ABMP elogia compromisso do TJMT
Compromisso do TJMT com a Justiça Juvenil é reconhecido pela ABMP
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso foi considerado uma das instituições com o maior nível de comprometimento, em todo o país, para a viabilização do seminário estadual “Justiça Juvenil sob o Marco da Doutrina da Proteção Integral”. A avaliação é do supervisor geral do projeto na Associação Brasileira de Magistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos (ABMP), Wanderlino Nogueira Neto, feita após a conclusão dos trabalhos em Cuiabá.
“O prestígio que o Tribunal de Justiça e o Ministério Público deram para a viabilização do evento demonstra o comprometimento dessas instituições em modificar a realidade existente no Estado, no que diz respeito ao adolescente em conflito com a lei”, considerou o supervisor, acrescentando que a impressão também foi bastante positiva em relação ao número de participantes. O seminário, que decorre de um projeto da ABMP, já foi realizado em 16 Estados.
”As perguntas foram altamente qualificadas e a mesa não recusou nenhuma contestação, pelo fato de serem todas pertinentes às questões discutidas no seminário”, ressaltou o supervisor, que identificou o empenho dos presentes em adequar a realidade local aos novos modelos estabelecidos pelo Sistema Nacional de Atendimento Sócioeducativo (Sinase), do Governo Federal. O supervisor destacou ainda a diversidade de público que envolveu, além de juízes, promotores e defensores, um expressivo número de profissionais que atuam no atendimento integral ao adolescente, como psicólogos, assistentes sociais e conselheiros tutelares.
Considerando que o resultado do seminário superou as expectativas iniciais, o supervisor geral do projeto da ABMP apontou que foi possível identificar onde estão as falhas quanto ao atendimento no Estado. Na sua avaliação, para efetivar a rede de garantia dos direitos do adolescente em conflito com a lei, faz-se necessária, em caráter prioritário, a municipalização das medidas no meio aberto; e a promoção de medidas sócioeducativas de semi-liberdade.
“O que vejo, após as discussões, é que falta o município realizar a sua parte. A medida de meio aberto é responsabilidade do município que não pode ficar esperando do Governo Federal recurso para o custeio. Tem que elaborar projetos e enviar à União para conseguir essa suplementação. Mas, independente disso, deve fazer o que a lei determina”, pontuou Wanderlino Nogueira Neto, observando que também o Poder Executivo estadual deve oferecer mecanismos para que os adolescentes que cometeram delitos cumpram suas medidas de internação em ambiente propício. “O fato de existir muitos adolescentes em cadeias públicas
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