Crianças abrigadas voltam para o convívio familiar
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Dez crianças foram devolvidas ao convívio familiar após análise de 20 processos que tramitam na Primeira Vara Especializada da Infância e Juventude da Capital. Elas estavam abrigadas no Lar da Criança e a situação perante pais, tios e avós foi analisada, recebendo parecer da equipe multidisciplinar e do Ministério Público. As audiências foram realizadas pela juíza titular da vara, Gleide Bispo dos Santos, no próprio abrigo na segunda e terça-feira (12 e 13 de novembro).
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O total de processos abrangia 27 crianças. Todas foram ouvidas pela magistrada, assim como os familiares e representantes do Lar da Criança e da Promotoria da Infância e Juventude. Para a juíza, o resultado é bastante positivo, uma vez que permitiu o contato com todas as partes envolvidas. As crianças que não retornaram para a família continuam abrigadas e recebendo acompanhamento.
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“Vamos continuar investigando a possibilidade da reinserção no seio familiar e possível fortalecimento deste núcleo para receber a criança. Não podemos devolver uma criança sem esse cuidado, pois ela pode ser revitimizada e precisamos cuidar do estado psíquico e emocional dela”, assinalou a magistrada.
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Atualmente o Lar da Criança abriga 175 meninos e meninas com até 12 anos de idade Cuiabá e Várzea Grande. Os abrigamentos ocorrem em virtude da necessidade da proteção motivada por motivos diversos, como maus-tratos, abandono ou negligência.
A magistrada destacou que este ano foram realizadas quatro audiência desta mesma natureza para oportunizar o retorno dessas crianças para casa, quando possível. Afirmou ainda que prima por fazer as audiências dentro da instalação do Lar da Criança para que as vítimas sintam-se acolhidas dentro do espaço que já conhecem. “Assim também posso ver cada uma das crianças abrigadas, conversar com elas e ver como estão”.
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Fotos: Jocil Serra/Agência Phocus
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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