MBA visa preparação global de magistrados
MBA visa preparação pluralizada de magistrados em MT
O Poder Judiciário deve acompanhar de perto as transformações experimentadas pela sociedade para fornecer ao cidadão respostas rápidas às demandas, sem se restringir a interpretações meramente técnicas e em descompasso com a realidade contemporânea. Tendo como parâmetro a consolidação de um perfil mais global aos procedimentos que embasam a atividade judicial, a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) iniciou, na manhã desta sexta-feira (7/8), a segunda etapa do Programa de Pós Graduação – MBA em Poder Judiciário, na Escola dos Servidores do TJMT.
| Na solenidade de abertura dos trabalhos, o presidente da Esmagis-MT, desembargador Rui Ramos Ribeiro, ressaltou que a atenção à parte administrativa no Judiciário é a ferramenta para que as mudanças sociais sejam absorvidas a contento. “Existe a necessidade de acompanharmos as mudanças da sociedade e da legislação para alcançarmos a satisfação do jurisdicionado, tarefa que transcende o conhecimento técnico”. O desembargador reforçou ainda o valor institucional da entidade, cujo papel principal é a viabilização do aprendizado e capacitação constante dos magistrados. Ao todo, 40 juízes de Mato Grosso participarão da segunda turma do MBA, promovido em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ). | ![]() |
O vice-presidente do TJMT, desembargador Paulo da Cunha, representando a Administração no evento, ponderou que a sociedade exige uma preparação mais eficaz dos juízes e que a Esmagis-MT tem cumprido essa função, no que tange à disponibilização de meios para que a evolução profissional ocorra na esfera do Judiciário. Também marcaram presença na solenidade os desembargadores Guiomar Teodoro Borges, Clarice Claudino da Silva, Teomar de Oliveira Correia, Juvenal Pereira da Silva e o desembargador aposentado Mauro José Pereira, além do deputado federal Valtenir Pereira e de representantes da Defensoria Pública do Estado.
Na visão do juiz da Comarca de Juscimeira, Michel Lotfi, um dos participantes do curso, a expectativa com a pós-graduação é de sedimentar os conhecimentos teóricos e aliá-los às experiências práticas, além de fortalecer os conhecimentos administrativos. “No começo da carreira somos preparados para agir judicialmente, mas também exigidos a atuar como gestores. Portanto essa preparação é de grande valia para facilitar o trabalho dos juízes”, ressaltou.
| Nova postura - A aula magna do curso foi conduzida pelo vice-diretor de pós-graduação da FGV Direito Rio, professor doutor Sérgio Guerra, que ministrou a palestra Transformação do Estado Moderno e os Desafios do Poder Judiciário, ocasião em que abordou aspectos relacionados aos novos deveres do Estado e à postura que o Judiciário deve adotar diante desse contexto. Segundo o professor, é necessário que o Poder Judiciário compreenda as grandes transformações ocorridas nos deveres estatais, que já não se resumem a organização social, mas também à prestação de serviços. | ![]() |
“O que impera na sociedade atual é a complexidade e o pluralismo, portanto o julgador não deve se apegar à teoria, mas sobretudo levar em consideração princípios, valores e padrões éticos”. O conceito é corroborado pelo desembargador Rui Ramos. “A idéia de hiper-estado não existe mais”.
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