram mutirões, marcaram audiências e buscaram parcerias para atuar junto às famílias.

 

            No período da manhã, os magistrados receberam uma capacitação sobre o Cadastro Nacional da Adoção. O Cadastro visa ampliar o leque de opções para as crianças que já saíram da faixa etária de preferência das famílias adotantes, mas que ainda estão abrigadas em instituições públicas. É a principal vantagem apontada pelos magistrados que receberam a capacitação para lidar com essa nova ferramenta colocada à disposição do Judiciário, pelo Conselho Nacional de Justiça.

 

"Com o cadastro, vai ser mais rápido achar alguém que possa adotar essas crianças. Ainda existe preconceito nacional com relação à idade e raça e talvez em outro Estado exista uma família que esteja procurando uma criança com as características aqui de Mato Grosso", observou a juíza Sinii Savana Bosse Figueiredo, responsável pela Segunda Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá.

 

            Para o juiz Cristiano dos Santos Fialho, da Vara Única da Comarca de Jauru (425 km de Cuiabá) o cadastro é uma alternativa viável. "O cadastro servirá como uma forma muito interessante de se buscar famílias substitutas. Vai ser útil sobremaneira para que a gente possa concretizar essas medidas", explicou o magistrado, informando ainda que no município de Jauru também existem crianças aptas para a adoção e que serão inseridas no cadastro.

 

            Outra vantagem levantada pelos magistrados é a rapidez que o cadastro trará no processo de adoção. "As crianças ficarão menos tempo abrigadas e encontraremos uma família substituta com mais rapidez. Além disso, as pessoas cadastradas já passaram por processo de avaliação e são aparentemente idôneas", ressaltou a juíza substituta diretora do Foro de Diamantino, Melissa de Lima Araújo, que também responde pela 1ª e 2ª Varas da Comarca de São José do Rio Claro.

 

            Conforme o juiz diretor do Foro de Tangará da Serra, Jamilson Haddad Campos, a possibilidade de ter em um único local, de forma centralizada, as informações sobre as crianças e adolescentes aptas à adoção de todo o país e os dados das famílias pretendentes vai agilizar a busca por novas famílias. Além disso, ele enfocou o fato de que ações como essa, desenvolvidas pela alta administração do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, vai ao encontro dos problemas sociais e de oferecer uma maior segurança jurídica aos cidadãos.

 

 

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