Agentes participam de terapia comunitária
Justiça Comunitária realiza palestra e terapia comunitária aos agentes

Agentes Comunitários de Justiça e Cidadania de Cuiabá, Várzea Grande e Poconé participaram na manhã desta sexta-feira (29 de maio) da programação de Educação Continuada promovida pelo Justiça Comunitária do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O fortalecimento do programa está em consonância com a meta número 1 estabelecida no Planejamento Estratégico da atual gestão do Poder Judiciário, presidida pelo desembargador Mariano Alonso Ribeiro Travassos. Nela estão previstas estratégias para fomentar o desenvolvimento de projetos de responsabilidade social, como forma de integrar o público interno com a sociedade e com o apoio de parcerias (itens 1.4 e 1.5).
A Educação Continuada começou com a Terapia Comunitária (TC), desenvolvida por um psiquiatra de Fortaleza no Estado do Ceará, e que foi aplicada pela assistente social Neury Cortes. O cerne dos trabalhos passou pela análise dos problemas pessoais, o desenvolvimento da auto-estima, a ampliação e aplicação dos conhecimentos na problemática dos outros. “É mais uma ferramenta que disponibilizamos para os agentes. Além de aprenderem sobre si, vão conseguir levar isso à comunidade. Na verdade é a partilha de problemas. Com silêncio para ouvir, respeito pelas dificuldades alheias e as resoluções individuais, conseguimos amenizar muitas situações de desestrutura familiar e problemas sociais”, afirmou a profissional responsável pela terapia. A agente Iliani Barbosa de Souza, que atende o CPA IV, disse que conseguiu visualizar muitas questões pessoais, o que vai ajudar muito. “Vou repassar às pessoas que atendo em meu bairro. Afinal de contas, muitos problemas resolvemos com uma boa conversa“, exclamou.
A juíza Helena Maria Bezerra Ramos, coordenadora do programa, em seguida à vivência, discorreu acerca da Organização Judiciária. Ela explicou desde a estrutura do Supremo Tribunal Federal (STF) e Superior Tribunal de Justiça (STJ), passando pela importância e organização do Tribunal de Justiça, como funciona a Primeira Instância e, principalmente, sobre o atendimento realizado pelos agentes da Justiça Comunitária na tentativa de solucionar os conflitos, sendo um dos principais objetivos do programa.
A coordenadora destacou ainda que os agentes fazem muito mais que o esclarecimento da sociedade. Citou o caso dos agentes de Poconé (distante 100 km da capital), que ano passado em mutirão identificaram cerca de 800 crianças que não tinham o nome do pai nas certidões de nascimento. “Deu muito trabalho, fomos até as escolas, conversamos com a diretoria. Alguns ainda pediram o exame de DNA. Muitas crianças ficaram felizes em saber o nome dos pais“, contou a agente Maria Helena Mendes de Souza Almeida.
Eliane Ponciano é agente comunitária há um ano e meio e disse que é fundamental renovar os seus conhecimentos. “É muita coisa para compreendermos. Melhor para a comunidade se estamos nos empenhando em saber a sistemática“, afirmou. As principais ações continuam sendo as ligadas à família, pedidos de reconhecimento de paternidade, pensões, além de direito do consumidor e discussões entre vizinhos. Neste sábado (30/5), a equipe do Justiça Comunitária do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, participará durante todo o dia de um mutirão a ser realizado no Caic do bairro Pedra 90, em Cuiabá, das 8h às 17h.
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