Acordos ultrapassam média nacional
Acordos firmados durante mutirão bancário ultrapassam média nacional
Mais de 76% das audiências de conciliação realizadas nos primeiros dias do Mutirão Bancário terminaram com acordos celebrados. Os dados parciais foram divulgados pela Comissão Estadual do Movimento Permanente pela Conciliação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O índice atingido pelo Judiciário Estadual é superior à média nacional obtida na campanha pela conciliação de 2008, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que teve 44,3% de acordos celebrados.
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De acordo com a juíza Adair Julieta da Silva, integrante da comissão e responsável pela Terceira Vara Especializada de Direito Bancário da Comarca de Cuiabá, o resultado é fruto do empenho das partes em solucionar os conflitos judiciais. As audiências envolveram processos originárias de financiamento de veículos junto ao ItaúCred. Conforme a magistrada, o cliente e a instituição bancária estavam predispostos ao acordo. “O resultado superou a expectativa e a média nacional. O esforço do banco em dar baixa nos processos tornou esse movimento um sucesso”, pontuou a magistrada, informando que quando a instituição bancária se propõe a negociar os resultados são positivos.
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As audiências ocorreram nas comarcas de Cuiabá, Várzea Grande, Tangará da Serra, Sinop e Sapezal. Conforme dados contabilizados dos juizados especiais e das varas especializadas de direito bancário de Cuiabá, das 113 audiências agendadas, 90 foram realizadas e destas, 69 acordos foram firmados. Os dados finais serão apresentados nos próximos dias.
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Ontem, 25 de novembro, foi o último dia do mutirão e as audiências foram realizadas nas comarcas de Várzea Grande e Tangará da Serra. Em Várzea Grande, de acordo com a juíza titular da Primeira Vara Cível, Ester Belém Nunes Dias, a maioria dos processos apreciados nas audiências era de revisão contratual questionando juros bancários. |
Um dos casos analisados ontem foi do moto-boy Eduardo Geremias, que financiou junto ao banco R$ 14 mil para a compra de um carro. Após ter efetuado o pagamento de 18 prestações, teve problemas financeiros e deixou de quitar as parcelas. O carro foi apreendido. “É melhor fazer o acerto. O problema já vinha de muito tempo”, desabafou. Pelo acordo, ele deverá receber pouco mais de R$ 3 mil, referente ao valor já pago pelo veículo. Segundo a advogada representante do ItaúCred, Sue Ellen Baldia Sampaio, que participou da audiência, o banco está “mantendo diálogo. Nada impede que fechemos acordos antes da decisão judicial“, asseverou.
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
imprensa@tj.mt.gov.br
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