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 15/06/2012   18:12 

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Diretor da Esmagis-MT convida juízes à reflexão

Convidar os futuros magistrados à reflexão foi a maneira encontrada pelo diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), desembargador Paulo da Cunha, para saudar os 43 novos magistrados estaduais durante a cerimônia de posse, missão delegada a ele pelo presidente do TJMT, desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho. O desembargador disse esperar que os novos juízes já tivessem perguntado a si mesmos porque querem ser juízes e lembrou que, por ser um sacerdócio, a magistratura deve ser exercida em proveito da coletividade.
 
“Para quem escolhe ser juiz o projeto não pode ser a riqueza material, o sucesso midiático, a total liberdade de empreender e, tanto menos, a simpatia de todos, pois, ordinariamente, suas decisões não agradarão a todos os espíritos”, destacou o desembargador, lembrando que a magistratura exige um conhecimento técnico profundo e um comportamento ético impecável.
 
            Na avaliação do desembargador, elementar à boa magistratura é ela ser formada por “homens bons”, pessoas do bem, que têm a capacidade de somar ao necessário conhecimento técnico a inesgotável sabedoria que é sempre colocar-se no lugar do outro e, por conseguinte, não apenas entender pela razão, mas também pelo sentir. “É um trabalho duro e que exige serenidade e renúncia. É um perfil humano que não vem pronto, mas que pode e deve ser construído ao longo da carreira”, acrescentou.
 
            Os novos magistrados foram aconselhados a ser juízes humanamente corajosos, humildes, serenos e emocionalmente equilibrados, além de íntegros, honestos e incorruptíveis. O desembargador salientou que se exige do magistrado a posição de imparcialidade e independência, o que não se confunde com neutralidade e, tanto menos, com uma posição de pura passividade.
 
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Fotos: Jocil Serra/Agência Phocus
 
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