Ir para o conteúdo principal
Selo de Transparência
Logo CNJ

 09/03/2009   11:10 

Compartilhe: 

Comprovação de invalidez enseja indenização

         É dispensável graduação de lesão para fixar valor de indenização
          
          Basta a comprovação da invalidez permanente sofrida em acidente automobilístico, sendo dispensável a sua graduação, para a fixação do valor a ser indenizado à vítima. Com esse entendimento, a Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve decisão que determinara à Itaú Seguros S.A. pagar indenização no valor de R$ 13.500 a uma vítima de acidente automobilístico que ficou incapacitada, de forma permanente, por conta de lesão na região cervical. O valor a ser indenizado é referente ao Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT).
 
          A seguradora havia se negado a indenizar a vítima com alegação de que o laudo apresentado não teria atestado o grau de redução funcional do membro afetado e que a vítima deveria ter acostado documentos oficiais que atestassem a existência da lesão. Além disso, na apelação, reclamou o fato de que o valor indenizatório arbitrado ter sido estipulado no valor máximo previsto.
 
          Entretanto, na avaliação do relator da Apelação nº 109.620/2008, desembargador José Tadeu Cury, não subsiste a alegação de impossibilidade de fixação da indenização por não ter o laudo pericial indicado o grau de invalidez da vítima, uma vez que as regras aplicáveis não trazem nenhuma gradação para o pagamento da indenização por invalidez. O magistrado esclareceu que o laudo do Instituto Médico Legal (IML) é, certamente, documento apto a comprovar a existência da deformidade permanente, vez que é emitido por órgão habilitado para tanto.
 
          Quanto à fixação do valor, o magistrado assegurou que além da lesão ser de natureza grave (invalidez permanente na região cervical), restou no limite legal permitido em lei que dispõe sobre o pagamento do seguro obrigatório.
 
          O voto do relator do recurso foi acompanhado na unanimidade pelos desembargadores Jurandir Florêncio de Castilho (revisor) e Orlando de Almeida Perri (vogal).
 

Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
imprensa@tj.mt.gov.br
(65) 3617-3394/3393
 
Poder Judiciário de Mato Grosso
Importante para cidadania. Importante para você