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 23/09/2008   11:59 

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Conciliação requer mudança de comportamento

Conciliação requer mudança de comportamento da sociedade
 
      A conciliação passa por um novo conceito, da boa convivência social, que somente poderá ser atingida com a mudança de comportamento e da formação social e educacional do cidadão. Essa é a conclusão do titular do Juizado Especial Civil do Cristo Rei em Várzea Grande, juiz João Bosco Soares da Silva, ao analisar o comportamento das partes diante das audiências de conciliação realizadas nos primeiros dias do II Movimento Estadual pela Conciliação nos Juizados Especiais. “O movimento tem papel fundamental nesse processo de mudança de comportamento ao difundir a cultura da conciliação junto à sociedade”, sublinhou o magistrado ao destacar a importância dessas ações realizadas pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.
       
      “Com a conciliação, o conflito fica devidamente resolvido e as partes ficam mais satisfeitas com a solução encontrada, pois foi construída por meio do diálogo e com a participação de ambos. Além disso, a resposta a demanda é mais célere”, completou o juiz. Nessa mesma linha de raciocínio, quando as partes não encontram a solução para o seu problema, o caminho para se chegar à sentença e ao cumprimento da decisão judicial é mais longo. “Na conciliação o cumprimento da decisão é mais rápido, dispensa a execução e ainda existe a multa para quem descumprir com a determinação”, lembrou.  
 
      A conciliação é uma ação corriqueira no Juizado Especial do Cristo Rei, já que faz parte da filosofia dos juizados promover a pacificação social. Durante toda essa semana, o juizado especial em Várzea Grande realizará em média 30 audiências de conciliação por dia, promovidas por dois conciliadores. As audiências fazem parte da programação do II Movimento Estadual pela Conciliação nos Juizados Especiais, que será realizado simultaneamente em 84 juizados especiais cíveis existentes no Estado.
       
      Para o conciliador João Gabriel de Almeida, o processo de mediação das audiências requer que este profissional saiba ouvir e possa direcionar as partes para que encontrem uma solução que satisfaça a ambas. “Nosso trabalho exige que, sem interferir na demanda, possamos encontrar com as partes o bem comum para todos”, esclareceu. Ainda conforme o conciliador, a maior dificuldade não está nos casos em que as partes são cidadãos, e sim nos casos em que um dos lados é pessoa jurídica, como concessionárias de serviços públicos, como telefonia e instituições financeiras, porque geralmente não oferecem propostas para um possível acordo.
 
      TANGARÁ DA SERRA - Na comarca de Tangará da Serra (a 232 km a noroeste de Cuiabá) o movimento prevê a realização de 265 audiências até a próxima sexta-feira (26/9). “Nesta etapa selecionamos os processos mais antigos e alguns de conhecimento. O movimento é importante porque dá celeridade as ações e satisfação as partes”, frisou o juiz Luis Fernando Voto Kirche, responsável pela Vara Especializada dos Juizados Especiais da Comarca.
 
      Conforme as informações do magistrado, na comarca, as audiências são realizadas em duas salas distintas nos dois períodos (manhã e tarde). Para dar maior celeridade, as conciliações são mediadas pelo próprio magistrado e um conciliador.
 
      O Movimento da Conciliação em todo o Estado terminará na próxima sexta-feira (26/9). Em Cuiabá será realizado um evento na praça Alencastro em comemoração ao Dia Estadual dos Juizados Especiais. Na praça toda uma estrutura será montada para atender a população, com juízes e servidores a disposição para sanar dúvidas.
 

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