Atuação contra crime organizado em debate
Parceiros são convidados a atuar contra o crime organizado
Os 750 quilômetros de fronteira seca de Mato Grosso com a Bolívia emergem como um dos maiores portões de entrada de entorpecentes e armas do Brasil que abastecem o crime organizado no país. E, exatamente, em virtude da localização geográfica privilegiada, cresce a necessidade de se discutir e encontrar meios de prevenir a organização criminosa no Estado. Esta é a opinião da juíza auxiliar da Corregedoria-Geral de Justiça, Selma Rosane Santos Arruda, que coordena nesta quinta-feira (04/09) um seminário voltado aos parceiros que atuam na área.
A magistrada explica que o duro combate às ações do crime organizado em grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo deve servir como alerta para que os outros Estados montem estratégias para impedir a entrada de organizações como o PCC (Primeiro Comando da Capital), CV (Comando Vermelho), TC (Terceiro Comando) e ADA (Amigos Dos Amigos), rivais do CV. “É preciso quebrar a cadeia – tráfico de drogas e de armas e outras manifestações criminosas dessas facções - enquanto há tempo”, alerta a juíza.
Para a coordenadora, o crime tem se organizado cada vez mais, além de se munir com armamentos modernos e, por outro lado, o poder público não tem conseguido coibir a contento as ações de grupos criminosos. “É preciso à integração entre os setores de mando, quebrando o paradigma contra a visão do Estado desorganizado”, enfatizou.
As várias formas, manifestações e desenvolvimento do crime organizado serão temas debatidos durante a realização do “Seminário Crime Organizado & Fronteira Oeste”, promovido pela Corregedoria Geral de Justiça nesta quinta e sexta-feira no Fórum da capital. Foram convidados palestrantes renomados que traçarão um paralelo entre as organizações criminosas e a máfia; as organizações e delitos transnacionais; o tráfico de armas e drogas na fronteira e a ligação com os grandes centros.
Eles também falarão como a atividade de inteligência desenvolve trabalhos de análise estratégica, emprega procedimentos sistemáticos, estudos e avaliações, com o objetivo de identificar e compreender as características e modos de atuação das organizações criminosas e de seus componentes.
O seminário é voltado para os membros que integram o grupo de parceiros, já contactados, quais sejam, o Exército, as Polícias Federal, Civil, Militar e Rodoviária Federal e Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
Poder Judiciário de Mato Grosso
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