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 25/06/2012   13:53 

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Resolução do CNJ busca promover acesso à justiça

Promover o acesso à justiça, mudar a mentalidade dos operadores do Direito e da comunidade e garantir a qualidade do serviço prestado. Estes foram os objetivos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ao publicar a Resolução nº 125/2010, que instituiu a Política Judiciária Nacional de Tratamento Adequado dos Conflitos de Interesses, segundo a juíza de Direito da Comarca de Jundiaí (SP), Valéria Ferioli Lagrasta Luchiari. Além de uma entusiasta do tema, a magistrada fez parte do grupo que elaborou a minuta da resolução.
 
A magistrada abriu os trabalhos do I Encontro Estadual de Conciliação e Mediação, realizado no auditório do Fórum Desembargador José Vidal, na Comarca de Cuiabá, na tarde da última sexta-feira (22 de junho). A magistrada destacou que o CNJ não pretendia apenas garantir o acesso à justiça, mas que ela fosse justa, célere e adequada. “A resolução trouxe uma nova imagem do Poder Judiciário, de prestador de serviço, um Judiciário que tem que ir até as pessoas”, ressaltou.
 
Valéria Luchiari lembrou ainda que os operadores do Direito não estão preparados para resolver os conflitos com métodos consensuais e ainda utilizam os meios tradicionais do Poder Judiciário. Dessa forma, salientou a magistrada, obtém-se o fim do processo, mas na maioria das vezes o conflito persiste. Nos casos em que ocorre conciliação ou mediação, a magistrada afirmou que as pessoas saem satisfeitas, sabendo que o acordo é bom para elas e por isso cumprem o que foi acordado.
 
Outro ponto da resolução que merece destaque, na avaliação da magistrada, é que na conciliação e mediação acontece o empoderamento das partes. As pessoas aprendem a resolver os seus próprios conflitos, num processo de amadurecimento. Essa cultura, segundo a magistrada, deveria constar das disciplinas dos cursos de Direito e talvez até das escolas. “Muitos não querem resolver os sues problemas e preferem terceirizar, por ser mais fácil”, argumentou.
 
Mas para que os métodos consensuais de conflito ganhem espaço, a magistrada citou ser fundamental a capacitação dos profissionais. E para que isso se concretize, a resolução trouxe as formas de capacitação dos conciliadores e mediadores, que precisam conhecer as técnicas de cada método, para poder aplicá-las da melhor forma. “Também é importante capacitar servidores e juízes para que eles informem o público sobre o que são esses métodos e como eles funcionam”, concluiu. 
 
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Foto: Jocil Serra/Agência Phocus
  
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